Parque Escolar: tanto por saber

A revolução levada a cabo pela Parque Escolar teve intuitos meramente eleitoralistas, uma vez que a Educação nunca foi uma prioridade de José Sócrates. Reconstruir escolas constituiu, para o actual exilado parisiense, uma ocasião de inaugurar, mostrando obra.

A avaliação completa do impacte de toda essa revolução continua por fazer e deverá incluir referências ao aumento brutal dos gastos energéticos graças a opções delirantes, como as de criar salas sem luz natural, para além do recurso a materiais importados mais caros do que outros de qualidade similar produzidos em Portugal ou a aquisição de equipamentos cuja manutenção poderá estar além dor orçamentos depauperados das escolas.

A reflexão sobre todo este processo não pode, evidentemente, descurar a importância do investimento público e, sobretudo, a necessidade de que os edifícios escolares estejam em condições, no mínimo, dignas, o que não é o mesmo que dizer que era fundamental transformar tantas e tantas escolas em estaleiros, que serviram, muitas vezes, para que arquitectos ignorantes impusessem projectos irrealistas, ao arrepio dos pareceres de quem conhece o terreno, prática habitual.

No entanto, se o processo da Parque Escolar, tal como foi conduzido por Sócrates, constituiu um disparate, a iminente extinção da empresa não deveria significar o fim das obras nas muitas escolas em que elas são necessárias.

Portugal, no entanto, é um caso de bipolaridade governativa, em que, por ausência de planeamento ou por opções ideológicas, se faz a mais ou a menos, fugindo-se, sempre, à medida justa.

Daniel Oliveira, advogado da Parque Escolar, contraria aqui os números apresentados por Nuno Crato, a propósito da auditoria da Inspecção Geral de Finanças. A ser verdade o que diz o primeiro, por tendencioso que seja, continuamos perante um derrapagem orçamental, o que é grave, e é igualmente grave que o Ministro da Educação se possa ter enganado tanto nos valores dessa derrapagem.

Os interessados em ler as conclusões da auditoria podem fazê-lo aqui.

Comments


  1. lamento muito discordar tenho aqui na zona 18 escolas intervencionadas
    a última com obras para completar desde 2008 vai nos 13 milhões e tal fecharam por duas vezes os acessos da frente da escola para fazerem terreplanagens

    construiram 6 passadiços que foram desmantelados e (um dia destes vão ser reconstruidos ou não…para meterem canos novos e instalação eléctrica ou cabos de fibra óptica ou outra coisa

    noutra há um desnível de 15 mm por terem feito um aterro com gravilha e areia fina…que tem levado a subsidência e rachas…o aterro com movimento de 800 metros cúbicos apenas…levou 300 mil euros…

    ainda noutra substituiram as placas de fibrocimento dos anos 70…e em bom estado (apesar dos perigos do crisótilo inserido) por outras…contaminando o arredor das coisinhas com mais amianto do que se as tivessem deixado no lugar

    2 meses e meio para subsituir 120 metros quadrados que cobriam o passadice…2009
    antiga Escola secundária da cova da piedade…e arranjo mais umas 50 com nomes e tude…

  2. marai celeste ramos says:

    Nem no Bangladesh – andávamos nós tão admirados das adicionais do Plano de Sines (1974-1996) + do CCB ++ das IP + da Expo 98 + do barquinho no Tejo alugado para alojamento de turistas para a Expo 98 + das fardas das oficinas militares do tempo “portas” 1986 + dos submarinos + da Lusoponte + dos anos de Maddy ++ dos “Pandur” +++ as fregesai alienadas +++ ja chega +++ agora é a “paixão pela Educação” – A paixão nunca deu racionalidade a ninguém – Mas hoje está um dia glorioso que só Lisboa sabe ter e os portugueses com feriados (viva todos e não aceito o corte de nenhum) ou em fim de semana largam tudo e vão encher os areais de todas as praias mesmo que já não façam as despeas em esplanadas como faziam – o sol é gratuito – ainda não se paga para entrar na praia e sol é fantástico – embora agora o fundamental fosse chover (março marçagão manhã de inverno e tarde de verão) mas não chove e as vacas estão tão magras com as costelas exarcebadas como se viu ontem, as que ainda vão aos pastos ver se os rapam no que existe – pobres vacas – estas – porque leiteiras há outras, e hoje recebi a nota do vencimento em que roubaram mais do que o anunciado, além de terem roubado 2 subsídios e eu não ganho tão mal como o PR nem tão bem como os que estariam (??) sujeitos a descontar 10%, mas não estou nesse escalão -de tal desconto mas já o fizeram há 2 anos e agora, hoje,e certamente que alguém se enganou – E ainda me tiraram sem avisar os direitos do seguro de saúde que cobria todas as situações a 100% incluindo internamentos e subídio diário, e para que pago mensalmente uma porrada de euros, mas roubaram e, hoje, mais uma vez, recebi o anúncio do roubo da cª de seguros que já não é a que tinha (já passou de mão e de nome 4 vezes La Preservatrice + Pearl Assurance + Império + Império Bonanza e agora Fidelidadee Mundial, e que foi mais uma vez comprada, por não sei quem, e mudou de nome e de ++++ roubos – Tenho de ir à praia lançar ao mar os meus queixumes e ir ver o campeonato nacional de sur da Caparica – aqui, neste país, só se rouba e corta e se me situava naturalmente na classe média-média, agora fiquei fora do local – deslocalizaram-me – vamos ver

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