Ólhó atestado médico, ólhó atestado, é para o profe, tá fresquinho

Deve estar a cair bordoada da grossa sobre os zecos (no acto de retenção do IRS para quem não se recorde designam-se por professores), tendo ontem o Diário de qualquer governo (não foi só o Saramago quando por lá passou, aquilo no DN não é estigma, é mesmo causa, um húmus onde todos os rotativos do poder plantam notícias) proclamado uns fantásticos números de atestados médicos.

Não tendo lido o jornal feito da mal arrancada árvore com que o imprimiram, crime para o qual não pago, nem ouvisto o posterior folhetim televisivo mas apenas a condensada versão online aproveito para recordar que atestado só é válido se confirmando na forma de Centro de Saúde ou Hospital.

Havendo processos de investigação sobre os médicos que atestam teriam de ser aos pares, ao que atestou, e ao que confirmou.

Força. Quando perceberem que essa duplicação idiota de gastos da anterior campanha para a domesticação do funcionário publico não serviu para nada vocês, os que vão comentar já a seguir repetindo que os zecos isto e aquilo, quando lá chegarem, talvez acordem.

Então vossas mercês pagais o atestado do médico via ADSE (não pagam nada, mas pensam que sim) e a confirmação noutro médico e os profes não deixam de estar doentes e as profes ainda por cima emprenham?

Comments


  1. Nem mais, JJC …

  2. Carlos Lopes - Famalicão says:

    Desculpe, mas não percebo onde é que quer chegar.


    • Trata-se de uma pura campanha difamatória; alvo: professores e médicos. E aí em cima esqueci-me que os filhos dos professores também têm a mania de adoecer. Depois é dividir o número de dias de baixa por 140 000.


      • Não faço ideia qual será o número esperado de atestados para os professores. No entanto conheço mais casos do que aqueles que gostaria de professores que tiram uns dias de atestado, apenas porque sim (tenho vários familiares que são ou foram professores e bem sei que o meu conhecimento pessoal destes casos não é estatisticamente relevante).

        Penso que os próprios professores se deviam organizar para acabar com estas mini fraudes, a mesma coisa para os médicos.

        Edição: Pensando bem, os casos que conheço já têm uns anos. Mudou alguma coisa entretanto?

  3. Aurora says:

    A verdade, verdadinha é a dos números: 70 000 atestados médicos e meio milhão de dias de trabalho perdidos, pagos por inteiro, em 10 meses. É isto uma campanha difamatória? Quem acredita que foi o Ministério que inventou estes números? Que custos sociais e económicos tem esta buraco para os que não são professores? Ou o buraco só conta na Madeira?
    E eu não tenho amigos professores, não sei como é?


  4. Meio milhão soa bem. Agora divida por 150 000. Parece que dá 3,3. Isto no Inverno, época de gripes numa das profissões mais expostas a apanhá-las, e a transmiti-las.
    Por acaso adorava saber o número de dias de trabalho “perdidos” nas autarquias, que têm um número idênticos de funcionários. Coloquei aspas, porque um professor de um Curso Profissional,por exemplo, tem de repor todas as aulas que não deu, nem que acabe em Agosto. E já agora: um professor quando vai a uma simples consulta médica não pode pedir ao chefe dispensa por uma tarde, tem de justificar a ausência como doença.

    • dar a cara sem a dar says:

      e se chegar tarde a um exame ou a uma reunião não pode fazer, por lei, de outra forma que não seja atestado médico! Está escrito e eu sei: a Lei obriga o profe e o médico a mentirem…

  5. luiz carvalho says:

    só um pequeno reparo…
    se fôr um médico convencionado na adse, o atestado não precisa de confirmação do centro de saúde…!
    pareceme… eu de que, como dizia o outro!

  6. manuel.ferreira says:

    COOPERAÇÃO DO FUTURO===NOVIDADES URGENTES…Um grupo de 54 Professores de uma Escola Secundaria Publica constituíram uma empresa cooperativa , e assinaram um contrato com o ESTADO — a Escola passou a ser deles e o Estado paga uma Mensalidade por cada Aluno…igual ao valor do Colégio Privado que funciona na mesma Freguesia…( 260 euros/mês )…O ESTADO FEZ UM GRANDE NEGÓCIO…poupou cerca de 42% dos custos daquela Escola, em comparação com o ano anterior…SE A MODA PEGA EM PORTUGAL…


  7. Estive a pensar neste problema. A verdade é que não posso concordar com a indignação, nem dos professores, nem do ministério, pelo simples motivo de não ter a informação necessária (apesar do que disse acima). Esta é mais uma instância onde o livre acesso à informação pode tirar todas as dúvidas.

    Neste caso, como em 99% das ocasiões, a informação deveria ser pública e acessível a todos (não estou a falar, obviamente, de informação pessoal). Dessa forma qualquer pessoa podia analisar os dados e ficaríamos a saber se as indignações são legítimas, ou se são, por outro lado, fingimentos e chicanas políticas (coisas estéreis e contraproducentes).

    Não vejo nenhum lado com vontade que isso aconteça.

    Sentir-se-ão mais confortáveis a discutir estas misérias?

  8. Pisca says:

    Seja qual for a classe a abater o cenário é sempre o mesmo, arranjam-se uns numeros para encher o olho, e vai disto, cambada de calaceirões há que acabar com eles

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