Eternamente contratados, vigarizados e desesperados, ocupam ministério

Os professores contratados, o estado reserva-se ao direito de não cumprir as suas próprias leis, foram este ano vítimas de uma enorme vigarice, por via informática, que transformou as colocações em lotaria completa.

A isso acresce que muitas escolas já se permitem, descaradamente, à reserva de lugares para parentes, amigos, conhecidos e outras cunhas.

Em desespero um grupo de cerca de 20 vítimas ocupou hoje instalações do Ministério da Educação e Cunhas.

Fazem muito bem, e é sem dúvida uma das formas de luta mais eficazes, mesmo que iniciada por um pequeno grupo. Falo por experiência: em 1991  uma dúzia de professores provisórios de História e Filosofia, licenciados em 1985 e vítimas de uma golpaça da geração yupie que se licenciou a seguir, foi acampar às vésperas do Natal para a porta do ministério. Foi a salvação de todos, onde me incluo, embora à distância às vezes desconfie que se tivesse ido trabalhar para outro lado tinha ganho muito mais dinheiro e poupado imensas chatices.

Sobre a vigarice, ler por exemplo aqui.

Comments

  1. João Paulo says:

    Mas afinal o que vem a ser isto?
    Se a maior parte dos Portugueses que ficou sem trabalho, pode ser encaminhada para outras profissões ou emigrar, porque é que o pessoal que dá aulas, que enveredou, ou como se costumava dizer, seguiu a via de ensino, por não ter habilidade, habilitações ou pedalada para fazer outra coisa, não pode fazer o mesmo que os outros? Vá lá, se não os “colocam”, não estejam sempre à espera de ser “colocados”, atirem-se à vidinha, cá dentro ou lá fora.


    • Lá chegou o típico comentador armado em chico esperto. Trabalhaste 8, 10 12 anos na mesma profissão e para o mesmo patrão, como contratado? foste ultrapassado pelo novo regime de cunhas e outras aldrabices?

      Ah, não, os outros que emigrem, eu chego aqui, não sigo os links, mando a minha posta de pescada, e vou muito feliz com a satisfação do dever cumprido. Ou comprido, que isto é muito frete ao merdinacarreirismo comum.

  2. julia says:

    João Paulo diz:
    Ignoro a sua idade,educação, sabedoria e maturidade.Ser professor,hoje mais do que nunca,
    tem de se ser mãe, avó, as. social, psicóloga, enfermeira,mediador, juiz de paz…e muita paixão.O1º ciclo é o mais importante na construção emocional duma criança.
    As sugestões de emprego que deu, para mim foram uma ofensa, pois lembro-lhe que a “matéria prima” são seres humanos.
    Como é reconfortante, encontrar alunos que, nos abraçam dizendo jamais nos irão esquecer!
    Caro Amigo, se teve um prof. menos bom, lamento, mas não lhe dá o direito de ofender os restantes.
    Aproveito para me solidarizar com todos os professores injustiçados.
    Iniciei a minha profissão de prof. em 1960,aposentei-me, mas nunca esqueci o que é ser professor na sua essência.
    Até amanhã! Até sempre!
    Júlia Príncipe

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.