Vamos Todos Unir o PS

Alguns comentadores iluminados viram no famoso prefácio de Cavaco não um mas o factor de união do PS escaqueirado internamente e deslealíssimo ao “líder” Seguro, criando esta pastilha jornalística peregrina: a de que o ataque cavaquiano feroz ao Primadonna conseguiu unir o partido. Mas deve perguntar-se o que pode unir os Portugueses nesta hora aflitiva, numa união igualmente negativa. A noção de que o PS segundo Sócrates, portanto ele e o resto do gangue, governou segundo uma perspectiva de saque intensivo. É isso que não foge dos olhos agora que os Administradores da Parque Escolar, EPE (entidade pública empresarial), se demitiram, cercados de balanços e contas a indiciar absurdos abomináveis contra os contribuintes, balúrdios inqualificáveis e derrapagens asquerosas, pelo menos para um País com gente a privar-se de tanto, a passar fome [falo por mim que ando há semanas a comer pão com pão, um bife de pão com acompanhamento de pão au molho de pão recesso com entremeada de broa]. Entre alugar espaços em Lisboa na ordem dos 2,5 milhões de euros mensais e derrapagens na ordem dos 447%, lesando o Estado em muitos milhões de euros, a Parque Escolar não hesitou. Nem o diabo.

Comments


  1. …e está tudo dito! um abraço ao autor.


  2. A ilusão é pressupor que os eleitos terão como função maior, observar, cuidar e servir os interesses das massas que lhes atribuíram essa responsabilidade ou melhor, esse privilégio, que o desígnio que origina a despesa pública ou seja a aplicação dos recursos financeiros confiscados ao suor e à iniciativa dos indivíduos, sob o argumento do bem comum, é depois devolvido á sociedade na criação de estruturas que irão facilitar, melhorar e suprimir as necessidades “do povo”.
    A realidade é que a criação das estruturas de desenvolvimento não é um fim em si, mas antes um meio de atingir um outro objectivo escondido com o rabo de fora, o de criar e alimentar uma elite, dependente do estado, do confisco do nosso suor e dinamismo para enriquecer e ganhar poder.

  3. marai celeste ramos says:

    “A realidade é que a criação das estruturas de desenvolvimento não é um fim em si, mas antes um meio de atingir um outro objectivo escondido com o rabo de fora, o de criar e alimentar uma elite, dependente do estado, do confisco do nosso suor e dinamismo para enriquecer e ganhar poder”
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    MAS eu não lhe chamaria elite – chamar-lhe-ía, antes – uma RALÉ.

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