Pedro Reis, isto já não vai lá com pequenos remendos pá

Fui  ver quem era o novo presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo, um tal de Pedro Reis, e sai o homem que coordenou  “Voltar a Crescer”, o livro que Passos Coelho dizia antes das eleições não ser bem o seu programa de governo mas afinal era o seu programa de governo.

Pedro Reis é um revolucionário, neste vídeo, ainda na fase projecto de pote, assume que precisamos de uma revolução..

Infelizmente não domina a linguagem das revoluções e sendo assim tentei traduzir o seu pensamento para Otelo Saraiva Carvalhês.

O estado é um abafador da economia, pá, isto a economia é como jogar ao berlinde, empurra-se daqui, dá-se um piparote acolá, e o mais forte ganha, agora pá, vem o estado e abafa, tá mal pá, por exemplo os impostos, um gajo ganha uma pipa de massa e vai logo parar ao escalão mais elevado do IRS, fora o que discretamente mandou para os offshores, não pode ser pá, eu tenho que ser ajudado no meu rendimento pá, eu sou um criador de emprego e um agente económico pá, claro que é preciso pagar impostos, não vamos tão longe, mas no IVA, eu quero lá saber se o leite paga 6 ou 23%, para mim isso são tostões, agora não é justo que esses gajos que ganham mal e porcamente paguem menos impostos sobre o rendimento do que eu pá, e a igualdade pá? e de resto é preciso flexibilizá-los, sobretudo os mais novos, isto é assim: os empregos acabaram pá, há trabalho, trabalha, não tenho trabalho ou não vou à bola com o gajo, pá, é rua com ele pá, quero que um gajo vá trabalhar para Angola, ele tem de ir pá, quero lá saber da mulher e dos filhos e dessas mariquices todas, e acabar com essa coisa de os funcionários públicos serem escolhidos por concurso pá, a malta precisa de funcionários públicos de confiança porque o estado é que vai regular a economia pá, e estou farto dos fiscais chatos pra caraças, o filho do meu motorista  é que fiscalizava isto bem, até podia mandar recados pelo pai pá, estás a ver pá? nós precisamos é de uma visão estratégica para o país, para sabermos onde vamos estar daqui a 20 anos, e de menos estado, porque raio há-de o estado fazer sem lucros aquilo que nós podemos fazer muito melhor com umas mais-valiazitas se possível não tributadas no final, pá? é isto pá.

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