Duarte Marques, o crente jota laranja

Imagem da Alegoria do Fé

O processo de deterioração de qualidade dos políticos, sobretudo no chamado ‘arco do poder’, desenvolve-se também ao nível dos “jotas”. De resto, afirmou-se como fenómeno natural na política portuguesa. Coelho, Portas e Seguro mais não são do que a emanação do cinzentismo jota. Sócrates teve igual origem.Duarte Marques, que a bloquista Ana Draga dizimou na AR há dias, continua na caminhada da inconsciência ou da demagogia. Defende a parda criatura que o combate ao desemprego é uma questão de fé.

A teoria da fé sobretudo ganhou sentido no domínio das crenças religiosas. Mas, no rigor do conceito científico e em propósitos da vida humana, fé é apenas isto; ou seja, a proclamação do jovem Marques, presidente da JSD, reduz-se a uma alegação sem a mínima racionalidade. Ao contrário do que o “jota” laranja defende, o desemprego vence-se por acções concretas e força da vontade humana, quando empenhada em projectos de desenvolvimento em que políticos e sociedade conjuguem estratégias apropriadas. Não é obra da ‘troika’ e menos ainda do governo que, na austeridade e recessão, ultrapassa aquela.

Caso o discurso do jovem Marques seja uma convicção, complementada com a noção de que “os cidadãos mais velhos”, milhões dos quais já só têm muito pouco ou nada a dar, “têm de abdicar de direitos a favor dos mais novos”, estamos perante um caso de insanidade mental. De alguém que, e vá lá saber-se como!, já foi assessor em Bruxelas e se projectou na liderança da JSD em Outubro passado.

Jovens destes são, de facto, velhos, velhos, velhos… e com eles o País não avançará social e economicamente.

Comments


  1. Com “fézadas” destas estamos bem arranjados!
    Abraço do Zé

  2. eyelash says:

    O pior é que não tarda estão a votar nele para PM

  3. Tito Lívio Santos Mota says:

    é conhecido o amor dos portugueses pelo café.
    Nada mais natural que estar café na AR.
    Só que agora está café na AR mas não como está na Brasileira do Chiado.
    Estão café na brasileira, mas numa brasileira qualquer.
    Culpa do novo Acordo Ortográfico que confunde maiúsculas e minúsculas entre dias de semana e meses do ano, por exemplo?
    é que estar café na Brasileira, toda a gente sabe o que é.
    Estar café na brasileira é muito mais confuso.
    Qual brasileira? a Brasileira ou qualquer brasileira?

    A Cristas também anda com café na chuva ou à chuva na Brasileira, sabe-se lá.

    Melhor seria que telefonasse para Bruxelas a pedir quanto antes as ajudas que lá estão na gaveta à espera precisamente para quando se anda a seco.
    A Cristas age como se a alguém lhe ardesse a casa e, em vez de telefonar para a seguradora, dissesse : ando café numa herança dum tio que está pelas últimas.
    Café que tenho não passa da Primavera (ou prima Vera segundo o acordo?).
    A seguradora agradece a atenção mas os filhos e restante família não lhe agradecem o café, até porque ficaram sem ter onde ligar a cafeteira à corrente.

    De maneira que o melhor mesmo seria esta gente tomar mais chá e deixar-se de parvoíces.
    Aliás, chá é coisa que falta muito na AR. Aquela de mandar o pessoal à Tia deste e daquele revela muita falta de tal bebida.

    Muito chá de tília é o que recomendo aos meninos J, ex-J e quejandos.
    Se assim for acho que os portugueses até lhes preparavam um café quentinho com biscoitos.
    Se não, ainda levam com uma chicória em cima. Depois não se queixem.

    Tito Livio Santos Mota

  4. António Fernando Nabais says:

    O rapazinho anda armado em pardo, coitado!

Trackbacks


  1. […] de, entre outras descobertas, ter afirmado que o combate ao desemprego é uma questão de fé, produziu, recentemente, um conjunto de declarações que fazem lembrar a habilidade de Helder […]

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