A besta acordou, escusava de ser em Coimbra

O que esta fotografia mostra a um conimbricense nada diz. O mamarracho chamado Escadas Monumentais pintado é coisa que felizmente vemos desde 1975, por regra feito pelo PCP, que na altura ocupou o espaço e tacitamente os restantes partidos e áreas políticas deixaram ficar.

Digo felizmente porque falamos de uma aberração arquitectónica e urbanística. Trabalho de Cottinelli Telmo, só mostra como aberrante foi a destruição patrimonial da Alta de Coimbra para dar lugar à Cidade Universitária, ícone da arquitectura fascista em Portugal, e para nós símbolo de como se tiram uma belas e funcionais escadas para se construir um verdadeiro suplício.

Deixo-vos uma imagem das Escadas do Liceu que o mamarracho destruiu e substituiu. Não as conheci, mas como indígena  sempre embirrei com as monumentais, que na mitologia local são rematadas pelos testículos do rei Dinis, e além de inestéticas representam um sacrifício, mais a subir, mas também a descer.

Ontem no Facebook começou um movimento contra a pintura. Criado por gente de fora, que não faz a mínima ideia do que fala e chega a chamar monumento nacional ao mamarracho, a mobilização acabou num boicote a um comício da CDU. Estudantedo sempre tivemos, e pelos vistos acordaram-no. Tenho vergonha desta gente que na sua maioria nem é de cá. Tenho vergonha de algo impensável ter acontecido na minha terra, despertando a besta que anda por aí, latente. Com as pinturas do PCP Coimbra sempre viveu bem. São foleiras? são, preferia Banksy. Com os mesmos que ainda este mês vomitaram toda a cidade naquilo a que chamam Queima das Fitas boicotando um comício eleitoral, vivemos mal. Muito mal. Porque basta ouvir este exemplar da espécie para perceber que não é com a liberdade do PCP que ele quer acabar. É mesmo com a liberdade.

Adenda: comentários fechados. Na minha casa insultam a puta que vos pariu e o corno que a amansou. Aproveito para recomendar esta fotografia.

Comments

  1. Manula Cerca says:

    Monumentais: “Símbolo da Academia de Coimbra”??? Onde anda esta gente? Que anda a fazer na Universidade?
    Vergonhoso! Ordinário! Indigno!
    Ai Coimbra, o que tens tu de aturar!
    E a porcaria que fica nas ruas, depois das festas dos estudantes a armar em doutores? Boicote-se a Queima( não seria a primeira vez!)
    Partilho inteiramente as tuas opiniões e considerações.

    • Rosa Tavares says:

      As escadas estão bem pintadas

      As escadas sempre serviram para expressão das lutas estudantis

      Deixem-se de filmes

      As escadas estão lindas

      É evidente que não agrada a todos

      Mas sejam jovens

      Sejam irreverentes

      protestem

      A vida dos portugueses está um caos

      É preciso que os estudantes se aliem às lutas

      E mantenham a tradição


  2. “Com os mesmos que ainda este mês vomitaram toda a cidade naquilo a que chamam Queima das Fitas boicotando um comício eleitoral, vivemos mal.” ou no comentário “E a porcaria que fica nas ruas, depois das festas dos estudantes a armar em doutores? Boicote-se a Queima( não seria a primeira vez!)”

    Então? A liberdade de vomitar já não existe?

    Defender uma liberdade e condenar outra, parece algo reaccionário e inconsistente. 😉


    • A liberdade de me vomitar à porta está ao nível do vómito. Pode ficar com ela para uso exclusivo em sua casa.


      • O uso do vómito em questão pensei que estava um bocado mais figurado. Óbvio que não defendo vómitos à entrada de casas, se possível até tentar diminuir o lixo deixado neste tipo de festividades.

        Parece-me é que há algo aí no texto e no comentário contra a festividade em si. Eu cá defendo também essa liberdade.


        • Tentar? Se possível? O excesso é uma norma, 8 dias por ano. À porta de casa.

          É essa a liberdade que suportamos desde 1979.


          • Pronto, quem sou eu para falar sobre vómitos mesmo à porta da casa das pessoas (eu estou inocente e participei nessa festa).

            Pensava que o assunto era outro. Peço desculpa pelo desvio…

          • Graça Coutinho says:

            Quando aparece alguém mais esclarecido e com opinião diferente há que desviar o assunto do essencial e distrair os leitores. Isto é a liberdade Comunista!! Deus nos livre… Falta de capacidade de discutir o óbvio até é deprimente. Não é pela repetição das palavras “tradição”; “mamarracho”; “vómito”; etc que consegue defender o seu ponto de vista. Algures esqueceu-se do tema em discussão. Que tal dormir um bocadinho?…Pode ser que apareça com ideias novas!

          • Nuno Jesus says:

            Em 1975/6 o PCP andou a avisar que quem vestisse o traje académico seria agredido. Na altura vesti esse dito traje à espera de encontrar um grupo de comunas que me quisesse impedir de usar o meu direito à liberdade. Se for preciso volto a faze-lo…


          • E desde 1979 que a cidade de Coimbra tem mais um motivo para ser visitada, ou não fossem 8 dias de desenvolvimento económico. Busque nos estabelecimentos hoteleiros e verifique qual a taxa de ocupação destes dias.

            Outro pormenor referente ao cortejo da QF, uma hora após o cortejo terminar as ruas estão limpas.

            Já nas escadas monumentais existem indícios de décadas de trabalhos manuais dos militantes do PCP. Não virem a culpa aos estudantes por defenderem uma parte histórica da cidade(DA VOSSA CIDADE), e se acha as monumentais um mamarracho então diga isso aos senhores da Unesco.


          • As ruas estão limpas o tanas. O esterco acumulado na minha rua sai ao fim de semanas de lavagem intensiva. O interesse económica da queima é uma treta: sabe quanto gasta a cidade par limpar todo esse esterco?
            E claro que digo que as monumentais são um mamarracho. Aos senhores da UNESCO também. De resto o processo de qualificação da zona candidata implica mexer nas monumentais.


        • Pelos vistos desconhece que é a organização que paga a limpeza. O senhor só vê o que lhe interessa, portanto não lhe darei mais ‘comida’ para dizer que ‘está sem sal’.


          • Por acaso se isso acontece é novidade. É que por acaso tenho um familiar próximo que foi vereador da CMC com o pelouro da higiene e não era assim. E quem só vê o que lhe interessa é quem não tem de ir trabalhar nos 15 dias do ano em que os meninos se divertem.

          • Graça Coutinho says:

            Hilariante!! “Implica mexer nas Monumentais”?? Onde foi buscar essa ideia iluminada? Implica limpar, isso sim, uma vez que a candidatura já foi entregue. Implica limpar e manter os Monumentos tal como se encontram. Não se pode retocar nem um degrau, percebeu?? Olhe, insisto na sua “Formação Académica” que afirma ser dentro desta área e sugiro que faça uma urgente reciclagem, porque com profissionais com este tipo de desconhecimento estamos mesmo muito mal.

      • Graça Coutinho says:

        . Toda a história da Universidade e as suas fases de expansão, retracção e reorganização, em ligação directa com o exercício do poder político, têm expressão física ao nível do património construído e da organização urbana da Alta (o Paço das Escolas, que inclui a Biblioteca Joanina ; os antigos Colégios; O Jardim Botânico; o Museu Nacional Machado de Castro e Igreja de São João de Almedina; a Sé Nova e o Colégio de Jesus; a Igreja de Santa Cruz, o Jardim da Manga e o Jardim da Sereia; o Laboratório Químico; a Sé Velha, antiga escola da Catedral; as repúblicas da Alta de Coimbra; os edifícios Universitários do século XX), constituindo um importante conjunto patrimonial que ilustra, de forma significativa, as diversas funções da instituição universitária, para além da sua qualidade artística e arquitectónica, nalguns casos notável.
        Este extracto foi retirado do site da Unesco e quando se fala dos Edifícios universitários do Séc XX, inclui-se as escadas Monumentais… a Câmara Municipal assim o afirma. Tem aqui o trabalhinho feito…


        • No seu lugar não confundia um engenheiro com um município. Não é bem a mesma coisa.

        • Graça Coutinho says:

          Não coloquei o link, mas é fácil de encontrar e não é 1 proposta, é um dos locais considerados de interesse histórico e público, tem lá toda a lista… Quando se cansar de” bater no ceguinho” aproveite e cultive-se para não acusar os outros de inventarem notícias apenas porque as ignora.

    • Rosa Tavares says:

      Já estás velho!!!Pá

  3. Diogo says:

    Seria interessante perceber se o autor deste texto escreveria o mesmo se um bando de neonazis amantes de lâminas de barbear desenhasse uma monstruosa suástica nas ditas escadarias.
    O que é vandalismo, é-o assim como qualquer sarrabisco não autorizado no muro do vizinho.

    • Pedro H says:

      Caro Diogo.

      Ideologias à parte, os meios não podem justificar os fins. Por isso, independentemente dos fins (comunistas ou fascistas), o meio do vandalismo é sempre reprovável.

      Concordo consigo.


      • Qual vandalismo? pintar as monumentais é uma tradição desde 1974.

        Fala assim quem não conhece Coimbra, e nunca ouviu falar na proibição constitucional de propaganda fascista. Claro que isso não conta para quem la esteve ontem. Esses preferiam que só houvesse propaganda fascista.

        • Carlos says:

          Pintar os monumentos é uma tradição? Não, pintar os monumentos, antes e depois do 25 de Abril é condenável, às vezes autênticos crime contra a cultura, é o que é. Acabem com isso. Tenham vergonha!


          • Onde é que está o monumento? na palavra monumentais?

          • zé mineiro says:

            Monumento? Qual monumento?
            As escadas denominadas de Monumentais não são monumento nenhum, ao contrário de alguns edificios da universidade, constantemente pintados durante a noite, e do qual ninguém criou até hoje tamanha celeuma como esta…

          • Graça Coutinho says:

            O Monumento está na classificação de Monumento de interesse internacional atribuído pela Unesco e parece que vão ter mesmo que limpar as referidas escadas.
            Para quem tem formação na área das Artes era de imaginar que doubesse pelo menos isto!!


          • Uma imbecilidade contada 2 vezes conta como uma imbecil-idade. deve ser.

          • Graça Coutinho says:

            Um ignorante insulta e classifica de imbecil aqueles cujos argumentos o deixam confusos e sem resposta pronta… faça uma pesquisa no Google para não ter q engolir as suas indigestas palavras.

        • Carlos says:

          Não desvie a conversa amigo. Você é que escreveu que pintar os monumentos é uma tradição desde o 25 de abri.
          Fique lá com a sua, que eu tenho mais que fazer…

          • afonso says:

            caro carlos.
            as monumentais não são um monumento, são uma via pública e por muito que custe a alguns pertencem à cidade de Coimbra e não à Universidade. saber ler também ajuda em muitos casos…


          • Sejam da cidade ou não, nao são certamente da CDU ou de qualquer outro partido. Isto é vandalismo puro e deve ser punido criminalmente. Apresentem queixa colectiva que alguém tem de sair punido. País de mentecaptos. Uns roubos e ficam impunes, os outros vandalizam e impunes ficam! Votem em branco pelo fim da escumalha política actual!!


        • É pena a criminalização destes actos não fazem parte do 25 de Abril. A democracia é só para alguns, é pena. Triste..!

        • Corvo Verde says:

          Tradição de 74??? Arma da resistência antifascista, isso sim

        • Graça Coutinho says:

          Parecem velhos do restelo… Tradição! As más tradições acabam e pronto. Quanto às considerações estéticas q faz revela grande ignorância sobre a simbologia das Escadas Monumentais (esta palavra já diz q são 1 momumnto). Estas simbolizam as dificuldades no caminho para o conhecimento… daí serem extensas e difíceis de subir. Quanto ao achar q é 1 mamarracho, é a sua modesta opinião. Eu discordo e acho q é mesmo tempo de se deixarem de armar em Velhos do Restelo e acabar com esta feia “Tradição”, eufemismo para vandalismo. Há outras coisas que estão mal, verdade… mas por algum lado se deve começar e eu aplaudo de pé!

          • zé mineiro says:

            Não é por as chamarem de “Monumentais” que fazem delas monumento…


        • Uma tradição? Veja o significado de tradição, porque se é tradição também o Cortejo da Queima das Fitas o é, isso e a própria Queima. Não se contradiga.


          • O que é uma tradição? a queima não existiu durante 10 anos e vivemos muito, mas mesmo muito bem com isso. Aliás a queima nem 100 anos tem, tirando umas comparações parvas com antepassados remotos que são incomparáveis.
            E não me venha com tradições académicas, qualquer velho da geração de 60 se passa com o que vê quando mete os pés numa. Começa logo pelo capa e batina, que era uma roupa de pobre e não uma peça folclórica como hoje.

        • Graça Coutinho says:

          Desconhecer o que se fala ,ignorar os factos importantes da cidade e o tentar achincalhar o que depois fica provado ser realidade também é uma tradição do Sr. Cardoso… exemplo a seguir, porque como nunca alinhou em Queimas e outras festas estudantis, nunca se embebedou nem cometeu disparates. Em suma, não viveu e também nada aprendeu.
          Eu apanhei algumas valentes bebedeiras (sem vómito, pq qs nunca me dá para isso- bom aparelho digestivo), cantei desafinadamente pelas ruas da cidade; cantaram-me serenatas à janela (umas lindíssimas, outras totalmente desafinadas); festejámos a Licenciatura do meu marido, agora médico na cidade, com um rasganço à maneira e 1 festarola que ainda hoje recordamos; vi e ri com espectáculos da Orxestra Pitagórica onde actuavam vários amigos, chorei na serenata, e não me arrependo de nadinha… vivi Coimbra Académica da melhor forma e espero bem que os meus filhos façam o mesmo!! Foram os meus melhores anos e não quero q os desperdicem!

          • Graça Coutinho says:

            No entanto, pintar as escadas Académicas é 1 tradição. O Sr. acaba por se tornar hilariante!


          • Agora as escadas são académicas. E sim, é uma tradição. Você não enxerga: há tradições para além das cretinices da praxe. As tradições não são um exclusivo dos idiotas que se auto-humilham e flagelam em público. Há boas tradições, ou pensa que o Conselho de Veteranos é que decide o que é ou não tradição? E vá perguntar ao meu amigo Jesus se é ou não tradição pintar as monumentais. Depois conversamos.


          • Onde é que eu tive um discurso moralista sobre as queimas Graça? onde?

            E já agora, amigos que foram da Pitagórica tenho vários. Se em vez de serem quadrados percebessem que ser anti-praxista é apenas uma questão de respeito pela dignidade humana talvez não fizessem as tristes figuras a que se submetem mal chegam a Coimbra.


  4. “Tenho vergonha desta gente que na sua maioria nem é de cá.”

    Pois, os malvados dos outros, que vêm de fora. O velho e gasto paroquialismo futrica do costume. Enfim.


    • Estou indeciso entre apagar ou insulto, ou ter em atenção que o analfabeto não sabe o que significa futrica como adjectivo.

      Fique pois como exemplo de ignorância, e apaga a briosa do teu mail, que estás a insultar também a minha casa, ó doutor da mula ruça.

  5. MARCO says:

    Apenas gostava de saber, se a CDU irá limpar as escadas (e não deixar que o tempo assim o faça como foi dito por militantes) depois da campanha eleitoral uma vez que todos os partidos deverão retirar toda a sua propaganda. Gostava de ver se realmente isso irá acontecer (apesar infelizmente saber qual o que mais provável irá acontecer!!!).


    • Quem inventa um mail com a expressão “partidosvergonha” tem a autoridade moral de uma lagartixa para falar de limpeza de escadas.
      Mas eu também acho bem que os partidos limpem a sua propaganda, era isso o estudantedo a limpar o seu vomitado pela queima e latada.

      • MARCO says:

        LOL…………..
        “maior da sua aldeia”

      • Graça Coutinho says:

        Têm que limpar, a partir do momento em que foi publicado no Diário da República o que foi feito pela CDU é crime e terão que limpar “o vómito” que depejaram nas Monumentais. Umas fachas teriam tido o mesmo efeito e seria fácil deixar o local como o encontraram, que é regra para a maior parte das pessoas civilizadas. Parece que nesta cidade o “vómito” abunda, assim como alguma verborreia aqui postada pelo autor deste Blog! Shame on you!


    • Vão limpar vão. Quem vai pagar a limpeza vão ser os nossos impostos. Tem a mania que são os isentos e os sérios mas a cagada que fazem não a limpam e que se lixa é o do costume. Tenham uma atitude digna e limpem a cagada que fizeram, o património é de todos..não vivemos nos gloriosos anos 70 onde cagaram tudo À vossa volta. Se gostam da pocilga, façam uma só para vocês…


  6. cambada de parvalhoes,
    alunos betinhos que väo para a escola com os carrinhos do papá e da mämä ,
    quem comam as capas e enfiem as bengalas no cú,
    gicantesca concentracäo de normais por metro quadrado, só mesmo na uni de Coimbra
    antes comunistas que estes imbeciloides
    Era bem bonita a antiga escada …


    • Gambuzina…está tudo dito.

    • Graça Coutinho says:

      Tanta inveja e ódio…! Fica-lhe mal, muito mal

    • Tiago Matos says:

      De facto notabiliza-se pela sua grande inteligência e sentido critico esta senhora Gambuzina! Nunca discutiria política consigo com medo de atentar contra a minha vida porque me parece realmente uma “reaccionária e pêras” mas felizmente ainda os Estudantes e qualquer pessoa , como diz o autor aqui, vive num estado Democrático e parece-me a mim que ainda não há gulag para nos encerrarem em trabalhos forçados pela nossa opinião

    • Joana says:

      QUE INVEJOSA!


  7. o PCP acha-se acima de todos porque são os defensores da moralidade, todos os que estão contra ou são analfabetos, religiosos, burros ou foram levados pela conspiração financeira mundial (a mesma que matou a amada união soviética). Pois é uma pena que vossa ex. ache-se no direito de opinar sobre o que deve ou não deve ser um monumento e mais, achar que o PCP tem algum direito que seja a pinta-lo, mamarracho ou não. felizmente ainda vivemos num estado DEMOCRÁTICO em que a maioria fala mais alto do que 8% da população.


    • Por acaso tenho algumas habilitações para discutir o que é e não é um monumento. Mas mesmo que não tivesse opinava, precisamente porque ainda vivemos num estado democrático.

      • Graça Coutinho says:

        E nós podemos discordar. Aliás acho q revelou 1 grande desconhecimento sobre as referidas escadas e todo o seu simbolismo. Fico triste por saber que até tem formação nesse ramo e questiono como aprendeu tão pouco sobre a cidade e as escadas.

      • Graça Coutinho says:

        Pois pode opinar, mas a Unesco classificou-o como Monumento de interesse Internacional e quanto a factos não há argumentos… as escadas vão mesmo ter que ser limpas pelo Partido Comunista! Lamentavelmente a sua falta de formação no que afirma ser a sua área de formação, nem destes factos tem conhecimento. Afinal só tem uma opinião formada em pressupostos e valores ultrapassados e é incapaz de evoluir com o tempo. Pintar tudo e alguma coisa foi a euforia do PREC e de outros movimentos, depois formaram-se partidos políticos, criou-se 1 Constituiçãoe aplicou-se 1 Legislação actualizada em relação à nova realidade. O João José está cristalizado nessa época, mas agora temos regras, temos leis, somos mais civilizados e respeitamos a propriedade pública e privada (os que o fazem). Olhe à sua volta e tente acompanhar os tempos!


        • Classificou? a Unesco? Fantástico, a Alta foi classificada como património mundial pela Unesco, não saiu nada nos jornais, na tv ou na rádio, descubro isto porque a Graça Coutinho me vem aqui fazer um comentário. Obrigado Graça. Traga mais novidades destas. Todos os dias.

          • Graça Coutinho says:

            Saiu em todos os locais que refere. Como a única coisa que recorda é que é um Mamarracho e nem sabia o porquê da forma como foi construída, o simbolismo Filosófico do difícil e penoso caminho para atingir o conhecimento, espantada ficaria se soubesse desta classificação da Unesco. Começo a pensar se será mesmo de Coimbra ou se é comunista que por acaso nasceu em Coimbra? Eu sou de cá, aqui estudei e continuo por cá… e gosto da Queima, da Latada, das gargalhadas dos estudantes a passarem-me à porta durante a noite e não me indigno com o “vómito” dos que cometem excessos nessa altura… são lições para a vida e não são monopólio das festas estudantis. Em épocas normais já vi junto ao Moçambique muito estudante anti-tradição em coma alcoólico ou a tripar com as substâncias ilegais que ingeriu. Veja se percebe, que os excessos fazem parte de ser jovem, independentemente dos grupos a que pertencem. Temos pena, mas faz parte do crescimento. Não seja velho rabujento!


          • Candidatura é muito diferente de ser Património. E sim, um engenheiro decidiu discutir direito com os juristas da CNE. Não me meto nisso, não sou jurista. Sobre o engenheiro enquanto cidadão toda a cidade lhe conhece as opções que o mantêm no cargo. Sobre o trabalho do Gabinete do Centro Histórico podia dizer umas coisas, aqui, mas hoje não me apetece usar uma linguagem vicentina. Talvez noutro dia.


          • Mas quem é que lhe disse que eu não bebo? Não tenho é uma semana marcada para isso.


  8. As suas habilitações não derivam com certeza da orientação política, e com certeza concordará comigo que ainda vivemos num estado de direito. Ainda bem que ainda pode opinar, coisa que não acontecia nos estados marxistas-leninistas (etc.) do passado e do presente.


    • Não era só nos estados “marxistas-leninistas”. Quanto ao estado de direito a pintura é legal, e só levantou agora esta polémica porque a direita anda a esfregar as mãos, e começou a treinar o regresso ao passado. Líricos.


      • para quem fala de ser legal vandalizar um edificio publico (atenção pode nao ser monumento, mas é um edificio publico) porque a constituição a sim o diz, é porque afinal nos anda (ja ha demasiado tempo)a atirar areia pros olhos

        CAPÍTULO II
        Propaganda eleitoral
        ARTIGO 55.º
        (Afixação de propaganda)

        3. É proibida a afixação de cartazes e a pintura de propaganda eleitoral em edifícios públicos, templos, monumentos, instalações diplomáticas e consulares e nas placas de sinalização de trânsito.

        • Jorge gomes says:

          Umas escadas não são um edifício, tal como um passeio não é uma estrada, por isso e para isso as palavras e o seu significado são tão importantes no direito, para impedir interpretações desviantes ou convenientes…

          • Jorge gomes says:

            Ah e já agora não me digas que és estudante universitário… não acredito que seja possível entrar para o ensino superior sem saber escrever que é o teu caso….

          • Tiago Matos says:

            Gosto muito da forma como a Lei em Portugal é muito fácil de contornar por aqueles que a deviam defender no Parlamento!


  9. De futebol (e) de Coimbra percebes que te fartas…


  10. Comunistada da trampa.
    Só sabem fazer tags e outras merdas. Inúteis e incoscientes. Basta ver as medidas desta triste gente que não sabe pegar numa calculadora e somar receitas e subtrair despesas. O PS é mau, o PSD e o CDS podem não ficar atrás, mas comunistas é o terror. Vão para a China e vão lá chular os trabalhadores. Cá falam de direitos e benefícios, como se voces algum dia tivessem consciência do que isso é. São a vergonha mundial

  11. Pedro Coelho says:

    “Mas eu também acho bem que os partidos limpem a sua propaganda, era isso o estudantedo a limpar o seu vomitado pela queima e latada.”
    Ora pode se pintar o “mamarracho” como é referenciado pelo autor, porque os “estudantedo” tambem suja durante aqueles 8 dias. È esta a conclusão que se deve tirar ?
    Ajudei a pôr muitas faixas naquele espaço enquanto estudante, e já na altura me apercebia de bastantes pessoas queixarem se da poluição visual, mas as faixas eram facilmente retiradas, uma pintura daquelas no minimo demora um ano para começar a esbater as cores, quando em 99 entrei para a Universidade, ainda se notava vestigios de uma pintura antiga da CDU, facto que perdurou durante os primeiros anos da faculdade.
    A questão essencial é que não está aqui em causa nenhum tipo de anti-comunismo primário, mas sim o uso de algo que muitos estudantes consideram como seu, e que vai permanecer com aquelas cores partidarias durante varios anos, não apenas durante o periodo eleitoral, ou por exemplo o tempo que demora até umas faixas cairem…


    • A haver vestígios não é de uma pintura, será de dezenas que ali foram feitas, num mamarracho cujo destino terá de passar pela demolição. Quem se queixa, curiosamente, nunca as viu imaculadamente brancas, ainda mais feias do que são hoje.

      • Pedro Coelho says:

        Mas deve concordar que existe uma que vai estar muito mais saliente nos próximos anos.. Mas porque custa tanto a possibilidade de limpeza pós eleitoral ?

        • Graça Coutinho says:

          O Conceito bonito/feio é irrelevante, uma vez que não há consenso. Não pode é negar, apesar da sua ignorância na matéria, que houve um simbolismo na sua construção (já vi que desconhecia esse facto) e que está e estará sempre associada à vida Académica. Nunca ouviu falar da superstição quanto a uma eventual queda na referida escadaria?? Eu lembro, conta a lenda que quem cair nas escadas não consegue terminar o curso e brincando, muitas foram as vezes que as subíamos e descíamos com todo o cuidado, rindo quando algum tropeçava. Há muita falta de humildade em todos os partidos políticos. Pensei que a CDU fosse diferente, sensível aos argumentos daqueles que com legitimidade consideram as escadas como suas. Infelizmente não foi assim… chama-se mamarracho, justifica-se com tudo o que se fez no passado incapazes de darem 1 passo para mostrarem que são realmente diferentes. Com um pedido de desculpas e o assumir a limpeza das escadas que vejo aqui da minha casa teriam conseguido alguns votos por aqui… com este desrespeito é que não! Arrogância na hora do erro… iguais a todos os outros, apenas com a mania que são diferentes!


          • Fala de ignorância e vem com uma lenda urbana? Ao menos a do Quebra-Costas sempre é mais velhinha.
            Esta gente anda na mesmo na Universidade de Coimbra?
            Que decadência.

          • Graça Coutinho says:

            Atenção às palavras… quando falo de lenda refiro tb a palavra “brincando” e não há aqui ignorância nenhuma, apenas mostrar que as Escadas sempre foram importantes para nós de algum modo. Não vou desperdiçar Latim com quem não só não sabe do que fala como ainda acrescenta incapacidades no campo interpretativo…


          • Eu também dou muita importância às 6ª feiras quando calham a 13. Por brincadeira, é claro.

  12. Rodrigo Coutinho says:

    O direito a desfrutar a limpeza do espaço público não devia ter ideologia, e a sua defesa devia ser sentido comum. Mas não o é. Estas pinturas mostram que, se o alvo for algo construído pelo Estado Novo, para o Partido Comunista é alvo legítimo de desrespeito e tela de graffitis. Os Camaradas sonham um Portugal que já não existe, com um PREC permanente cheio de murais revolucionários e greves dia sim dia sim, até o poder vos cair nas mãos de podre. Esse mundo de trágica ilusão, desabou com o Muro e o que se viu para lá do Muro foi a miséria, a todos os níveis. Se dissessem que eram pobrezinhos mas felizes (afinal, não tão longe da visão que criticam a Salazar), ainda se poderia imaginar uma Felicidade Interna Bruta… mas as pessoas que viviam sob o regime comunista não eram felizes. Pelo contrário. Se tinham uma réstia de esperança na liberdade e numa vida melhor… fugiam, votando com os pés nas eleições que não existiam. A falta de qualidade dos nossos líderes, o seu novo riquismo e deslumbramento trouxeram-nos à bancarrota onde estamos? Pois ao contrário da ditadura comunista, que cristaliza o erro com a perenidade do poder e a insistência em políticas comprovadamente falhadas, a estrutura da democracia equipa-nos com as ferramentas necessárias à sua substituição. Antes de a distribuir, é necessário que a riqueza se crie… e isso o comunismo nunca compreendeu. E para criar riqueza, é preciso que as pessoas sejam empreendedoras, que sejam trabalhadoras e não apenas funcionárias, que é o que as torna o regime comunista. Sejam empreendedores, reconheçam que já não estamos em 1975, peguem nos funcionários do PCP e limpem o que sujaram nas escadarias, sejam elas, na vossa opinião, monumentais ou nem tanto.

    • Artur says:

      Os dos “comités” eram felizes.

    • Graça Coutinho says:

      O Rodrigo, que eu saiba não é da minha família, mas o apelido acenta-lhe lindamente. Touché… disse tudo

  13. João Delgado says:

    Será que é difícil perceber que se pode estar contra a pintura das escadas, por questões ambientais, estéticas ou outras, pode-se apresentar queixa nas entidades competentes, criar um grupo no facebook, fazer uma petição para alterar a lei (sim, porque aquelas pinturas são legais), ou fazer uma manifestação, o que não se pode é boicotar o comício de um partido político?
    Basta imaginar o que se estaria aqui a dizer se “os comunas” organizassem um protesto durante um comício da direita.
    Ou alguém pretende convencer-se de que aquela encenação não teve motivações políticas?

    • Graça Coutinho says:

      Este já é um comentário que eu consigo entender. claro; não insultuoso e “straight to the point”. Só me parece que afinal a legislação não é indiferente a este tipo de pintura e os autores vão mesmo ser punidos e pagar a limpeza das referida escadaria.

  14. Sara says:

    É incrível como o Mundo é feito de generalizações: “Os estudantes só vomitam”, “os estudantes andam com os carros da mamã e do papá”. Não falem de um mundo que não conhecem porque, felizmente, não somos todos iguais. Ainda há quem lute dia após dia para se manter na Universidade a fim de encontrar um futuro melhor. E é vergonhoso perceber que ninguém vê isso. Só vêem unicamente o que lhes convém, criam uma realidade inexistente. Mas adiante, não posso nem nunca vou concordar com quaisquer pinturas que sejam feitas ora nas escadas monumentais, ora em qualquer outro sítio, a partir do momento em que tentam impingir uma determinada convicção política, religiosa ou outra, independentemente de qual for. É simplesmente ridículo.

    • Graça Coutinho says:

      É política. Diz-se o que convem. Se tivesse sido outro partido o autor da pintura, aqui d’el Rei. As generalizações resultam da óbvia falta de argumentos. Os seus, em contrapartida, esclarecem bem o espírito com que alguns aqui escrevem… boys ao serviço de um partido político!!

  15. xana says:

    se estamos a falar de direitos, Deveres porque todos os direitos têm deveres implicitos, e liberdade.

    então eu como cidadã de Coimbra, estudante da Universidade de Coimbra, tenho o direito de ver a minha cidade limpa de todo e qualquer lixo, quer sejam cocós de cães, vómitos ou lixo visual de pinturas na rua, tenho o dever de não fazer lixo e dar o exemplo aos outros e de preservar a cidade para quem lá vive e para quem a visita. e sou livre de ter a minha opinião.

    não importa se estas escadas são da cidade, da universidade ou do joaquim, não importa se são monumentais ou se são um monumento. importa que são uma imagem da cidade e são uma atracçao ao turismo. esse turismo que vem á cidade e cá deixa dinheiro que ajuda a economia que se diz em crise. se pudermos deixar uma imagem bonita e lavada, é essa imagem que eles levam de volta, se deixarmos uma imagem suja é essa que eles levam e lá comentam. quem percebe do assunto sabe bem que se eu for satisfeita comento com 3 pessoas, se levar uma má imagem de algum lado comento com 30…. essas 30 se calhar já lá não vão… quem perde somos nós e a CDU que não ganha as eleições e pintou umas escadas a seu belo prazer durante a noite, clandestinamente.

    • boda says:

      Quem não sabe do que fala devia estar calado. As escadas foram pintadas durante a tarde de Domingo.


      • Fosse no Porto e queria ver se pintavas escadas durante a tarde de Domingo. Com sorte, ainda ias parar ao Douro…

  16. João Forjaz says:

    Conseguiu de uma forma não muito subtil, demonstrar que como bom “coimbrão” (para os mais distraídos, os naturais de Coimbra) que é, detesta tudo o que seja “coimbrinha” (todos aqueles que vêm de fora estudar para Coimbra). Para além de detestar os “coimbrinhas”, detesta também todo o corpo estudantil e a sua festa anual.
    Como se isto não bastasse, detesta ainda as escadas monumentais, que goste-se ou não, fazem parte de Coimbra e de alguma da sua história.
    Pelo que percebi, corrija-me por favor se estiver enganado, não só não detesta como acha perfeitamente natural que a CDU venha para as escadas monumentais expor os seus argumentos políticos (provavelmente os mesmos desde há trinta anos), como ainda acha que não fazê-lo seria uma violação da liberdade e dos direitos dessa pessoa colectiva.
    Pois eu só quero dizer que discordo de praticamente tudo o que o disse e que sendo o senhor um adepto fervoroso da liberdade de cada um, não tem grande opção que não seja a de me ouvir ou ler e discordar.
    É apenas natural que se olhe de lado para as pessoas de fora, seja em que situação for, temos um instinto natural para proteger o que é nosso. Posto isto, não somos animais irracionais, embora muitas vezes possa parecer, não o somos. Detestar os estudantes e as suas festas é, basicamente, detestar Coimbra. Estudantes e Coimbra andam lado a lado há séculos, ja assim era antes do senhor nascer, continuou depois do senhor nascer e continuará depois da sua morte. Como se de dois irmãos siameses se tratasse. Ninguém, “coimbrão” ou “coimbrinha”, imagina Coimbra sem os estudantes, nem Coimbra sobreviveria sem eles, mas deixemos a economia de lado desta discussão.
    Há, de facto, muita coisa arquitectonicamente berrante no nossa cidade, vamos então pintar tudo com palavras de protesto e depois dizer que não o fazer seria uma violação da nossa liberdade? Tenha juízo.
    Tacitamente há muita coisa na nossa sociedade que se perpetua, um marido espancar a sua mulher é visto como algo perfeitamente natural em certos pontos do nosso país, ora se é tacitamente aceite, vamos deixar tudo como está? Eu acho que não. Quando as coisas estão mal, mudam-se e foi isso que se tentou fazer. Tentou-se mudar, sendo certo que hoje em dia é muito mais facil mostrarmos indignação por coisas que noutros tempos seriam meras conversas de café.
    Particularmente devido às redes sociais, o que normalmente seria tema de conversa de café e por aí ficaria, sem grandes stresses, com a criação de grupos consegue-se chamar a atenção para assuntos do quotidiano e também assuntos regionais que preocupam certos sectores aqui em Coimbra…
    Bá*

    • boda says:

      Como é que a CDU vem defender o mesmo de há 30 anos se há 30 anos não havia Propinas nem Bolonha? «Tenha juízo.»

      • João Forjaz says:

        Não seja obtuso. Sabe perfeitamente o que quis dizer.

  17. luis simoes says:

    sou de Coimbra, e sinceramente acho que o autor deveria era estar era calado. parece-me a mim que foi o autor do artigo foi o mesmo das pinturas. propaganda politica não deveria ser feita, nem autorizada em monumentos públicos, pk não pintaram a torre de belem??? qual seria a diferença??
    quanto a queima das fitas, meo se não gostas, temos pena. parece que vives com o cérebro preso no passado. quanto ao lixo e vómitos, epá como é que os americanos lhe chamam…. “Danos Colaterais”. acho muito pior o lixo que deitam à rua nos restantes dias do ano. e sinceramente, acho mesmo que os estudantes tem toda a razão. e arrisco mesmo a dizer, que deviam ser eles a ir para a rua atrás das campanha politicas, e abafar quem quer que falasse. temos políticos de m…. que não respeitam nada nem ninguém. deveria-mos partir para a violência.
    MORTE AOS POLÍTICOS QUE APENAS SABEM CRITICAR OS OUTROS É O MEU VOTO.


    • Comentários deste nível são uma bênção: a gramática, o estilo, os danos colaterais, toda uma elevação que vale mais que 100 argumentos que eu esgrimisse em meu favor.
      E fico com a sensação que, já que a pintura é minha, foi este luis simões quem me mijou à porta vai para 15 dias. Um dia haverá um luis simoes que antes de acabar a mija leva com um vaso em cima. Pobre vaso, enfim, danos colaterais.

      • Pedro Coelho says:

        E comentários que exprimem opiniões válidas ?
        É que esta polémica toda podia ter sido tão facilmente evitada pela CDU de Coimbra.
        Ainda por cima se como se afirma sai com as primeiras chuvadas ( o que eu duvido, e muito ) bastava dar umas mangueiradas nas escadas.
        Um comunicado a afirmar: “como legalmente previsto o “mural” vai permanecer durante a campanha eleitoral, e no final da mesma, como foi previsto desde o início, a CDU encarrega-se de o limpar assim como sempre foi prática sua nas campanhas eleitorais ”
        Só isto e acabava-se com todo este celeuma. É que quem realmente sai a perder com tudo isto é a própria coligação.
        Mas isto sou eu que gosto de pensar pragmaticamente, e não afirmo aos sete ventos que quem não concorda comigo ou é fascista, ou inimputavel por mijar no meu muro.

        cordialmente

    • boda says:

      Seres de Coimbra só prova a mítica da cidade de que «a um burro carregado de livros também chamam doutor». Não é por terem sido apelidadas de monumentais que passaram a monumento.


  18. Não gostaram da pintura da escadaria …
    …imaginem então o que vai fazer Sócrates ao PS depois da derrota de 5 de Junho.

    http://supraciliar.blogspot.com/2011/05/socrates-depois-do-pais-o-ps.html

  19. Fernanda Maria Simões says:

    Um miúdo da margem sul em Lisboa, um simples jovem cidadão se for apanhado a fazer grafites em monumentos ou paredes da cidade é punido por crime e é obrigado a limpar o espaço. Porque não se aplica a mesma lei no caso das pinturas dos políticos???

    Graffiti é crime?O que diz a lei…

    De acordo com Alexander Rathenau, advogado e consultor jurídico , o grafitti constitui, em certos casos, uma forma de liberdade de expressão.

    Contudo, não é um direito absoluto. E o seu exercício não pode colidir com outros também previstos constitucionalmente, designadamente o direito de propriedade. Com efeito, não é legal fazer pinturas artísticas ou decorativas em todo e qualquer edifício, mas apenas naqueles que possam ser destinados a esse fim.

    Do ponto de vista jurídico, quem destruir, no todo ou em parte, danificar, desfigurar ou tornar não utilizável coisa alheia pratica um crime de dano previsto no artigo 212.º do Código Penal Português.

    O crime de dano é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa. Na prática, o procedimento penal depende da queixa que for apresentada às autoridades…


  20. Grande, grande posta. Confesso que sei pouco sobre a cidade de Coimbra em si, mas conheço um bocadinho mais do significado que Coimbra teve na luta antifascista. Mais não fosse, o dia de ontem serviu para aprender mais sobre a escadaria.

    Fui ao Comício de ontem por solidariedade com os meus camaradas de Coimbra que viram a sua liberdade política ameaçada, por elementos ligados a outros partidos. A começar no presidente da AAC, tão diligente a condenar o “vandalismo”, mas que pertence à Juventude Socialista, lado a lado com JSD, JP e três ou quatro PNR, que já tomaram de assalto o evento do Facebook destinado à alegada limpeza das escadas. O que pensará o agora ex-ministro Alberto Martins, conhecido interveniente na crise académica dos anos 60, deste seu camarada de partido?

    Ontem fiquei com a estranha sensação de que estava em 1975. O que nem foi mau de todo, do ponto de vista de formação política e militante, já que não vivi nesse tempo. Mas foi, com certeza, demasiado grave. Um contra-comício partidário a usar os estudantes como pontas-de-lança. É grave pelos próprios estudantes que se deixaram manipular, porque já nada me espanta nas tácticas de alguns partidos.

    Felizmente, embora os jornalistas tenham achado mais piada ao contra-comício, pelo menos até ao início da intervenção do secretário-geral do PCP, havia muitos outros estudantes, não trajados, a assistir ao comício. Mais. No final do comício, dois jornalistas com quem troquei impressões achavam “normal”, que “acontece em todas as campanhas”.

    Como disse, e bem, Jerónimo de Sousa no início da sua intervenção:
    «Ao longo da sua história, o PCP conheceu o silenciamento da comunicação, da tortura, da perseguição. Mas aquelas que o fizeram, e que transportaram até aos dias de hoje esse anátema, que marcou a nossa historia, é importante que saibam: não nos calarão».

    • Pedro Coelho says:

      Falar de Juventudes Partidárias na Associação Académica, pode ser um pau de dois bicos. Acompanhei várias campanhas, estive em orgãos académicos, e garanto lhe que a jcp contribui para a festa partidária que ali se vive.
      Partindo deste pressuposto, que existem rabos de palha, não condenava tão facilmente o actual Presidente da Direcção Geral da Associação Académica. ( Até porque não conheço o sujeito nem as suas convicções ).
      Mas existe a ilusão que se juntou o ps, o psd , o cds e o pnr para vos deitar abaixo ? Bem admiro a vossa confiança, mas acho que já é presunção a mais tanto complot contra a CDU.
      Existem opiniões contrárias às vossas, existem prismas e raciocinios diferentes, e não estão necessariamente inquinados por partidos políticos.
      E acho bem que não vos calem, mas tentem tambem deixar falar os outros, às vezes é bom saber ouvir.


      • certamente. Agora vá ao facebook e veja o evento que foi criado, por quem e quem o alimenta. até já.

  21. joao santos says:

    Caríssimo,

    1. para o seu enquadramento, lembre-se que a liberdade de cada um acaba quando afecta a liberdade do próximo. liberdade de expressão é poder exprimir-se, pintar as ‘SUAS’ paredes, a ‘SUA’ casa. Pintar escadas (monumentos ou não), paredes públicas ou privadas, afixar cartazes em rotundas e afins para mim não é liberdade. pois afecta a minha liberdade de não ter de ver essa poluição visual.

    2. concordando ou não, o grupo que esteve presente na queixa, apenas apresentou a sua opinião, livremente, num espaço publico. tem esse direito, certo? ah, e não deixou resíduos, nem pinturas, nem danificou o espaço publico (e a história que a tinta sai com água deve deixar de cabelos em pé a ala ecologista do partido – digo eu).

    3. a tal ‘estudantada’ que fala com desdém é quem faz sobreviver Coimbra há décadas. uma cidade que infelizmente não sabe (ou não quer) cativar a ‘estudantada’ para ficar depois de formada. ‘cuspir’ na estudantada é cuspir no prato que Coimbra come.

    4. misturar a Queima das Fitas com liberdade de expressão cheira a recalcamento e não honestidade intelectual. ou então terá de falar como o comício do partido também fechou as escadas, o trânsito, deixou lixo, etç.

    5. vómitos à parte, a Queima é uma festa da ‘estudantada’ que mais uma vez traz milhares de Euros à cidade. sempre relevei o facto de Coimbra saber viver bem com essa festa (ao contrário de Lisboa e Porto), resultando dai a sua distinção das restantes queimas. mas como disse, misturar isso com liberdade de expressão ou assunto em causa, é apenas recalcamento.

    Rest my case


    • Um aviso terminológico: designo por estudantedo uma parte, minoritária, da academia, e nunca o todo. À Academia de Coimbra pertence-se para sempre, e não tenho o hábito de me auto-insultar.

      Coimbra não vive bem com a queima e a latada: em Coimbra têm-se medo de afrontar as “tradições”, porque se é logo rotulado de comuna para baixo. Basta notar que em 30 anos apenas Carlos Encarnação teve alguma coragem para falar nisso. Ninguém vive bem com 15 dias de vómitos e ruído noite fora. Ninguém vive bem com os problemas de insegurança que milhares de bêbados à solta levantam.
      Tal como Coimbra viveu muito bem 10 anos sem queima e os supostos euros que ela deixa (feitas as contas há uma ocupação hoteleira num fim de semana ou dois e pouco mais), uma boa treta porque temos de remover o lixo, por exemplo, e isso custa dinheiro dos meus impostos.

      O que mais conheço em Coimbra são velhos comerciantes que patrocinaram o regresso da queima e em voz baixa se mostram arrependidos, também por razões moralistas parvas (raparigas com os copos). Mas têm medo. Até que um dia o tabu acabe. Já faltou muito mais.

      • Pedro Coelho says:

        Bem já que nos estamos a desviar, um pouco do assunto vou também dar a minha opinião sobre a “Queima, latada e os supostos euros que ela deixa”.
        Essa é uma questão bem complexa, como se consegue entender das palavras escritas aqui pelo autor. Porque quando falamos em euros, não devemos só falar daquilo que a Cidade pode arrecadar, tanto a restauração como a hotelaria, mas também aquilo que a própria Associação ganha com a queima.
        Pode se levantar a questão que existe muito compadrio, e que as produtoras da queima,não são a melhor opção, muitas vezes até porque são escolhidas porque têm à frente pessoas que conhecem a fundo a máquina, e que sabem como se mexer.
        Mas existe também o outro lado, que muitas secções desportivas e culturais da Associação, aproveitam esses 2 eventos para realizarem actividades e porem contas em dia.
        E se é verdade que algumas são criadas para dar estatuto de dirigente associativo aos seus dirigentes, outras tentam realmente dinamizar Coimbra.
        E quem residiu, ou reside em Coimbra sabe bem que a cidade bem precisa. Numa cidade que se intitula do conhecimento,encontra-se muitas vezes um completo deserto programático.


        • Desde que se deu essa pequena revolução, de a queima dar lucro às secções, e a comissão central deixar de ficar com o “prejuízo que tinham” antes, claro que vejo as coisas de modo diferente.
          E não passa pela cabeça de ninguém muito simplesmente acabar com a queima. Mas reduzir o seu impacto na vida dos cidadãos é possível.
          É muito lindo gostar da queima quando se vive cá 4 ou 5 anos. Quem como eu a atura há 30, vivendo numa das zonas mais afectadas não pode pensar da mesma forma.
          E já agora, quem invoca leis agora, na altura esquece-se da do ruído, para não ir mais longe.

          • Pedro Coelho says:

            Sim, acredito que não seja agradável, e poderia se minimizar o impacto da mesma, até se pode afirmar que já se deram pequenos passos como passar a queima dos jardins para o outro lado do rio, mas de certeza que existe mais trabalho a fazer.
            Retirar completamente esse impacto será impossivel, mas minimiza lo sim.
            Se me permite dou lhe o exemplo de viver neste momento paredes meias com Estadio do Sporting, onde de 15 e 15 dias durante o ano, existe “tourada”. Quando são jogos grandes então..
            São pequenas nuances que afectam quem tenta levar uma vida pacata e tem horários para cumprir.

          • Graça Coutinho says:

            Moro junto à Praça da República e áturo isto desde q o luto académico terminou e se retomou a festa. Tenho sobrevivido muito bem e feliz com toda a agitação aqui à volta! Nas outras cidades há outras festas q causam tb os seus distúrbios. Veja-se o exemplo da Festa dos Tabuleiros em Tomar… a cidade pára, a confusão é enorme, mas continua a ser das mais bonitas festa do País. Nunca ouvi nenhum Tomarense queixar-se… há sempre excessos, fazem parte!

    • boda says:

      1. essa teoria é fixe. se é assim que funciona a tua liberdade de expressão é ires escrever isso para a ‘TUA’ casa. porque a afecta a minha liberdade ter que ler o teu texto.

      2. não. o que o grupo em causa fez, com o beneplácito das autoridades locais, foi boicotar um comício político.

      3. a importância que se sempre se deu a essa “estudantada” é precisamente a razão pela qual Coimbra é hoje o que é..

      4. falar de honestidade intelectual e depois falar de coisas de que não se faz ideia é, no mínimo, irónico..

      5. por acaso gostava de saber é quanto é que do dinheiro que a AAC ganha só na semana da Queima vai para autarquia para as despesas de limpeza e reparação dos estragos todos que fazem pela cidade.. se puderes dizer agradeço

      • Artur says:

        Passam a vida a dizer mal da autoridade, mas quando estão em causa os vossos interesses: ó da guarda, quem nos acode!!

  22. Nuno Santos says:

    Você foge ao essencial. A pintura das escadas é algo que não se faz, ali ou noutro local qualquer. É duma falta de respeito enorme pela cidade. Tem, no entanto, uma vantagem, mostra que nas cabeças dos pêcês, depois do PREC só mudou a cor do cabelo.

  23. Rodrigo Costa says:

    … Às vezes, a gente quer ficar a leste; quer deixar que as coisas aconteçam, sem interferir… mas não é fácil! Mais difícil, ainda, quando, quer queiramos, quer não, os terramotos não se ficam pelo epicentro; são levados por ondas que, antes de morrerem, provocam estragos.

    Sendo verdade que a alegria e o despautério —irreverência é outra coisa, que há-de rimar, necessariamente, com inteligência; e que há-de ser o motor de causas, mesmo se de causa-própria, como reacção a movimento ou movimentos castradores, por injustos— fazem parte de uma determinada fase da nossa vida, eu acho que, o mais cedo possível, deve ser percebido que o facto de alguém se tornar licenciado ou mesmo doutor não isenta de tudo quanto possa acontecer a qualquer mortal. Mais tarde ou mais cedo, constipar-se-á —se já, anteriormente, se constipou, verá que a diferença não é grande; e há, até, conhecimento de pessoas formadas que morreram de pneumonia, coisa que nunca lhes tinha acontecido; muito embora eu esteja em condições de garantir que nem o mal nem a morte estiveram realacionados com o “canudo”.

    Antes de mais, os excessos na comemoração da licenciatura são próprios de parolos. Exactamente por causa do que digo atrás; por impreparação, por falta de maturidade; por falta de noção do efémero.

    E não me parece bom sinal a justificação para o consentimento da anormalidade, baseado no deve-e-haver económico. Não me parece que a anormalidade seja menos anormal porque permite, em função do negócio, “acertar contas”. É esta, aliás, a razão por que o País está como está; porque houve —e continua a haver— quem entendesse que as patifarias rendiam dinheiro —já para não falar em algumas das praxes, mais próprias de símios do que de gente.

    Coimbra e Porto não serão muito diferentes: a lixeirada é limpa de forma graciosa, porque os poderes, neste caso, locais, são constituídos, em regra, por artolas que já por “lá” passaram, pesando-lhes, portanto, a ideia do impedimento —não do cortejo, mas da lixeira —a urbanidade é coisa de pobre e iletrado.

    Quanto aos partidos políticos, não sendo bem a razão a mesma, a verdade é que a sujidade é a consequência.

    Estou à vontade, porque não moro em casa senhorial, não vivo numa quinta com muros nem as paredes necessárias têm dimensão nem, essencialmente, espaço para desenhar mensagens. Logo, não tenho de que me queixar. Mas, apesar de não me pertencerem, desagrada-me ver espaços vandalizados, degradados, porque alguém pensou que, tendo direito à liberdade de expressão, podia escrever ou macaquear onde bem lhe apetecesse.

    Sem conhecer o que a Lei determina, o Senso —que deve ser a base de qualquer lei—, diz-me que não devo fazer isso, mesmo que o que tivesse a dizer fôsse um poema —talvez me tornasse mais feliz, se pudesse fazer tudo quanto penso e me apetece, mas a verdade é que pressinto que não era; e que por isso é que me contenho; porque alguém sofreria com a concretização dos meus apetities.

    Já agora, não deixo de lembrar que a monumentalidade que podemos observar por toda a parte —entenda-se Mundo— é fruto da megalomania de pessoas que —com extraordinário gosto, em alguns casos, diga-se— escravizaram os desgraçados que lhe deram corpo.

    Em Democaracia —que não existe, para além da utopia, repito—, muito do que está feito não existiria, porque nenhum governante estará disponível para pagar o preço justo. O que há, em democracia, são as “derrapagens”; não pelos custos da mão-de-obra, mas pelos custos das mãos pelas quais as obras passam. E é exactamente, porque ninguém mais trabalha pela sopa ou de graça —ou quer queira, quer não—, que a monumentalidade se foi perdendo, e foram proliferando os mamarrachos. Não há, portanto, regimes impolutos.

    Onde escrever as mensagens, então?… Não penso que isso seja vital. Pela parte que me toca, sempre as vi como frases-feitas, como acne em peles de todas as idades. Com o tempo, percebemos que não levam a nada: sujam e não levam a nada… Porque não basta escrever mensagens; é necessário que, também quem escreve, faça ajustamentos na mentalidade. Mas esta é a parte mais difícil, por ser a que obriga a pensar.

    Nota: Por processos legítimos ou ilegítimos, foram os cofres da ditadura que permitiram, durante algum tempo, todos os desgovernos do pós-25. Que eu tenha conhecimento, nenhum revolucionário rejeitou a ideia da utilização do ouro e de outros bens herdados, por serem herança de que se devia ter vergonha. Gastou-se, a herança, à velocidade com que se dizia mal de Salazar e Caetano.

    Nada que, a menor escala, não se repita: há “revolucionários” que não gostam dos pais, mas que não conseguem viver sem que aqueles lhes paguem as contas —todas as revoluções acabam na incoerência…

  24. Tiago Matos says:

    O estudantedo como lhe chamam fez desta cidade o que é . Se ela é bela é porque cresceu graças a esses a que andam a espalhar vómito durante a queima e latada como dizem. Se esta cidade é alguma coisa e se as pessoas lhe tomam amor é exactamente por passarem aqui momentos inesquecíveis que de geração em geração se têm transmitido.
    Melhor, Coimbra não só vive dos estudantes como é dos estudantes e mais te garanto que se calhar sei mais da história da tua cidade do que se calhar propriamente tu . O que me indigna é que quando os estudantes enchem os estabelecimentos nocturnos ou que com qualquer outra actividade que façam dão dinheiro a ganhar, aí já não os vómitos que vos importam mas o dinheiro que vos cai no bolso .
    Triste é ser de Coimbra e não entender o que esta cidade significa.
    Triste é ser de Coimbra e ser contra os estudantes.
    Triste é ter pessoas destas no triste país que temos…


    • Triste é a arrogância dos que por aqui passam e se pensam proprietários do que não é seu. Coimbra tem 2000 anos de História. Universidade têm-na desde o séc. XVI. Em Coimbra já se tinha fundado Portugal, já se havia criado a lenda de Pedro e Inês antes disso.
      Coimbra levou com a Universidade em cima por imposição régia porque ninguém estava para a aturar em Lisboa. Coimbra desinvestiu na indústria, porque em Lisboa achavam que isto era uma cidade universitária e mais nada podia ser, pese a sua óbvia centralidade e acessibilidade.
      Eu não tenho nada contra os estudantes, e prezo muito a minha Universidade. Tenho sim, e está aí escrito acima, muito contra o estudantedo, minoritário, que se arvora em dono da noite (e essa da economia dos bares dá vontade de rir: é coisa que tem menos de 20 anos), que grita Coimbra é nossa, e não é. Se por um lado é de todos os portugueses, como a mais pequena aldeia também o é, tem de ser pensada e desenvolvida para os que cá vivem, por nascimento ou opção.
      É só isso. O resto, cada um que opine, mas deixem-nos dormir que o pessoal também trabalha.

      • Artur says:

        Tem é que passar essa mensagem aos seus camaradas que em Lisboa incomodam a vizinhança, no Bairro Alto e no miradouro de Santa Catarina, a pregarem as doutrinas do Louçã ao som do jambé e inspirados pelo fumo.


  25. DEVES SER COMUNA PARA ANDAR A FALAR ASSIM DAS NOSSAS ESCADAS!! COMUNA ATRASADO MENTAL QUEM ESCREVEU ESTE TEXTO! MORRE!

  26. Claudia says:

    Sou obrigada a concordar com o Tiago. Coimbra é dos que lhe têm amor, dos que nela vivem momentos que ficam para a vida. Ninguém tem mais direito a ela do que aqueles que a amam como a amam os estudantes. São os estudantes que impulsionam a economia desta cidade. Coimbra é o que é graças aquele que regiamente impôs uma universidade nesta cidade. Poderia ter sido uma cidade industrializada mas isso todos nós podíamos ser muitas coisas diferentes. “Coimbra é dos estudantes até morrer”. Agradeçam se faz favor Coimbra aos estudantes e ao D. Dinis que a fundou no sec. XIII (13), sem arrogâncias.


    • Pois fundou, em Lisboa… Quanto às vossas declarações de amor são tão tristes como uma telenovela.

      • Tiago Matos says:

        E porque são elas triste meu caro? Porque tu és um nativo e os outros não? Não tenho obviamente culpa que o Governo sucessivamente retire industrias ou postos de trabalho em Coimbra , mas onde os há no resto do país? Não sei se sabe do caso do Minho por exemplo que tinha grande força no que diz respeito à industria têxtil e agora está a morrer! Não sei se conhece o caso de Trás-os-Montes onde ainda existe um distrito sem um quilómetro de auto-estrada que o ligue ao resto do país. O mais engraçado é que ainda se queixa daqueles que, segundo você, se apropriam indevidamente da SUA cidade, sim porque pelos vistos é só dos que cá vivem. Fala-me em industrias quando sabe, pelo menos parece-me uma pessoa interessada, que em Portugal só se vendem serviços , industria é escassa e fraca. Quando sabe, também, que seis milhões de Portugueses dependem directa ou indirectamente do Estado. Não me venha com falsos moralismos do que podia ser e não é. Coimbra é uma cidade universitária e sempre será. Aproveite o que tem de melhor incluindo os estudantes que a amam e respeitam.

        • João Andrade says:

          O estudantedo é o sustento do comércio desta cidade. O estudantedo é o pilar no que toca a arrendamentos de casas/apartamentos. O estudantedo dignificou e continua a dignificar a cidade de Coimbra ao longo da história. O estudantedo é o futuro deste país. O estudantedo não precisa de partidos para fazer a sua luta. O estudantedo defende o património da universidade e da cidade. O estudantedo é a alma de Coimbra.

          Enfim, o estudantedo só faz mal e só fala em inconvenientes.

          Orgulho-me de fazer parte do estudantedo e de estudar onde estudo.

  27. Black12Phoenix says:

    Pois…isto é tudo muito bonito, mas Sr João José Cardoso, se me está a “ouvir”, esclareça-me quanto às implicações legais [refiro-me ao direito de pintar murais ou graffiti, onde, o quê, sob que circunstâncias e por quem].

    estou curioso em relação às barbaridades ditas ultimamente e se têm razão de existir. Provavelmente, também terei dito algumas. estou curioso para saber se tenho razão…

  28. Paulo Escanchinas says:

    Património, monumento ou escadas funcionais ricas em simbolismo totalitário. Trata-se de um bem público, pelo que, a meu ver, a sua apropriação por qualquer grupo por meios que possam ser categorizados como degradação deste património incluído na classificação para a UNESCO é condenável. As escadas, tal como a alta universitária de meados do século XX, foram construídas por dinheiros públicos por uma ditadura já demasiado velha na altura com todas as consequências que isso trouxe. Qualquer pessoa esclarecida conhece a monumentalidade que caracteriza a arquitectura dos regimes totalitários (porque não pintamos também o convento de Mafra ou lhe damos fogo, que está velho e deve ser fácil?), pelo que conhecendo a história do nosso país facilmente reconhece os custos sociais que o regime acarretou, e o fantasma do mesmo a muito continua a atormentar (tanto os que dizem ser bom e nunca o viveram, como os que nunca o viveram e vivem numa preocupação contínua). Quanto à tradição blá blá blá, a pena de morte deverá ser tão antiga como as pinturas rupestres, e no entanto actualmente há quem condene a pena de morte, as touradas ou as pinturas nas escadas monumentais (eu condeno as três). Esta foi uma forma de propaganda e reaccionária importantíssima, que admiro bastante (existem murais fantásticos), mas actualmente não faz sentido, tiveram o seu tempo, tal como o cartazismo que inundou cidades e ainda as marca. Marcaram um período, foi isso, actualmente temos valores e condições de propaganda diferentes e sinceramente, gostei da forma como o tema foi debatido em cafés, redes sociais e mesmo em casa, mostrou que ainda temos um bom espírito crítico (alguns com ele mais saudável que outros). O PC é que se revelou pouco receptivo à crítica e discussão (não está habituado a manifestações com 100 pessoas (mal) organizadas numa tarde), partindo para a má educação na manhã de dia 26 através da representação CDU Coimbra no Facebook, e não aceitando vez alguma que este acto poderá ser condenável (limitaram-se a falar “cheios” de razão e censura (que fascistas…) e por vezes com falta de educação).

  29. Estudante says:

    Comunas de merda, só têm moral nestas alturas de eleições!!!


  30. a luta sempre se fez nas ruas!!

  31. ana cristina says:

    li com toda a atenção este debate: refrescante, profundo (sem ironia), tocante e tão fora do tempo. a mim, que não tenho ligações a coimbra, ao PCP ou à Dyrup, parece-me que não se pintam as ruas, escadas ou o que for que seja público (excepto aquele edificio da Fontes Pereira de Melo, com o Cristo na cruz. mas esse não é público, que eu saiba). de qualquer forma, como diria Marx, ou o inspirador Hegel, a história fará a síntese, e esta aventura da pintura terá os seus efeitos eleitorais. sim, porque quem manda é o povo votante. e não sei porquê o pessoal não deve gostado desta coisa de se andar a pintar as escadarias. já há outras formas de expressão, não? não é assim que o PCP vai arrajar votos. quanto mais pintarem mais se enterram. vamos ser pragmáticos.

  32. Nelson Morais says:

    Faltou-me capacidade para ler tantos comentários, mas arrisco-me a dizer q

  33. Nelson Morais says:

    Faltou-me capacidade para ler tantos comentários, mas arrisco-me a dizer que falta a esta discussão um argumento – de um militante do voto branco. As escadas pintadas estão giras – muito mais do que sem pinturas. Porque a malta do PC não brinca em serviço, sabe fazer aquelas coisas.

  34. Rodrigo Costa says:

    … Meus caros, não vejo hipótese de isto ir ao sítio sem que seja através de uma ditadura. Uma só, porque aquilo a que assistimos, desde o 25, é ao conflito de múltiplas ditaduras; ao confronto de quase tantos regimes quantas as pessoas, porque não há um plano director traçado com inteligência, legitimado pela observação do que deveriam ser as prioridades. O que se tem visto —de ponta a pavio— é a ocupação de lugares de decisão e de influência por pessoas que dificilmente explicariam a si mesmas a razão de existirem.

    Aquilo a que se assiste, em regra, também nos blogs, é a réplicas do que acontece em todos os orgãos de comunicação, sempre que o spaço se abre ao debate. Isto é, não há preocupação de deprojecto comum; o que há é a preocupação de classe, de clã e individual.

    Logicamente que seria estúpido, da minha parte, confundir o “estudantedo” com todos os estudantes; como seria estúpido confundir a estupidez ululante da manada com a irreverência, na medida em que, sozinhos, individualmente, são muito poucos os que assumem convicões próprias; são mais os que pensam que a capa e a batina lhes conferem privilégios incomuns, mesmo que sejam burros como cêpos —que eu saiba, nos destinos do País têm estado ao leme, inclusive, professores universitários, muitos dos que trouxeram este futuro; não me parecendo que as últimas gerações estejam preparadas para reformular a história e as posturas, porque não vejo —nas escolas, nas universidades— maturidade que inspire confiança.

    Muitas vezes me tenho perguntado, o que é que eu faria, se encontrasse um filho em determinados preparos, por altura da queima das fitas… E interrompo a pergunta, porque a resposta surge, à minha revelia, garantindo-me que eu teria sido um pai de trampa, se o meu filho não estivesse preparado para aceitar como natural a obtenção de uma licenciatura; se tivesse que andar, como um pacóvio, por palavras e actos que ferem a inteligência, a dizer ao mundo que, dentro em breve, soon as possible, iria ser doutor.

    Neste aspecto, Coimbra, o Porto e qualquer outro bêco onde a anormalidade não seja, propriamente, um bem necessário; onde as pessoas, para sobreviverem, não sejam obrigadas a facturar com a estupidez, e, depois, virem, preocupadas, estimular ao voto, como se elas próprias não tivessem muito para alterar nos seus comportamentos.

    Pelo que tenho lido, não haverá grande diferença entre Coimbra e uma “casa de tia”. Pelo que pude ler, não falta quem, com a justificação da sobrevivência, passe a vida a fazer uns “bochechos”, porque, pelos vistos, a rapaziada que se comporta adequadamente não é grande negócio.

    Ora, eu diria serem estes “negociantes” os primeiros a não votar, porque, votando, eu devo pensar estarem à espera de quê?… Se o estrume é que lhes dá o dinheiro, por que razão haveriam de querer o País limpo?!!!…

    Razão tinham os velhos do Restêlo. O tempo gasto nas cascas de noz —indo para onde o vento levava, juntando terras, de terra em terra, sem outro intuito que não fôsse a apropriação e o saque— foi o tempo perdido na estruturação da casa e da causa-própria, desenhando, lenta e inevitavelmente, este destino. Os velhos do Restêlo eram sábios; tinham a noção das medidas; eles sabiam que, de tanto esticarem as pernas, os donos de Portugal levariam o País às rupturas.

    Qual é, então, a diferença entre o “estudantedo” e o toledo político?… Nenhuma. Todos se encontram na discussão dos privilégios, das liberdades, mas esquecendo a responsabilização. Responsével é apenas o acto de votar; é esse o único dever cívico. Mas não o voto no sentido da melhoria das condições de vida; antes, o voto que impeça a vitória do adversário, mesmo com recurso ao “voto útil”, sem que se saiba —tem sido possível saber— qual a utilidade, num País que vive do inútil?

    Entre a queima das fitas e as eleições, tudo se conjuga para que permaneça, ou piore, o estado das coisas.

    Hoje, pela manhã, passei na Batalha, no Porto. Inesperadamente, um acampamento no espaço central. Um conjunto de pessoas de várias latitudes que apelavam não sei bem a quê, por me parecer não passar de mais uma ideia importada —como dizia, um destes dias, a uma alemã que me pedia a opinião sobre Serralves; e qual a sua importância na defesa da pintura contemporânea Portuguesa… Serralves é um espaço gerido por quem nem faz ideia do que é arte, primeiro; e a pintura contemporânea Portuguesa não existe. O que existe é umas figuras, tidas por de topo, e que não são senão reflexo de um ou outro Inglês ou americano, eles próprios, muitas vezes, já “descendentes” de Malevich. Houve aquela exposição com o título “O Olho do Cu”… mas já nem isso choca, porque o que choca é ver o analfabetismo tomar conta de tudo.

    Bonitas ou feias, sejam de que regime for, as escadarias e as paredes não são para serem borradas, é o termo. E, já agora, era bom saber-se de que vivem os profissionais das manifestações; quem os sustenta; se esse dinheiro, via partidos, não vai directo do erário público.

    • Joao says:

      Tanto vómito de ódio… Acho que o autor foi minucioso, conseguiu espancar tudo e todos e sem se esquecer de ninguem.
      é já leva-lo pro poder, nos precisamos de um salvador destes.

  35. andre says:

    Sou estudante da UC ( com bastante orgulho ) sou de coimbra ( com ainda mais orgulho ) e sou anti-comunista ( sem medo de o assumir ), li todos os comentarios aqui escritos, e ja lidei com todo o tipo de comunas, porque os encontramos sempre a dizer babuzeiras em qualquer movimento associativo juvenil, mas deste tipo nunca me tinha deparado, aquele que critica e só sabe dizer que as pessoas não sabem escrever. Concordo consigo que ha excessos na QF na latada e todas as quintas-feiras a noite mas é um facto que coimbra vive a sombra da UC, quanto mais nao seja pelo seu velho prestigio. Relativamente à pintura ou o que lhe queiram chamar, acho deploravel, ridiculo e uma perfeita perca de tempo e de energia dos seus camaradas, acabaram de perder umas centenas de votos que podiam levar mais um deputado seu camarada ao poleiro para nos sugar mais uns euros daqueles impostos que o Sr diz pagar para limpas as ruas de coimbra na queima, afirmação que parte de alguem que nao faz a minima ideia do que e a organização da QF. Falando agora da parte economica, e obvio mas claro como agua que sem os milhares de estudantes que invadem coimbra e que sao “chulados” com rendas de casas altissimos, quer dizer barracos a maior parte, teriamos ainda mais pobreza nesta cidade. Li tambem por ai que os estudantes de coimbra constituiam um perigo, que agrediam e nao sei que mais, meus amigos sou de coimbra e conheco isto como as minhas maos, sitios pessoas grupos e sei bem que sao os estudantes que sao agredidos e nao os agressores poupem-me, nao e o meu caso mas o pessoal quer e curtir a sua bebedeira sem que os chateiem nao fazem mal a ninguem, e nao vale a pena darem um exemplo remoto de uma situacao que aconteca o contrario , porque toda a gente sabe que a excepcao confirma a regra.
    Resumindo e concluindo disse que aturava a queima ha trinta anos e presumo que a sua idade deva rondar esse numero, e so tenho a dizer que nem o meu avo casmurro e resingao tem a mesma opiniao da queima do Sr.

    Por ultimo, sejam de coimbra ou nao, comunas, xuxas, laranjas ou ate nazis todo os estudante que tem a honra de pisar a UC a deve respeitar e se o fizer vai ter direito aos mehores anos da sua vida, por isso Vivam a Academia!

    PS: Sr autor peço desculpa se me me expressei com erros de portugues, e me esqueci de metade dos acentos mas a esta hora ja nao estava com paciencia para os por.


    • E ler, o menino também não sabe. E não leu os comentários. Porque se o tivesse feitos tinha percebido que não sou do PCP nem voto na CDU. Espero que também seja mentiroso, porque se é mesmo estudante da UC, um analfabeto que escreve “Vivam a Academia!”, significa que batemos mesmo no fundo.

  36. João Almeida says:

    Apesar de me encontrar em Lisboa, por motivos profissionais, há já alguns dias que tenho vindo a seguir toda esta polémica, gerada à volta da pintura das Monumentais da minha querida cidade e gostaria de deixar aqui a minha opinião relativa a este assunto.

    Sou um cidadão a partidário, mas preocupado. Considero esta atitude do PCP, como uma atitude irreverente, um sinal de protesto dentro da lei contra a actual situação do país e, por isso, não deve ser considerado um acto ilegal ou de vandalismo. Estão sem dúvida no seu direito de pintarem as escadas com as cores, símbolos e palavras que quiserem. Até aqui, tudo bem! O que me preocupa é o resultado desta acção…

    Quando Coimbra despertou foram várias as pessoas, independentes e partidárias, que manifestaram um enorme sentimento de desagrado pelo que havia sido feito à cidade onde nasceram, onde estudam, trabalham ou, que por algum outro motivo, faz parte das suas vidas e do seu coração. Resumindo, o povo não gostou e reagiu, apelando à limpeza das escadas, por parte daqueles que tinham tomado a atitude de as pintarem.

    Na sequência deste pedido, por parte da voz do povo e dos estudantes, o partido comunista mostrou-se inflexível e incapaz de aceder a um simples pedido dos habitantes da cidade e aqui se encontra o grande problema da pintura das Monumentais. A liberdade é considerada liberdade até colocar em causa a liberdade do próximo.

    Caros amigos comunistas, deixo-vos este excerto, que acredito que vos diga muito, para apelar ao vosso bom senso e recordar-vos quem mais ordena.

    “Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade
    O povo é quem mais ordena
    Dentro de ti, ó cidade
    Dentro de ti, ó cidade
    O povo é quem mais ordena
    Terra da fraternidade
    Grândola, vila morena”

    Sem mais,

    João Almeida

    • Paulo Escanchinas says:

      Nem mais João, foi especialmente a atitude da CDU que me indignou. Na manhã de dia 24, a própria CDU chamou “ignorantes” a quem demonstrou o seu descontentamento na página CDU Coimbra (Facebook), e foi aí que as coisas realmente descambaram por parte de quem comentava, e ao fim de poucos comentários apagaram tudo, desde o que eles próprios escreveram aos políticamente correcto, e começaram a banir quem comentava.
      Mais tarde, começou a parte da vitimação da CDU, ao dizer que o descontentamento das pessoas em geral tinha por base as jotas de outros partidos (o que em parte não me parece descabido de todo), mas não souberam aceitar que um cidadão normal não aceita os murais das escadas com facilidade.

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  2. […] estudantes perturbaram o comício do PCP em Coimbra, nas Escadas […]


  3. […] assim: eis a prova de que tudo o que se disse contra a pintura que no domingo a CDU fez nas escadas monumentais em Coimbra não passou de uma tentativa da direita de silenciar um partido de esquerda. Não vou perguntar […]