Ditadura da mediocridade

O (chamado) Partido Socialista tem sido dirigido por um Secretário – Geral cujo lema é a ditadura da mediocridade.

José Sócrates, bajulado e instruído pelo seu núcleo duro (os “ideólogos” que com ele colaboram na alienação do real), considera [e os muitos factos identificáveis ao longo destes anos de governação (dita) socialista confirmam-no] que a ditadura da mediocridade é a modernidade que o PS tem para dar a Portugal!

A realidade indesmentível e incontornável da situação do país impõe assumir uma atitude clara e inequívoca que impeça que as próximas eleições sejam uma legitimação democrática formal de um poder socialista que se tem servido da democracia para a diminuir e perverter.

É muito claro que se o (chamado) Partido Socialista ganhar as próximas eleições verá legitimada a sua “modernidade” e desenvolverá até ao máximo expoente possível a identificação do Estado com o Partido!

Para Sócrates a sociedade civil só existe quando pode utilizar algum cidadão que se tenha notabilizado nalgum sector da vida social para o exibir como troféu! No Estado Socialista em que Sócrates quer transformar Portugal, só há lugar para Sócrates, para os turiferários e para os ideólogos (teólogos do Estado Socrático).

No Estado Socrático a única existência reconhecida aos cidadãos é a de funcionários de Sócrates!

Na lógica do Estado Socrático só existe o princípio de identidade da lógica formal aristotélica. A alteridade é uma doença, um delinquente ou um terrorista a eliminar. A modernidade de Sócrates tem horror à lógica dialéctica; por isso é que Sócrates e os seus “ideólogos” não suportam que se faça uma análise séria daquilo a que ele chama a sua política de Educação.  Quando alguém ousa questionar a política educativa do (chamado) PS é imediatamente entregue à Inquisição. Não será por acaso que as Novas Oportunidades enquanto instrumento socrático de construção e reforço da falsa consciência produzem e reproduzem «cristãos novos»!

Os professores sabem o rebanho de inquisidores que Sócrates criou e não apenas na área da Educação!

É bom que todos os colegas professores que se uniram contra o PS (de Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues) tenham bem presente a agenda oculta de Sócrates contra a Escola Pública e contra os professores. Ao longo de todos estes anos de (des)governo (dito) socialista foram muitas as situações em que Sócrates ocultou da opinião pública a realidade dos factos e as suas reais intenções. Não podemos esquecer que para Sócrates, e para o (dito) Partido Socialista que lhe está inteiramente subjugado, o critério de Verdade é a Mentira! Sócrates pensa o que diz para não dizer o que pensa! E faz da mentira o aliado imprescindível do seu discurso.

Uma nova vitória de Sócrates seria a legitimação da ditadura da mediocridade e seria o abrir as portas para a perseguição de todos os que o contrariaram. Não falta quem, à sombra do poder, veja com naturalidade levar ao tribunal da Inquisição todos os que dizem não a Sócrates: – os oportunistas e os cobardes que esta governação dita socialista promoveu e alimentou.

Em tempo de eleições, tem grave significado que em vez de estarmos preocupados com o futuro do país a construir, estejamos preocupados em libertarmo-nos da ditadura da mediocridade legitimada pelas anteriores eleições, incrementada e desenvolvida por Sócrates e os seus “teólogos”.

Pode pensar-se que não se deve generalizar a todo o Partido Socialista a matriz de alguns como Sócrates.

Mas pode igualmente perguntar-se: – e como interpretar o silêncio cúmplice, o colaboracionismo e a subserviência de tantos socialistas que não tiveram a preocupação de mostrar à sociedade civil que o Partido Socialista não era o Partido Socratista?

Só um exemplo. Como se pode admitir que um homem com responsabilidades históricas como Mário Soares se assuma como turiferário do Partido Socratista esquecendo-se do Partido Socialista?

Não é assim que Mário Soares respeita a dignidade de fundador do Partido Socialista. E não me venham com o discurso da tolerância. Ser tolerante com quem instrumentaliza a democracia para a colocar ao seu serviço ou ao serviço do partido é desonrar a Humanidade na sua própria pessoa.

Não podemos fingir que não percebemos o que está em jogo no dia 5 de Junho!

Cada um, no exercício da sua responsabilidade pessoal está a assumir também uma responsabilidade indeclinável pela sua comunidade de destino da qual faz parte a solidariedade de gerações.

José Jorge Teixeira Mendonça

Comments


  1. O senhor prefere o Dr. Passos Coelho. E a ministro da finanças, Nogueira Leite ou Leite Campos?
    (Quanto pior, melhor…)

  2. Maria jf says:

    A ditadura camuflada sente-se em várias áreas da nossa sociedade, não é preciso ser professor . É o velho lema,« quem não é por mim, é contra mim». Deixem-nos avançar, e verão o resultado!… Possívelmente, o regresso ao 24 de Abril de 1974.

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