As empresas públicas e um novo Grande Porto:

O serviço público existe para servir as pessoas e não para servir as empresas que deviam prestar esse serviço público. É muito relevante fazer esta distinção. É preciso equacionar se o serviço público que está a ser prestado às pessoas é o correcto, o adequado e tem a dignidade que deveria ter. Se essas empresas são as que melhor asseguram esse serviço público ou se outras empresas, noutro modelo e noutro tipo de regime de prestação, as serviriam melhor. O Estado deixou de se preocupar com as pessoas que tem de servir para se preocupar com a manutenção das empresas” – Marco António Costa em entrevista ao i.

Nesta entrevista, o vice-presidente do PSD, esclareceu as dúvidas suscitadas e amplificadas, nalguns casos por má-fé, por muitos comentadores. Segundo estes, o PSD pretende fechar as empresas públicas que dão prejuízo. Não, não pretende. O que o PSD e Pedro Passos Coelho afirmaram é coisa bem diferente: a prestação do serviço público deve ser adequada à condição económica e social de cada um. As empresas públicas com constantes e reiterados prejuízos de funcionamento para as quais exista uma alternativa de gestão privada que preste o mesmo serviço, com a mesma qualidade e cumprindo o objectivo social pretendido podem (e devem) ser privatizadas. No caso das restantes empresas públicas, análogas, para as quais não é possível prestar o mesmo serviço através dos privados, terá o Estado que continuar a assegurar a sua gestão mas de forma mais disciplinada e rigorosa. Tão simples quanto isso.

Outra nota interessante da entrevista (a exemplo da publicada no semanário Grande Porto) é a posição de Marco António quanto a Vila Nova de Gaia sem esquecer o elogio a Rui Rio e o seu apoio a uma candidatura de Luís Filipe Menezes ao Porto. É só saber ler para compreender que o Douro pode, finalmente, unir o que aparentemente separa e o sonho de um verdadeiro Porto Metropolitano se tornar realidade.

Em suma, tendo presente que “a prestação do serviço público deve ser adequada à condição económica e social de cada um”, como afirma Marco António, cabe ao Estado verificar qual a forma economicamente mais eficaz para o realizar. Daí a fechar “todas as empresas públicas que dão prejuízo” vai uma enorme distância. Depois de termos visto o PS aos gritos a acusar o PSD de pretender acabar com o Estado Social ao mesmo tempo que o governo de Sócrates seguia de machado em punho a destruí-lo, temos agora mais um número de ilusionismo comunicacional: o PS a afirmar que o PSD quer fechar/privatizar todas as empresas públicas. Será que a seguir vamos ver o governo a exterminar as empresas públicas? Não é difícil, basta continuar a estrangular financeiramente uma a uma. Eu já vi este filme…

Outra nota interessante da entrevista (a exemplo da publicada no semanário Grande Porto) é a posição de Marco António quanto a Vila Nova de Gaia sem esquecer o elogio a Rui Rio e o seu apoio a uma candidatura de Luís Filipe Menezes ao Porto. É só saber ler para compreender que o Douro pode, finalmente, unir o que aparentemente separa e o sonho de um verdadeiro Porto Metropolitano se tornar realidade.

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