Passos e os combustíveis

Subida de preço dos combustíveis pode intensificar-se, palavras sábias do visionário Passos Coelho. Quem mais teria capacidade intelectual de antecipar tal evolução. Passos, com a sua devoção ao Estado mínimo e inerte, excepto para o amigo Borges e outros que tais, argumenta: “É uma matéria que não depende da Intervenção do Governo”. E a flexibilização (redução) do ISP – Imposto sobre os Produtos Petrolíferos depende de quem? Do objectivo do défice, claro. O que, a cada dia, se consolida como utópica miragem, por insuficiência das receitas fiscais.

Comments


  1. Para que queremos um governo?

    * Não são patrióticos. Para eles, somos só os pagadores. Sem nós, não brilham perante a troika, perante a Reserva Federal Americana, perante a comunidade Europeia. Sem nós eles não existem.

    * Não conseguem limpar a casa (como prometeram).
    A peça das PPP’s já está em cena. O MF não entrega o material necessário para a comissão fazer o seu trabalho? O Tribunal de Trabalho que a preside não faz nada? Um dos eleitos para esta comissão, bate a porta quando ao fim de três meses, reconhece que está a ser ingénuo, ao esperar que chegue à comissão o material necessário para a dita reavaliação poder ser feita? Quem está a encobrir quem?

    O assunto da PPP’s, para cumprir as “ordens” da Troika, deveria ter sido iniciado no ano passado. O governo não está preocupado com este atraso? Medina Carreira tem toda a razão no que vem a falar há anos e ao temer que “estejam todos feitos uns com os outros.”. Eles estão feitos uns com os outros. Só não vê quem não quer ver.
    Medina, no programa “Olhos nos Olhos” do dia 12 deste mês, depois de ouvir Avelino de Jesus a expor o assustador valor dos contractos com as PPP’s, fez uma previsão a 4 anos do futuro financeiro do Estado, o qual aponta para um gasto de cerca de 65% da receita fiscal só com juros+subsídios de desemprego+PPP’s+pensões. Para quem quiser ver o programa segue o link: http://www.tvi24.iol.pt/programa/4407/26.

    * Combustíveis, sector energético. O governo opta por deixar engordar ainda mais uma Galp, em vez de fazer o seu papel de regulador, e de defender o consumidor.
    Estamos a passar por uma crise tremenda (não eles, que se entenda isso) e o nosso governo mais uma vez não defende os nossos interesses.Prefere vender o nosso conhecimento com estas privatizações (vem aí outra, os estaleiros de Viana do Castelo). Se baixasse por exemplo os Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, as rendas que paga a essas PPPs se acabasse com as mordomias da classe política, talvez pudesse ajudar os Estaleiros de Viana e reverter essa riqueza para Portugal.

    As empresas não vão aguentar, não produzimos riqueza, o consumo baixa, o valor coletado dos impostos é inferior ao esperado.. este “matar” silencioso dos portugueses, das empresas, da nossa riqueza, não vai resultar.

    Estamos a lidar com gente criminosa.

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