Abolição de feriados ou corveia?

corveia (do latim corrogare, exigir, através do francês corvée) é o trabalho gratuito que no tempo do feudalismo os servos e camponeses deviam prestar ao seu senhor feudal ou ao Estado durante três ou mais dias por semana

Para já levamos com quatro dias de corveia este ano. Portugal sempre em frente, a caminho da plenitude feudal.

Comments

  1. marai celeste ramos says:

    Mais prosaicamente sem feridos não vou visitar a amiga/o que precisa de mim – não vou ver o filme que está a sair – não vou jantar fora e mudar a rotina – não vou à praia nos solarengos dias de inverno sem estar quase sem espaço no meio da multidão – não me sento numa esplanada a ver quem passa e olhar com mais calma a minha bela cidade – não vou visitar ou ser visitada por amigos e família e, tanto, que é afinal tão pouco, faz movimentar todas as outras economias dos serviços a que recorro e que, sem os que “não fazem nada”. são os que usufruem economicamente do nosso prazer de estar – Além de que sendo-nos sempre retirado, mais do que é dado em compensação do que cada um faz para aumentar a riqueza material e socio-cultural do país, estes dias são a melhor quebra das rotinas e dos excessos de trabalho, ou de chefias indecentes, para recuperar e voltar à tarefa que tantos fazem por prazer e, os que não fazem, que se pergunte porquê – E será líqudo que trabalhar andando para trás no que se conquistou e nunca as economias se queixaram até aqui, aumentarão a produtividade – se calhar alguém não quer fazer contas e prefere um trabalhador trombudo e stressado a andar à força de chicote, em vez de ter alegria – ai as chefias privadas ou públicas ?? Quem são ?? Outros serrviços estarão mais parados ?? porque não ??? Roubem menos e descansem mais e aprendam a fazer contas – não venham com histórias estafadas – nos tempos de funcionária do ministério do Ultramar trabalhava-se até à hora de almoço de sábado e tinha por ano uma semana de férias e nem havia turismo e nem à praia se ía – não havia hábito porque nem havia tempo e por isso não havia nenhuma indústria, ou serviço, ligados ao lazer ou até à criatividade espontãnea – foi então que a partir daí em que mais tempo se podia descansar, que se evoluiu e se desmultiplicaram mutas indústrias e comércio e actividades de desporto e turismo interno e internacional, e culturais – Então vamos andar para trás quantos séculos ?
    Estou cansada de tantos iluminados que fazem trabalhar os “outros” wue lhe retiram dinheiro e “tempo” mas não prescinden de ordenados milionários à custa dos outros, sempre dos outros – estes sim, não sabem fazer nada de criativo mas apenas de destrutivo – vão todos para o raio que os parta – acabaram com agricultura e pesca incluindo a pesca de fim de semana desportiva (que era também lazer para outros) – acabaram com a indústria e comércio tradicional e tempo de artefactos e artesanato – acabaram com as paisagens para fazer IPs desastrosas e golfs para os ricos (e depois dizem que é para todos ai é ?? onde e quanto se paga ??) – os que têm “feriados” quando querem, acabaram com a “alegria de poder não fazer nada e pensar na vida” e quantas idéias peregrinas nos nascem nesse tempo de silªencios e descanso – Vão mas é para o raio que os parta pois quem nada sabe fazer, MANDA os outros fazer convencidos que esse palavrão da produtividade nasce nos espinhos que cravam nas sociedades e, sobretudo, dos que terão de se deslocar em transportes públicos e levantar à 5 da manhã para ir trabalhar para o “patrão” e nem tempo têm de se encontar mesmo com a família que deixam a dormir e regressam a casa e, igualmente, já estão a dormir – E qual o tempo de estar sem ser a correr, com os filhos mais pequenos, pelo menos ??? – como se fôssemos, mais uma vez, escravos dos mandões – o raio que os parta – nem sequer percebem nada do que é um SER humano, já que eles não o são, com certeza e andam com cantigas de “salvar” o país (que eles afundaram – no mais fundo) – O RAIO que os parta (que não se contentando em roubar aos reformados que lhe construíram o paìs que herdaram para governar e andarem por aí no “corte”, cortam no TEMPO – O raio que os parta


  2. Gostei de ler o Grito de Uma Escrava que sabendo que o é não se resigna… E é assim, de Escravas e Escravos como a ‘marai celeste ramos’ (copiei colei!!!) que precisamos, mais e mais, pois no final apenas a REVOLTA e o BOICOTE das ESCRAVAS(OS) será a solução para a tão premente MUDANÇA RADICAL DE RUMO que estas SOCIEDADES SEM VALORES necessitam.

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