Jovem, se não queres emigrar, junta-te a uma juventude partidária

Aí, poderás ter o trabalho de lamber as botas certas e juntarás ao teu currículo os cartazes que colaste. No futuro, também tu poderás aconselhar outros a emigrar. Inscreve-te já, jovem: procura a tua zona de conforto.

Comments

  1. PEDRO PINHEIRO says:

    O BCE tem poder para libertar-nos desta situaçao, caso fosse realmente independente dos interesses políticos e economicos. Utilizar a racionalidade para sair da menoridade( um dos principios do Iluminismo) é coisa que não nos assiste, cada um preocupa-se com o seu feudo, justificando tudo o resto. Passa-se na Europa, e sobretudo, em Portugal, espero que nao tenhamos todos de beber o veneno que criamos( ou ajudamos a criar, nem que seja, por alheamento ).
    Já no reino animal os animais emigram por uma questao de sobrevivencia, mas, no reino dos humanos, geralmente, os que ficam são na realidade os mais fracos, os menos adaptativos,talvez, essa seja uma justificaçao da pobreza de Portugal a muitos níveis. Temos relojoeiros suiços “portugueses” de renome internacional. A nossa seleçao natural está distorcida, favorecendo nao os mais competentes e fortes(no sentido adaptativo). Depois vêm falar de competitividade, quando os melhores em muitas áreas sao forçados a sair. Enquanto nao criarmos um crivo para ficarem na realidade os melhores continuaremos a ter grandes problemas de produtividade. Como podemos ser um país competitivo, produtivo com o monopólio em todo o sector energértico?’ É um´país em que uns arrancam na linha de partida outros estao a um metro da chegada, belo esforço que estes tem de fazer, nesta realidade, os mais adaptativos, mas os menos competentes. É a distorçao da seleçao natural, que escolhe a seu belo prazer os que ficam e os que saem.
    Devia-se exigir a reformulaçao dos principios de todo o mundo financeiro, numa optica de balaceamento entre aquilo que é produzido e financiado. Todo o financiamento que não tenha base produtiva,devia ser expurgado do sistema. A base da confiança devia estar em quem produz, a quem cria valor real. Assim sendo, todo o sistema financeiro devia respeitar esta criaçao de valor, tal como na dialectica hegeliana o senhor respeita o escravo pois depende dele para sobreviver. Ambos precisam um do outro, mas numa negatividade, que permite cercear o campo de acao de ambos. Sem a compreensao que os principios financeiros não podem ser estabelecidos sem integrarmos o mundo economico, dificilmente resolveremos o problema da confiança.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.