Venho por este meio divulgar que a informação que me foi fornecida e que mencionei neste post, estava certa. Há uma nova biografia do Felipe, e é do Geoffrey Parker. E tem 1500 páginas. E para abrir o apetite umas citações de Parker:
“Entre las novedades, Parker destaca que los documentos en los que se observa cómo Felipe II a los 14 años escribía y “destrozaba” los libros que heredó y que ahora alberga El Escorial o las cartas de amor que le escribió a Isabel de Tudor en 1559.” – Se vocês soubessem a minha histeria quando li esta parte das cartas de amor. Até dei três saltinhos. Eu tenho mesmo que comprar isto.
Obsesivo pero indeciso, terco, austero y volcado en ser digno de su padre, el emperador Carlos V. Así es el Felipe II de Parker, que no duda en retratarlo también como un buen padre, desmintiendo la leyenda negra que sostuvo durante siglos que había matado a su hijo Carlos: “Sufría desequilibrios mentales, lo recluyeron cuando se volvió peligroso y él decidió dejar de comer“. – Por momentos, quando mencionou Escobedo, pensei que Parker ia afirmar que Felipe tinha assassinado o filho. Assustei-me. Já passou.
Al fresco de uno de los claustros del monasterio escurialense, Geoffrey Parker cuenta que lo visitó por primera vez “en 1500… 1966. Perdone, vivo en el siglo XVI”. Todavía le asombra que el edificio se construyera en tan solo 21 años -“No hay un caso similar antes de la revolución industrial”- y relata que su biografiado supervisó las obras hasta el punto de diseñar personalmente los retretes: “Fue un magnífico maestro de obras. No se puede decir lo mismo de él como estadista”. – Adorei o “ainda vivo no século XVI.” Eu percebo. Ás vezes também acontece comigo. Quanto a Felipe não ser um bom estadista, discordo com esta afirmação na medida em que temos que considerar o tamanho do Império e as limitações pessoais de Felipe. Em relação à religião, devo dizer que apesar de concordar até certo ponto – Felipe achava sem dúvida que Deus estava do seu lado e que tinha uma relação especial com Ele, uma espécie de escolhido, Deus guiava os seus passos – também penso que quase paradoxalmente, Felipe tinha noção que não podia prever a vontade de Deus, nem podia ter a certeza dos Seus motivos. Apenas podia acreditar firmemente que Deus estava do seu lado e que estaria sempre (o tal messianismo). Assim, parece-me pouco provável que Felipe acreditasse que Deus falava através dele. Além disso, o imaginário de poder de Felipe, a mistificação que ele fazia do seu próprio poder, o culto da sua personalidade, era muito reduzido se compararmos com outros monarcas europeus da altura. Ao ser excessivamente religioso, Felipe colocava-se frequentemente numa “posição hierárquica” inferior a Deus.







Tenho imensa vontade em ler esta biografia.
Filipe II é uma das figuras da História de Portugal/Mundial que mais admiro.
Não ligues, Daniela, o Paulo Pinto é burro.
Aahah na realidade este post foi motivado em parte, porque me lembrei dele e porque pensei que lhe podia interessar 😉