Ressurreição de Carnaval

Vemos hoje tudo o que perdemos por ter pedido ajuda externa: níveis de desemprego, de falências, ratings da República, dos bancos: quantos anos vamos demorar a regressar aos níveis de há um ano?

No período de neo-jornalismo que atravessamos esta frase pertence a uma “fonte próxima do ex-primeiro-ministro“, ou seja a José Sócrates disfarçado de torneira. Depois da confissão de Judite, entrevistou de uma fornada 4 banqueiros 4 só para chamar a troika, veio a discussão grave do avô Soares:

discutimos brutalmente, amigavelmente, eu sempre a convencê-lo e ele a não estar convencido, e depois o ministro das finanças também interveio mais tarde e ele acabou por ter de ceder

e agora isto.

Há coisas que não se aprendem na escola. Uma delas, até por ser mórbida, é a dificuldade de alterar os factos históricos; pode lavar-se a imagem, coisa de comunicação e vendas a retalho, mas a ciência a seu tempo registará que José Sócrates tentou mais tarde desresponsabilizar-se pelo pedido de empréstimo externo ocorrido durante o seu governo e pelo qual será sempre o gajo que fez merda.

Outra, para desconsolo de viúvas, viúvos e viúv@s, é aquela de um morto de cara lavada não deixar de ser defunto.

Comments

  1. Nuno Castelo-Branco says:

    Podes dar-me um tiro, mas sabes o que eu acho? A tal troika aqui devia ter-se instalado precisamente em 1985, vigiando atentamente a aplicação do dinheiro que a então CEE foi entregando, uma soma que bate aos pontos os proventos da pimenta da Índia + o ouro e diamantes do Brasil. Pois é, assim mesmo!


  2. És um Vasconcelos, Nuno. E quem é que comprava os jipes?

    • Nuno Castelo-Branco says:

      Para começar, devia ser interdita a entrada de jipes nas cidades, tal como acontece com os tractores. São “carros agrícolas”, para terrenos acidentados. Outra forma de tornar a coisa mais explícita, seria aumentar escandalosamente as taxas no preço desse tipo de brinquedos, reduzindo os impostos relativos os pequenos utilitários.. Não, não tenho inveja, mas os jipes são completamente desnecessários nos meios urbanos.
      Sinto-me envergonhado por termos estrangeiros a obrigarem a nossa gente a fazer aquilo que podíamos ter evitado há décadas. O pior de tudo é que os crimes foram cometidos com a perfeita consciência dos mesmos.

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