Mais de metade dos trabalhadores jovens portugueses têm contrato a prazo

É evidente que o motivo da pouca eficiência do trabalho são as leis demasiado protectoras do trabalhador. </sarcasmo>

Impulso para emigrar

Miguel Relvas anuncia Vítor Pinheiro como director-executivo do programa «Impulso Jovem»

Ainda que mal pergunte…

… o Senhor Presidente da República fez um roteiro pela Juventude, certo? Andou pelo Norte do país, certo? Falou sobre empreendedorismo, certo? Visitou exemplos de jovens empreendedores, certo? A iniciativa não teve nada a ver com aquela coisa dos jovens numa escola, certo? Aliás, a Presidência fez saber que já estavam a preparar o dito roteiro e que não foi uma coisa à pressão, certo?

 

Então, como se explica que estando o Presidente no Norte, dedicando uns dias à Juventude, não visitou a Capital Europeia da Juventude? Não sendo coisa organizada à pressão, caso contrário até se aceitava o esquecimento, o lapso, podemos ser levados a concluir que foi propositado. Sendo-o, qual o motivo? É que olha-se para o roteiro e compara-se com a Capital Europeia da Juventude e está la tudo: empreendedores, empreendedorismo, debate de ideias sobre o futuro, casos de sucesso, incubadoras de empresas de e para jovens, Universidades, etc.

 

Eu não quero acreditar. Por isso, só estou a perguntar…

Portugueses, a bem de Portugal, o melhor é desaparecerem

A obsessão dos actuais ministros com o envio de portugueses para a emigração começa a ganhar foros de política oficial de governo.

Agora foi Miguel Relvas a elogiar a “juventude bem preparada” que emigra. Apenas esta frase seria suficiente para escrever um tratado sobre a realidade nacional, a política de desenvolvimento, o investimento educativo e o desinvestimento no país. De passagem, poderia aflorar-se para a forma desprezível como estes governantes olham os cidadãos que tiveram o azar de nascer em solo doméstico, o esquecimento a que votam os que emigram, o que historicamente acontece aos portugueses que se fixam noutras paragens e seus descendentes (raramente voltam – a descolonização é uma excepção e por circunstâncias de falta de alternativas – e ao fim de duas ou três gerações cortam qualquer relação com a terra dos pais/avós).

Além disso – e eu sei que os tempos andam maus para patriotismos – ouvir de um ministro da república portuguesa que ficou agradado

“com a sensação de que pátria deles é o momento onde estão, a circunstância em que estão”

só pode dar uma certeza aos portugueses: morram ou desapareçam, este país só conta convosco lá longe, aqui estão a mais e não fazem falta nenhuma, este governo ou não tem soluções, ou tem coisas mais importantes em que pensar.

Jovem, se não queres emigrar, junta-te a uma juventude partidária

Aí, poderás ter o trabalho de lamber as botas certas e juntarás ao teu currículo os cartazes que colaste. No futuro, também tu poderás aconselhar outros a emigrar. Inscreve-te já, jovem: procura a tua zona de conforto.

Entre o ser e o estar

Em 1994, Vicente Jorge Silva baptizou os estudantes universitários de então de “geração rasca”. Aconteceu num editorial do Público, em plena luta estudantil contra a Ministra da Educação Manuela Ferreira Leite, por causa das propinas.
Ironia do destino, a classificação da autoria do então director do jornal Público, serve agora, com a devida correcção, para avaliar o que se fez a este país e às novas gerações.
Tanto quanto se sabe, a geração que estudava em 1994 não dominou os partidos políticos, os órgãos do poder, a banca ou que fosse. Não foi ela a responsável pelo desgraçado ponto a que o país chegou.
A outrora geração rasca e as novas gerações, passaram a estar, sim, à rasca. E essa diferença entre ser e estar, resulta da constatação evidente que muita diferença há entre a presunção e a água benta. [Read more…]

Nacional-Socialismo ou pioneirismo à soviética?


Há quem demasiadamente se dedique a ver este tipo de videos no youtube e assim, quer fazer dos portugueses, exemplares únicos no mundo.
Ao longo de muitos anos, as escolas públicas foram locais de negócio, onde se vendiam refrigerantes, batatas fritas, bolinhos industriais – donuts, “bolicães” e outras rendosas imundícies -, destinados a material de engorda para discentes e alguns docentes. Agora, há quem tenha decidido ser uma boa ideia, a retirada da casa dos progenitores, das crianças que excedam o peso convencionado pela necessidade do “parecer bem” vigente. Não se percebe se isto se trata de sovietismo puro ou daquele nacional-socialismo de regimento. A luminosa ideia de verão, decerto surgiu numa praia qualquer do Allgarve, à beira mar e pelo obsessivo mirar do desfile da atlética garotagem a banhos. A questão a colocar é o que fazer, então, com a miudagem gordinha? Colocá-la num “campo de reeducação alimentar”? Enviar as crianças para outras paragens do globo, sob a supervisão do eng. Guterres?
Já agora, propomos que a norma seja retroactiva e se incluam sonantes nomes como Mário Soares, Fernando Rosas, Paulo Rangel, João Soares e uns tantos outros cabeças de cartaz do regime, da esquerda à direita. Os exemplos devem vir de cima.

Mas esta gente não tem mais nada que fazer?