Olá Itália, acabou um pesadelo, começa outro

Já se foi Berlusconi. Não que resolva o assunto: por mais técnico e de unidade nacional que seja o novo governo os mercados, ou seja a especulação, já marcaram a Itália que agora fica refém de Merkozi, ou seja, tá tramada. As hienas não largam as presas. O último dos PIIGS tem o destino traçado, e desta vez a Europa vai mesmo atrás. A coisa promete, mas verdade seja dita, quanto mais depressa formos todos ao fundo mais depressa virá a possibilidade de dele sairmos, se é que vem.

A democracia no seu melhor. Demetrio Stratos já o cantava nos anos 70:

Col potere delle cose
posso avere la tua vita controllata
e si chiama libertà.
L’esperienza quotidiana del terrore
ti lascia soltanto me.
La violenza consumata nell’amore
ti spinge incontro a me.

Se tu guardi nel passato troverai tutto quanto stabilito e si chiama verità.
Senza storia né memoria lascia che io scriva i passi tuoi.
Vivi in pace la tua vita, non pensare, e sogna felicità.

Guarda nel passato, troverai tutto quanto stabilito e si chiama libertà.
Senza storia né memoria lascia che io scriva i passi tuoi.
Vivi in pace la tua vita, non pensare, e sogna felicità.

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Parece que para baixo do fundo, não há mais fundo, pelo que só sendo assim, haverá o “toca a levantar” – então que se vão já ao fundo para que algo se faça e re-erguer – renascer – matam-se os homens, mas não se mata a vida

  2. José Galhoz says:

    Ou seja, o mesmo pesadelo, com outras caras e sempre a piorar (este filme está a ficar demasiado repetitivo…). Do outro lado, os “bem comportados”, com Alemanha e França à frente, já se viu que não conhecem outras soluções que não passem pela ruína, a curto prazo, do maior número possível de países europeus, vá-se lá saber porquê (embora desconfiemos).
    Quanto a mim, a única alternativa é a resistência à corrente dominante, cuja primeira condição é a não resignação. É claro que é impossível fazê-lo num só país pelo que, se Portugal se convencer que é melhor do que a Grécia, a Itália gritar que não é Portugal e, num futuro próximo, a Espanha afirmar que não é igual a nenhum dos outros, etc., etc., então teremos de nos preparar para uma nova idade das trevas, curiosamente, de novo sob a batuta da Alemanha. Já lá dizia alguém que a História não se repete…mas apenas quando os povos sabem aprender com a História.