Aventar: expor ao vento

Passei por ela algumas vezes. Não lhe achei muita piada.

Os meus amigos aventadores marcaram ali ao lado o almoço de aniversário do nosso blogue. Será a primeira vez que estarei com eles pessoalmente (estou entusiasmada).

No passado domingo, a escultura She Moves (Matosinhos) ou a «anémona» da norte-americana Janet Echelman, foi notícia no Público. É que vai ser objecto de uma nova reparação. Um rasgão “terá sido provocado por actos de vandalismo“.

Recortei o pedaço da folha de jornal que lhe dizia respeito. Gosto da última frase da notícia: movimenta-se ao sabor do vento e é uma das obras de arte pública mais emblemáticas da região. Movimenta-se ao sabor do vento!

Aventar e She Moves combinam tão bem: vivem e vão ao sabor do vento. Os meus amigos que criaram o Aventar há 3 anos, escolherem um termo curioso, rico em significados: expor ao vento, ventilar, arejar, mas também segurar pelas ventas, aproximar-se pouco a pouco e chegar. 

A pouco e pouco esse almoço vai chegar e realizar-se-à perto da anémona que, graças ao Aventar, adquiriu uma nova beleza e importância para mim.

(She Moves, escultura de Janet Echelman)

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Pois é – O vento que move a anémona está a fazer alastrar o fogo devorador dos pinhais – as fábricas e chegar demasido perto dos animais – o vento que transporta o polén e a vida transporta a morte – como a água – ambos veiículos de transporte de vida e de morte, elementos do feng-shui e de repente por feng-shui recordo o programa que acabo de ver sobre constrefacção da xina de perfumes das maiores marcas francesas – biliões de frascos por ano – inundaram o mundo e os perfumeiros estão muito preocupados – Só não entendo porque as grandes marcas francesas (e mesmo italianas) viram o negócio da xina mandando lá fazer os seus modelos pagando os salários da xina e expondo os seus modelos em Paris e nas casas da marca pelo mundo fora e COBRANDO o preço de marca – Assim se vira o feitiço contra o feiticeiro – Recordo como as primeiras “imitações” teriam sido feitas com a pintura dos mais famosos sobretudo por alinos de belas artes mas que de tão perfeitas foram aproveitadas para fazer fortunas e baralharam peritos – depois, depois tudo se imita na xina e come-se por original e valioso – Como os medicamentos contrefeitos que em áfrica “matam” mesmo exibindo a embalagem com o logo da Merk e outras – Bana comemora os seus 80 anos “sem imitações”

  2. Ricardo Santos Pinto says:

    Aquela obra de arte é lindíssima, para além de todo o seu significado ligado ao mar, aos barcos, aos pescadores. Representa, para além do mais, a união entre o Porto e Matosinhos. Uma fusão que para mim era já hoje. Sou suspeito para dizê-lo, porque adoro aquela cidade.
    Sabes, Céu, foram propostos 2 nomes, Aventar e Assim Assim. Os poucos que já cá estavam na altura – dos actuais, só eu, o João Paulo e a De Putra Madre – escolheram o primeiro e ficou. Fui ao dicionário ver os significados de Aventar são os subtítulos que temos hoje. E foi assim que começou.

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