Segundo a BBC, citada pelo ‘Público’, George Papandreou está a ser pressionado a demitir-se.
A TV estatal grega nega a notícia. Todavia, na BBC, como pelo mundo inteiro, até no Jornal do Comércio, do Brasil, é anunciada a possibilidade de Papandreou renunciar ao cargo esta quinta-feira, em função de pressões internas no seu partido. O obeso Ministro das Finanças, Vanzelos, tem sido dos mais impetuosos na contestação de Papandreou.
As turbulências e revoltas de massas nas ruas, principalmente em Atenas, a instabilidade nas estruturas militares e a falta de coesão dos políticos estão a gerar, desde há muito, um clima denso e irrespirável na Grécia.
Papandreou, com legitimidade diga-se, salgou o ambiente com a decisão do referendo. Todo este complexo e escaldante processo de crise e de caldo social, político e militar se iniciou – lembre-se – com manipulações de contas públicas, por parte do partido de direita, Nova Democracia; depois veio o ácido da “ajuda externa” e das severas medidas do ‘memorando de entendimento’ da Troika – a ideia do referendo deriva do novo pacote de “ajuda” de 130 mil milhões de euros (30 mil vão directos para garantias a bancos estrangeiros) e do endurecimento da austeridade que será associada.
A despeito da aspereza social reinante na Grécia, em Cannes, para os poderosos homens do G-20, o que é verdadeiramente preocupante está estampado nesta frase:
Isto mesmo que a Grécia permaneça na zona euro, cita o ‘Le Monde’.
Entre o capitalismo financeiro e milhões de seres humanos social e economicamente devastados, a preferência do G-20 não merece ser discutida: valha-se à banca, aos homens de sistema financeiro que puseram o mundo no caos que sabemos.
Lá fora como cá dentro, estamos à mercê das políticas da expansão da pobreza e miséria, ou do empobrecimento, como as classificou Pedro Passos Coelho.






O saque dos países mais vulneráveis através da agiotagem entrou nos procedimentos “normais”, com os governantes desses países a colaborarem passivamente (às vezes com algum entusiasmo, como o “nosso” governo PC). Será que estamos na Europa dos resignados?
Erradica?
Quer dizer ‘deriva’? Radica?
Queria dizer a ideia foi arrancada do ‘novo pacote de ajuda’. Mas, entretanto, rectifiquei.Mudei para deriva.