Cromo do Ano: uma escolha impossível

Por ingenuidade, bem sei, ainda me passou pela cabeça a escolha do(s) cromo(s) do ano de 2011. Tarefa impossível.

Onde estava eu com a cabeça quando imaginei hierarquizar o lugar de cromo entre José Sócrates – o homem que cantava vitórias a cada passo para o precipício – e Passos Coelho – o troikista mais aguerrido da troika e rival do ex-primeiro ministro a dar o dito por desdito? E onde andaria o meu tremelicante pensamento ao supor que Paulo Macedo, actual ministro da saúde, poderia ser mais cromo do que o outro inefável Paulo, o Campos – aquele que já me fez perder horas em filas nos correios, dias seguidos, tentando pagar ex-scuts através de um sistema especialmente urdido para fazer de nós idiotas? E escolher entre Duarte Lima, Armando Vara, Dias Loureiro, Oliveira e Costa e o sucateiro de Ovar? Pode-se?

Enfim, a qualidade dos cromos é de tal ordem – e podia continuar a dar exemplos – que eu, ao pensar que podia escolher apenas um para Cromo do Ano, me pus estupidamente na posição de cromo. Por esse facto, e se estes cromos não fossem impossíveis de bater, o cromo do ano quase merecia ter um destinatário: eu próprio, claro – mas empatadinho aos pontos com quem votou e apoiou esta cromaria toda para a nossa caderneta nacional.

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    tanto cromo a preparar o lugar pró xina – agora ficamos gregos vom os olhos em bico

  2. Jorge Anyous says:

    O meu cromo do ano é o Álvaro.E tal como o Messi com potencial para repetir mais do que uma vez.

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