O vídeo que se segue mostra como PS e PSD (se) têm governado e de que modo continuarão a governar(-se). Para aqueles que vêm neste pequeno filme de animação apenas mais uma manifestação de esquerdismo infantil, seria útil que mostrassem contas ou argumentos que contrariem o conteúdo que é aqui apresentado.
Num filme tão curto, algumas questões estarão, com certeza, simplificadas. No que se refere à renegociação, há que ter em conta que os contratos estarão devidamente blindados por competentes escritórios de advogados, sempre em benefício dos privados, com a conivência criminosa dos representantes do Estado, que, já se sabe, têm lugar garantido nos mesmos privados para cujos benefícios contribuíram.
A rábula que se segue, caso o PSD ganhe as eleições, é a do costume: “Ah e tal, isto já estava tudo mal feito pelo anterior governo e agora somos obrigados a respeitar compromissos que já estão contratualizados e as leis são para respeitar.” É claro que se for considerado necessário baixar salários ou aumentar impostos, não haverá problemas em atropelar direitos e lá estará Cavaco a funcionar como garante de que não levantará problemas. O argumento dos superiores interesses do Estado nunca será usado contra os poderosos que garantem empregos aos futuros ex-ministros. Entretanto, o mexilhão continuará a pagar a corrupção alheia.






O vídeo é muito bom e está certo em quase todos os aspectos. Erra em dois:
1) Não mostra quais os governos que contribuíram e em que medida para os valores das PPP. Neste aspecto pretende transmitir a ideia de que as responsabilidades são iguais, o que não é exacto.
2) Omite que o BE em 2009 foi um dos signatários do manifesto a favor das obras públicas, que, como se sabe, se traduzia no apoio a obras realizadas em PPP (exemplo TGV). Lista das PPP: em construção; em concurso; em lançamento.
Colocar PSD e PS no mesmo saco relativamente às PPP é manifesta má fé, basta olhar para este gráfico:
http://imageshack.us/photo/my-images/37/pppn.jpg/
E já agora, quem fez o vídeo, o Bloco de Esquerda, o ano passado em Maio, ou seja, em plena crise quando o BCE já estava a financiar discretamente o Estado, quer o o BE quer o PCP não se juntaram ao PSD e PP na assembleia para bloquear a assinatura dos contratos das novas PPP TGV Caia-Poceirão e PPP Pinhal interior (Monta Engil,etc). Deram o seu apoio a mais uns contratos de vários milhares de milhões, isto já quando a Grécia vivia em plena agonia.
Demagogia e manipulação há muita por aí….
Caríssimos
É verdade que o PS gastou muito mais dinheiro do que o PSD em Parcerias Público-Privadas. Também não estiveram bem o BE e o PCP no apoio dado ao TGV.
Por outro lado, as Parcerias Público-Privadas poderiam ser uma boa ideia, se houvesse mais seriedade e nenhum clientelismo. O clientelismo é, aliás, a grande fonte de corrupção ruinosa e, sob a forma de PPP ou sob outra forma qualquer, PS e PSD disputam esse campeonato, alternando nos primeiros lugares, sendo natural que o PS esteja na dianteira, graças ao facto de ter estado mais recentemente no poder.
Entretanto, graças a um passado muito pouco competente, para não dizer pouco sério, não confio no PSD. Não deve faltar muito para confirmar que tenho razão ou para reconhecer que errei.
Bem dizes, Nabais. Infelizmente vai apenas confirmar o que sabemos.
As Parcerias Público-Privadas seriam uma boa ideia, se estivéssemos num país sério e competente. Especialmente em alturas de crise, para empurrar a economia. Mas como näo há seriedade mas clientelismo, as PPP säo é Porcarias Público-Privadas… ou Providências Para Amigos.
Agora näo comparem é o TGV com autoestradas, especialmente essa Pinhal Interior. Embora o montante seja o mesmo, o do TGV é comparticidado a 75% pela UE, e pelas estimativas terá num ano tanta gente como a AE Pinhal Interior em… DEZ!!!
Há PPPs e PPPs… por isso BE e PCP apoiam algumas, e só algumas. Para que pelo menos se faça, porque visto estarmos em Portugal, se näo for assim, só se aprovam as PPPs que däo mais prejuízo!
Providências Para *Parceiros*, pois claro. Ou Projectos Para Parceiros (do Partido).