João Paulo II, a beatificação de um ultramontano

A beatificação de João Paulo II terá lugar no Dia do Trabalhador,  coincidente, este ano, com o Dia da Divina Misericórdia, instituído pelo citado papa em 2000.

João Paulo II sucedeu, como se sabe, a João Paulo I, cuja  causas da morte, após 33 dias de papado, permanecem misteriosas. David Yallop, no livro “Em nome de Deus”, adianta algumas teses, admitindo  a hipótese de envenenamento. João Paulo I, Albino Luciani de nome de baptismo, era um homem progressista, comprometido com as novas concepções e as doutrinas sociais emanadas do Concílio Vaticano II, em 1962, por iniciativa de João XXIII. Conquanto sob forma mitigada, com Paulo VI houve alguma continuidade.

João Paulo I perseguia o objectivo da intervenção efectiva da ICAR no combate à pobreza, em sintonia com a Teologia da Libertação integrada na práxis católica reconhecida pelo concílio. Tinha igualmente o propósito de libertar o Vaticano das diabólicas  fraudes financeiras, patrocinadas pelo maquiavélico Marcinkus, por sua vez correlacionadas com a falência do Banco Ambrosiano, a morte do ex-admistrador desse banco, Calvi, e ainda a ligação à loja maçónica P2. [Read more…]

ser amigo

a música, é-me oferecida por J.S Bach; a saúde, por J.António Brito

para José António Brito, o médico que me tem restabelecido…quem me dera essa inaudita capacidade de construção humana, como diz o meu colega do Collège de France, Boris Cyrulnick, salvo de um campo de concentração nazi…

Dizem por aí que o maior de todos os bens, é um amigo verdadeiro. Era fácil definir o conceito a partir do latim, mas como ser amigo é uma emoção, um sentimento, por ser um conceito tão subjectivo, nem o melhor latim serve para ser usado neste curto texto. É uma emoção, quase como um sentimento de fé. No entanto, esse sentimento não tem palavras para o definir. O que existe sãos apenas adágios ou frases de provérbio. Também dizem por ai que na cadeia e nos hospitais é que se conhecem os amigos. Não por sermos apresentados. É porque se estamos na cadeia, precisamos de

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"A Escola Para o Meu Filho Sou Eu Que A Escolho" – 1

Externato Infante D. Henrique, Ruílhe – Braga – a educar e a formar cidadãos desde 1968.

Demagogia eleitoral

-O candidato presidencial Cavaco Silva criticou ontem os cortes salariais na função pública. No entanto os mesmos apenas foram possíveis graças à aprovação do Orçamento de Estado, que o Presidente da República, Cavaco Silva, tão diligentemente procurou garantir, nomeadamente junto do PSD, deixando pouca margem de manobra a Passos Coelho para tomar outra opção, com um grupo parlamentar que olha para o líder com alguma desconfiança. Cavaco protagoniza um remake de péssima qualidade da Olívia patroa e Olívia empregada, com um comportamento em Belém e outro na rua, em campanha. Não perceber que o governo é impotente para aplicar igual medida ao sector privado, ainda é mais grave, pois significa desconhecer a Lei. Ou defenderia o professor de economia um aumento de impostos ainda maior? Não me passa pela cabeça que possa estar a utilizar demagogia, como arma para conquistar votos, a boa moeda nunca se alia ao populismo…

-Manuel Alegre por sua vez afirma ser o garante da defesa do Estado social. Mas omite pertencer ao partido que nos últimos 15 anos, governou 12, tendo sido deputado durante mais de 3 décadas. Apenas falta desenterrar velhos fantasmas da luta pela Liberdade, mas provavelmente recordará as suas próprias palavras há 5 anos, quando afirmou que a eventual eleição de Cavaco Silva, não lhe retiraria o sono, na altura pretendia atingir Mário Soares, agora porque o feitiço se virou contra o feiticeiro, clama por união. Na noite do dia 23, quando for merecidamente derrotado pelos portugueses, iremos assistir ao início das facas longas no PS. O BE por sua vez sairá incólume, afirmando ter contribuído com o seu empenho para uma vitória, que a desunião e alheamento da máquina socialista, não permitiram. Não será bem assim, muitos militantes do Bloco estão ao lado de Fernando Nobre, mas isso parece estar a passar ao lado da atenção geral.

Defensor Moura por sua vez ainda é mais bizarro, indigna-se contra a introdução de portagens nas SCUT, fala em defesa do comércio tradicional, com o maior desplante, porque sendo actualmente deputado na Assembleia da República, não lhe conhecemos qualquer iniciativa legislativa que suporte o discurso.

A Wikipédia faz dez anos

Em dez anos de vida, que se cumprem hoje, a Wikipédia transformou-se no quinto site mais visitado de toda a internet.

Podíamos dizer “é obra” com a habitual condescendência e seguir em frente. Mas este poste destina-se a dizer É Obra e a parar um pouco. Porque – pesem as inexatidões, as insuficiências e as superficialidades – é mesmo obra, uma obra monumental, democrática, voluntária e global.

Com 17 milhões de artigos, 410 milhões de visitas a cada mês, 278 línguas e dialectos, estamos perante um repositório do mundo em forma de site.

Jimmy Wales, o seu criador, só pode sentir-se pequeno perante a sua criação. Ainda bem, é o melhor dos sentimentos que alguém pode experimentar. Parabéns Jimmy Wales, parabéns contribuidores, parabéns Wikipédia. Venham mais dez.

Dicionário do futebolês – permitiu a defesa do guarda-redes

Não marcar golos é uma das actividades mais praticadas no futebol, apesar da baliza enorme, dos vinte e dois jogadores, de um campo com um mínimo de noventa metros de comprimento e quarenta e cinco de largura e dos intermináveis noventa minutos de jogo, durante os quais, em princípio, seria possível que cada equipa marcasse entre trinta a quarenta golos. O guarda-redes é um dos maiores obstáculos para que isso aconteça, graças, por exemplo, àquele privilégio revoltante de poder usar as mãos dentro da grande área, com a vantagem adicional de ser um maricas dentro da pequena área, onde nem sequer pode sofrer uma carga pequenina que seja (a pequena área é, no fundo, uma zona onde ao guarda-redes se aplicam regras de basquetebol). Para além disso, a grande área é uma região extremamente populosa, habitada por gente tão intratável como os defesas e os médios defensivos, pessoas programadas para traumatizar, se necessário, pontas-de-lança, extremos, médios e outros mal-intencionados.

Ora, dizer que um determinado jogador “permitiu a defesa do guarda-redes” dá a impressão de que o marcador do golo que, afinal, não entrou resolveu ser simpático com o adversário, talvez indicando com antecedência para que lado ia rematar ou esperando, cavalheiro, que este se lançasse para um lado, endereçando-lhe a bola para as mãos. Para além disso, o guarda-redes fica reduzido a um jogador que vive dos favores alheios, um trapo sem méritos que se limita a defender porque lho permitiram.

Não se espera que um comentador de futebol seja frio, mas num jogo em que o golo é um metal raro, há que valorizar quem o descobre. Uma tal afirmação, por constituir uma ironia, deve ser usada com muita parcimónia, servindo para comentar um daqueles lances em fosse mesmo impossível falhar (mesmo sabendo que isso não existe) e não, como acontece frequentemente, em remates frouxos de fora da área ou em lances com mérito evidente dos guarda-redes. Vejam como Cardozo e Saleiro permitem a defesa dos guarda-redes, esses inúteis.

doença e conjugalidade

marido doente, mulher só, conjugalidade traida

A minha surpresa foi dupla. A primeira, a de conhecer duas pessoas em relação de conjugalidade entre elas. Por outras palavras, pessoa casada com outra, também designadas consortes e esposos. Foi a minha primeira surpresa. As pessoas hoje em dia não casam, vivem juntas e ninguém critica por causa do inumerável número de amancebamentos ou namoros, sejam heterossexual, homossexual ou lésbico.

Parece-me evidente que não vou dizer como a minha mãe e as suas irmãs: que escândalo! Não te juntes a eles – sempre o masculino primeiro… [Read more…]

Renato Seabra e Cavaco Silva, a mesma luta, o mesmo combate

A revelação de que Renato Seabra, o jovem prostituto acusado de assassinar Carlos Castro, era o mandatário para a juventude de Cavaco Silva no concelho de Cantanhede, é sem dúvida mais uma calúnia. Comunistas, lóbi gay, conspiração, calúnia, calúnia, calúnia.

Não pode ser de outra forma. Não que o candidato presidencial vá verificar a idoneidade moral de todos os seus mandatários concelhios, que diabo, o país tem muitos, mas seria impensável o “namorado” de Carlos Castro aceitar aparecer na campanha presidencial ao lado do seu ídolo político.

É tudo mentira. Isto, o BPN, a SLN, o processo disciplinar, a casa de férias, tudo coisas que nunca aconteceram, tudo manobras comunistas tentando difamar um homem que não precisou de nascer duas vezes para ser quem é.

Entretanto podemos desde já adiantar em rigoroso exclusivo que Cavaco Silva só se pronunciará sobre esta calúnia depois das eleições. Nem com um saca-rolhas lhe tiram uma palavrinha da boca antes disso.