Dúvidas nos concursos de professores

O debate corre na rede e os pontos de vista teimam em ser vistas a partir de um ponto.

Especialmente junto dos docentes contratados, uma discussão à volta dos concursos mexe sempre com muitas emoções, algumas das quais um pouquinho excessivas. No entanto, importa dizer que a proposta do MEC não mexe assim tanto no modelo que nos chega da Maria de Lurdes.

Não mexe no que seria preciso alterar, mas clarifica algumas questões importantes: a avaliação de bom ou muito bom acrescenta um ponto à graduação e nada mais que isso; a gestão dos docentes sem componente lectiva é o ponto mais positivo. Retira esse poder aos directores.

No entanto levanta algumas questões muito delicadas:

a) coloca na mesma prioridade docentes do privado e do público. Isto é, um Professor que esteve no privado, com alunos “mais simpáticos”, protegido dos quilómetros e longe da Maria de Lurdes é agora colocado em igualdade de circunstância com um docente que percorreu o país de ponta a ponta, que trabalhou nos bairros mais delicados, etc,etc…

b) coloca os docentes dos quadros das ilhas em igualdade com os docentes dos quadros do continente. Para os de lá é uma vantagem, para os de cá, nem por isso.

A chatice destas coisas é que escolher uma posição ou outra vai implicar deixar no desemprego o professor A ou o professor B, ou se calhar os dois.

Comments

  1. Ricardo Santos Pinto says:

    Concordo com a) e com b).

    • João Paulo says:

      Quando dizes “concordo” significa que concordas com a proposta do MEC ou que concordas com a crítica? JP


  2. repare-se uma escola privada paga muito menos que uma pública 50 a 70%
    geramente são substituições de curta duração (por aposentação ou doença)

    nisso são iguais às da pública inferiores a 6 meses e sem direito a avaliação

    ora nos anos de 2008-2010 obtive classificações de bom e muito bom
    em 2011 não tendo permanecido em nenhuma das 6 escolas mais do que três meses
    perco a avaliação em concursos futuros
    uma vez que estes contam os dois últimos anos…

  3. Ricardo Santos Pinto says:

    Concordo com a proposta. Igualdade para todos.


  4. é difícil essa igualdade

    os professores reproduzem-se e originam outros professores
    que pedem favores
    aos quadráticos professores…logo igualdade é perniciosa para o sistema


  5. tenho 3847 dias de serviço lectivo , uns 10 anos e picos e para o ano voltarei para a 2ª prioridade ou coisa que o valha

    isto se não houver erros na candidatura ou ela desaparecer por falhas várias..
    logo este ou outro diploma é chatinho…
    (principalmente para aqueles que fizeram 4, 5, 6 ou 7 anos de serviço antes da profissionalização)


  6. mais chato ainda é para os licenciados entre 2002 e 2008 que têm menos de 365 dias de serviço…e ocupam o tempo a substituir as dores menstruais ou os partos de alto risco de profissionais do quadro….e há tanto parto de alto risco
    que é milagre ninguém bater as botas


  7. #6 O tempo antes e depois da profissionalização é sempre uma questão muito delicada, porque na prática, quem trabalha, com ou sem, acaba por fazer o mesmo serviço. Talvez não faça sentido a divisão entre esses dois tipos de tempo de serviço.


  8. Porque basta ver as listas de qualquer grupo…a maioria dos nascidos entre 1976 e 1984
    são do pessoal com menos tempo de serviço
    (principalmente aqueles que por serem trabalhadores-estudantes ou por estarem em faculdades ou universidades com débitos de notação baixa saíram com médias baixas…

    Por exemplo Física-Química em Évora média de saída 15,8
    Em Aveiro média 13,9…..
    14.000 0 0 14.000 11/06/1982
    2 14.000 0 0 14.000 10/08/1982
    14.000 0 0 14.000 30/08/1982
    OUTROS L N 2 14.000 0 0 14.000 31/08/1982
    14.000 0dias…gente saída em 2005-2006…em 2010 zero dias de serviço…


  9. 14.000 730antes 0depois 13.000 12/07/1972(40 anos de idade)
    OUTROS L N 2 14.932 680 365 13.000 08/10/1970….(42 anos em Outubro…365 dias após profissionalização
    13.900 0 0 13.900 02/07/1975 13.896 366 144 13.000 26/12/1974….
    e isto representa 25% dos candidatos…no 220 e noutros chega aos 35%

    logo 2002-2008 é um entre tantos casos

    e a nascerem 90 mil putos ao ano…mesmo que queiram obrigá-los a ficar até ao 12º
    vai só haver 1.000.000. e poucos alunos daqui a 10 anos

    ou menos porque já tive turmas em que um terço eram filhos de emigrantes e esses vão mudando de poiso tal como muitos naturais que vão dar o couro prá holanda
    e outras partes…e isso começou já em 2006…inclusive nas ditas escolas privadas
    (que diga-se de passagem são mais difíceis de gerir do que muitas públicas
    querem todos chegar a doutores-médicos ou informatas


  10. ord provisoria
    http://www.scribd.com/doc/57429691/330-Ingles-ord-provisoria
    6 set. 2011 – … 21/12/1974 14/05/1972 01/11/1970 11/10/1976 26/12/1974 S 20/03/1973 …… 1591 13.000 14.000 15.000 15.000….afinal chega-se lá devia ter tirado mais números….bom resumindo

    são muitos milhares que desistiram…alguns até há pouco tempo trabalhavam como mediadores imobiliários ou vendedores de automóveis

    havia uns quantos padeiros
    e nas caixas do modelo e jumbo e aki há pelo menos uma dúzia só na margem sud

    e 3 no gaia shopping se ainda não foram substituidas por modelos mais novos

    o tempo antes da profissionalização só conta 50% havia no Frei Heytor Pinto covilhã
    uma desgraçada que dava aulas há quase 15 anos (3162 dias de serviço) mas que nunca teve tempo de se profissionalizar…nem no tempo de guterres (pois tinha menos de 6 anos de serviço nessa altura) e agora apanha fruta no midi franciu no verão…

    logo desgraças há muitas


  11. no grupo 330 então 11.000 1122 dias depois da profissionalização…nos anos 90 foram dando aulas chegaram a 2000 (zero aulas em 12 anos…ou uns mesitos…

    poder-se-ia dizer ora média de 11….nem deviam ter dado aulas…

    mas há muito piores professores que obraram tirar 17 e 18 e dizem dar aos seus alunos uma formação universitária (um gajo que fazia manuais)
    e muitos bons profes que calhou não serem de excepcional extracção na testomania nazionale…

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