as minhas memórias-13-o dia de ontem e também o de hoje

o genocídio na Guatemala, e cruel e globalizado

A globalização do genocídio das crianças, antes, ontem e amanhã.

Embora os nomes dos actores tenham mudado, os factos continuam iguais. Não sou adivinho. Apenas observo o que acontece no mundo. Tremo de indignação.

Gostava de ver risos, notícias de que a vida está menos cara, saber que foi editada uma nova versão de uma obra de Bach, que o leite é mais barato, que os ordenados aumentaram, que a inflação está controlada por ter aumentado o Produto Interno Bruto (PIB)…. Que não é apenas o Presidente Chávez da Venezuela a recuperar o cargo, ou que a Rainha-mãe da Grã-Bretanha, foi um exemplo de vida cuja história me agrada ler; pregou um grande susto ao Fascismo na Segunda Grande Guerra, ameaçando o ditador nazi que havia de sofrer as penas do inferno, antes de este se matar em desespero, esse ditador que costumava dizer que Lady Elizabeth Bowes (Londres,

Inglaterra, apesar de ser de Strahmore, Escócia, 4 de Agosto de 1900 – Clarence House 30 de Março de 2002), casou em 1936 com Jorge, Duque de Yorque (Windsor, 14 de Dezembro de 1895 – Buckingham, 6 de Fevereiro de 1952) que, pela renuncia à coroa do seu irmão mais velho, David para a família, Eduardo VIII como Rei, passou de Duque de Yorque, a Rei Jorge VI, e a sua mulher, de duquesa de Yorque, a Rainha consorte, e mãe da actual Rainha), era a sua inimiga mais terrível no mundo inteiro… O próprio ditador planeou raptar os Duques de Yorque, antes de serem Monarcas, por considerar a Duquesa, mais tarde Rainha, a sua pior inimiga: ela onde quer que fosse, falava da vida criminosa do ditador nazi e pedia ajuda para resgatar as mulheres alemãs, especialmente judias.

Sabe o leitor que semprei lutei contra o fascismo, especialmente na sua versão nazi, tal como ando sempre a tocar os sinos para chamar a atenção sobre o sentir das crianças. Escrevi neste espaço de ensaios, em Setembro de 2008, um conjunto de ideias sob o título: Crianças, os senhores do mundo esmagam os fracos. Em Fevereiro de 2000, chamei a atenção para um debate político socialista – capitalista: Prostituição das crianças. “Devolvam-nos o pequeno, tempos em que a criança Elián González era o centro do debate entre Cuba e os USA. Debate que levou a que o meu artigo fosse publicado em castelhano, em Espanha e na América Latina. Em Janeiro de 2001 escrevi As ditaduras e o saber das crianças. Tinha visto os filmes de Spielberg A lista de Schindler e O império do sol, bem como o de Roberto Benigni A vida é bela e o de John Irving: Regras da casa. Fui ficando horrorizado pela experimentação de novas formas de acasalamento humano dos adultos, sem pensarem nas crianças envolvidas e sem tentarem entender como o conflito entre adultos se repercute nos mais novos.

Eu tentei ajudar-me com conversas e leituras da obra de Daniel Sampaio. Procurei entender enquanto escrevia os meus próprios livros. Mas nada mudava. Lia os jornais, via a televisão e cada dia parecia pior.

O Afeganistão foi atacado porque o orgulho do Governo americano não perdoa a morte lamentável de 4 mil pessoas da Indonésia, Colômbia, Japão, Chile e de outros países, nas torres gémeas de Nova Yorque.

O Iraque fechou as fronteiras aos refugiados do regime imposto pelos norte-americanos no feudal Estado Afegão.

O Paquistão obrigou-se a mudar de ideias e a aceitar refugiados, enquanto atacava os que lá iam ficando.

Israel pratica uma política de recuperação das terras que entende serem suas, enquanto os Palestinianos as defendem por as habitarem há centenas de anos.

O resultado é simples: fala-se das mortes dos soldados, mas nada se diz das mães que amamentam os seus filhos e menos ainda, dos pequenos que vão ficando empilhados por não se saberem defender das balas.

Os soldados estão em guerra, as crianças a crescer, a entender, a definir conceitos, a conhecer. Quem? Os seus? Quais? Os seus verdugos? Os inimigos? Os seus compatriotas? Muito importante deve ser o Papa João Paulo II, mas se não soube resgatar a Igreja da Natividade, de quantas crianças, no seu tempo, terá perdido o respeito? Muito condecorado terá sido Colin Powell, enquanto precisava do seu tempo para falar com adultos sempre em guerra e semear a paz. Como actualmente faz Hillary Clinton, que o substituiu ao mudar a Presidência dos EUA para Barak Obama. É 67ª Secretária de Estado dos Estados Unidos, servindo na administração do presidente estadunidense, viaja para todos os países em as crianças estão em perigo e impor a paz.

A ilógica lógica social desculpa o genocídio, com uma ideia tonta, estúpida, tola e anti-social: se uma criança morrer, mais quatro nascerão, para que queremos tanta população? É o que oiço e vejo ou nas ruas aos novos casados, sem pimenta nem sal…tolas, porém. Será o que pensa Bush ontem e Obama no dia actual? Ou os Sheiks dos Emiratos Árabes? Quando será o 25 de Abril de 1974 das crianças, vítimas do lucro do capital, essa grande maioria de proletariado, essas que trabalham para a panela comum, como diz o meu velho e sábio antigo patrão, professor e orientador, no seu ensaio Domestic Groups, Addison-Wesley Module, 1994, Universidade de Chicago.

Estou cansado de escrever e de falar. Diana de Gales, a improvável Rainha de Inglaterra, ainda viva, lutou contra o genocídio dos mais novos, provando o seu valor,  esse que deviam ter as crianças, andando entre as minas para mostrar que se deviam eliminar as bombas que feriam as crianças. Teresa de Calcutá e as suas freiras, a ONU e os direitos da criança. Para que? Para que continue o extermínio de crianças causado pela vaga do pensamento fascista que nos faz tremer e chorar? O genocídio do séc. XX entra dentro do séc. XXI pelas mãos daqueles que elas nem imaginavam que podiam matar crianças e as suas mães. Haja um Deus para sermos perdoados. Pena é que não exista nenhum. Preferia não ter escrito o que referi. Não adianta… é preciso mais um Das Kapital. Esse modo de produção está globalizado e globaliza a matança dos mais novos.

O genocídio é um crime de lesa-majestade que não deve ter perdão, pois coloca crianças em perigo, fere-as, levando-as mesmo à morte, angustia-as ou incapacita-as para qualquer actividade produtiva, começando pelas delas.

Qual o lucro? Qual o benefício de matar crianças? É um crime sem perdão que merece a invasão dos países que baleiam crianças, sem os seus adultos se importarem. Adultos que devem ser punidos com pena de morte.

Se Teresa de Calcutá abandonou uma vida regalada para trabalhar com leprosos, se Diane Spencer escondeu a sua dor de consorte, esse desapreço bem conhecido da família do seu marido, esse suposto herdeiro à monarquia britânica, soube, também, ensinar os seus filhos, especialmente ao mais velho, William, os deveres de um ser humano e de futuro rei.

Pense o leitor perante dados contraditórios, e faça o favor de comentar…

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