Dinheiro zero? – nem 8 nem 80.

Li a reportagem sobre Mark Boyle na revista do Expresso (18 Fevereiro). Boyle é um homem de 30 anos que viveu os últimos três sem um tostão.

“Um dia largou tudo para provar que a maioria das nossas necessidades são apenas vontades” e que era possível viver sem dinheiro. Foi feliz. Aprendeu que é possível viver com menos, com muito pouco.

Antes de Boyle, a alemã Heidemarie Schwermer (1942) viveu 15 anos “without money” e o americano Suelo (1961) fez o mesmo. Este ainda vive “quase como homem das cavernas dos tempos modernos”.

Não me vejo a lavar os dentes com osso de choco e sementes de funcho, ou deixar de usar desodorizante e sabonete… ou a tomar banho de àgua fria no inverno…

Mas estes exemplos de desistência do dinheiro, do stress, das corridas, são ótimos para vermos e acreditarmos que é possível um estilo de vida diferente, gerindo melhor o pouco dinheiro que vamos tendo (esta crise assim o obriga), desperdiçando menos, aproveitando e partilhando mais e, como ensinam estas criaturas doidas varridas, mais conectados com a natureza.

Para quem estiver muito curioso pela experiência de Boyle… Está já à venda o livro escrito pelo próprio: O Homem Sem Dinheiro (Bertrand Editora, 2012), um bem que não é possível adquirir sem dinheiro – são cerca de 14 euros!!

Aliás, até é: pede-se emprestado ou consulta-se na biblioteca um dia destes!

Comments

  1. Zuruspa says:

    Pois, o senhor Boyle cobra pelo seu livro…
    Já o meu amigo Tomi Astikainen doa os livros a quem os quiser ler em PDF.
    Basicamente este sacana foi de Helsínquia a Porto Covo e voltou, depois até Istanbul e voltou a Helsínquia… sem ter gasto nem ganho um chavo. Ele conseguiu. E diz que näo é assim täo difícil.
    E que o melhor povo é o português e o pior é o suíço, por coincidência quanto mais “pobres” melhores pessoas somos, diz ele!!!
    Bem, pelo que sei agora está em Berlim, mas näo muito tempo. Vede:
    http://www.tomiastikainen.com/
    http://www.tomiastikainen.com/sunhitcher/
    Há uma editora que quer publicar o seu livro, ele disse-me que näo quer receber nada e que o lucro vá para a caridade. Mmm… se descubro que me drfraudou paga-me as cervejas que lhe ofereci com juros!!!

  2. Pedro M says:

    Para efeitos editoriais e mediáticos pelos vistos compensa ser um crava radical durante uns anos.

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