Do no evil?

A Google faz 13 anos. Desde o motor de busca à computação em rede e sem esquecer as assim chamadas redes sociais, vimos em 13 anos uma empresa nascer e tomar-se omnipresente. Repare-se na evolução da computação e do tempo que cada fase levou:

  • 60’s e 70’s: a distinção entre aplicação e sistema operativo era dúbia;
  • 80’s: as aplicações foram-se tornando autónomas do sistema operativo;
  • 90’s e 2000’s: as aplicações passaram a ter o mesmo aspecto dentro do mesmo sistema operativo;
  • 2000’s ~ 2011: a computação mudou-se para a rede, saído do escritório para estar acessível em qualquer esquina de café.

Na actual tendência, as aplicações estão a fugir ao sistema operativo, ficando para este reservado o papel de gerir o equipamento. Como se o computador passasse a um telemóvel com mais capacidade de processamento. Nem tudo são rosas nesta abordagem. Se por um lado o utilizador deixa de se preocupar com instalar e manter software, por outro perde o controlo sobre as suas aplicações já que estas passam a ser disponibilizadas nos termos (e preços) que o fornecedor entenda. E que o legislador autorize, já agora. Exagero? Repare-se então na fome de controlo que têm os EUA e a UE relativamente aos conteúdos audiovisuais. Tudo tem um preço. Veremos até onde vai o slogan da Google «Do no evil» ou quanto tempo demora até se tornar em mais uma monopolista como o foram, no seu tempo, a IBM ou a Microsoft.

Comments


  1. Penso que nós, como sociedade, estamos a depositar demasiado poder nas mãos destas empresas (google, facebook e afins). O moto do do no evil acaba assim que este afectar o lucro.