Gaia perde 400 postos de trabalho para Matosinhos

Quando exerci funções na Câmara Municipal de Gaia, uma das prioridades foi o relacionamento institucional com o governo da República Popular da China. Múltiplos projectos de cooperação foram levados a cabo, outros iniciados e muitos outros estavam em preparação. Acima de tudo, foi estabelecida uma relação de confiança que viria a permitir múltiplos benefícios para a população.

Até que alguém se lembrou, por motivos ainda mal esclarecidos, de mandar tudo por água abaixo, até com insultos diplomáticos no feicebuque. Outros tentaram expulsar-me do PS, com acusações grotescas – por falar nisso, por enquanto permaneço militante activo, as notícias eram um pouco exageradas.

O resultado de tudo isto começa a aparecer. Vila Nova de Gaia acaba de perder 400 postos de trabalho para a cidade de Matosinhos.
Tudo tem um preço e neste caso quem o vai pagar, como sempre, é a população desempregada de Gaia.

Menezes e Narciso em Matosinhos

PSD e PS andam a tentar… Ou sonhei? (Depois podem dizer que leram no Aventar primeiro, ok?)

O Amor às vezes cega mas Virgílio Macedo não nos TAP(E) os olhos.

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Virgílio Macedo, presidente da distrital do Porto do PSD, homem ” rico ” em ” pérolas e anedotas políticas ” escreveu um texto no Público em 05/02/2015, talvez influenciado pela proximidade do dia dos namorados, mostrando o seu ” amor pela TAP “. Uma semana depois o cineasta António-Pedro Vasconcelos, um dos líderes do movimento contra a privatização da TAP, respondeu-lhe no mesmo jornal com um texto intitulado “Não (nos) TAP os olhos!” (carta aberta a um deputado da Nação).

António-Pedro Vasconcelos, neste mesmo texto é duro, com Virgílio Macedo afirmando com razão que

” é por essas e por outras que hoje os portugueses vão perdendo perigosamente a confiança nos seus deputados, quando, muitos deles, ao não fazer o trabalho de casa, desacreditam a nobreza da sua missão e se mostram indignos dos seus privilégios. Ao contrário dos trabalhadores da TAP que, como confessa, o fazem “sentir-se em casa, dentro de um espaço exíguo… a 10.000 metros de altitude.”

Esta novela teve ainda mais episódios quando, através de um texto emocionante, publicado no dia seguinte ao dia dos namorados, em 15/02/2015, Virgílio Macedo declara para além do seu ” amor ” à TAP, a sua paixão pelo cinema.

Porém, mesmo após tantas demonstrações de ” amor ” pela TAP, o deputado Virgílio Macedo votou favoravelmente a privatização da TAP, traindo esta sua ” paixão”. Resta-nos saber se continua a gostar de cinema!

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Jacob Maersk

Nós tivemos um navio naufragado na nossa praia, anos e anos a vê-lo enferrujar, um colosso enterrado, ou o que restava dele, um pedaço de proa ao alto, que os miúdos usavam como parque de diversões, perigoso como era, havia que trepá-lo apesar da inclinação, segurar-se às ripas podres, evitar as lâminas enferrujadas, e, uma vez conquistado, segurar-se bem ao bico da proa e olhar em volta, capitão por instantes. As meninas lingrinhas como eu não o trepavam mas ficavam a ver os rapazes, como se exibiam barco acima enquanto nós temíamos vê-los morrer ali mesmo enquanto comíamos maçãs, que história teríamos depois para contar, aquele rapaz matou-se no barco encalhado, era tão giro, fazia covinhas na cara quando ria. Mas eles salvavam-se sempre, regressavam ao areal triunfais, pegavam-se à porrada para celebrar o feito, obrigavam o vencido a comer areia, e nunca nenhum morreu, o que para nós era bom e entediante. [Read more…]

Autarcas que poderão vir a despedir professores: Guilherme Pinto

A municipalização da Educação já integra as Grandes Opções do Plano em Matosinhos.

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Guilherme Pinto, Presidente da Câmara de Matosinhos (Grupo de Cidadãos Eleitores Guilherme Pinto por Matosinhos, antigo militante do PS)

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Correia Pinto, professor, Vereador da Educação (Grupo de Cidadãos Eleitores Guilherme Pinto por Matosinhos, antigo militante do PS)

Autárquicas em Matosinhos – uma história triste

manualmesasDesde os 18 anos – já lá vão 12 – que faço parte das mesas de voto da Freguesia de Leça da Palmeira. Neste ano, fruto da condição de candidato à União de Freguesias de Matosinhos-Leça da Palmeira, para onde fui eleito, não pude fazer parte dos membros das assembleias de voto, embora tenha passado o dia na Escola Secundária da Boa Nova, com passagem pela Augusto Gomes, em Matosinhos. Mas foi em Leça da Palmeira que presenciei acontecimentos inacreditáveis, a poucos meses do 40.º aniversário da democracia. O resto foi chegando ao conhecimento da candidatura da CDU durante o dia. [Read more…]

Aí estão as sondagens

As sondagens são um instrumento de acção política utilizada pelas máquinas políticas, que as usam tal como um outdoor ou um espaço nas redes sociais. Não sei se os Partidos conseguem condicionar a forma como a Comunicação Social as divulga, mas se o PSD parece conseguir condicionar a CNE…

Do ponto de vista formal obedecem a algumas regras, uma das quais exige a sua publicitação na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Existe ainda uma dimensão de análise mais técnica que permite um olhar mais matemático sobre os dados disponíveis. O Pedro Magalhães ( Margem de Erro) é um dos melhores especialistas nesta área.

Vem isto a propósito da sondagem de hoje do JN sobre Matosinhos. Não sei se os dados estão martelados e por quem – não vou perder um minuto com isso. A minha pergunta é outra. Podemos ler, na publicação que “Foram efetuadas 838 tentativas de entrevistas e, destas, 123 (14,7%) não aceitaram colaborar no estudo de opinião.

Isto é, 715 pessoas poderá ser uma amostra representativa do concelho?

E o que dizer sobre “a selecção foi feita de forma aleatória na lista telefónica”?

Quem é que hoje tem telefone fixo com indicação na lista telefónica? A propósito, ainda há listas telefónicas?

Pede-se que a devolvam

A minha cadela está menstruada. Tem uma cuequinhas com um penso higiénico, cuja marca me escapa. No entanto, se for Evax, não estranhem ao ver em Leça uma cadela a andar a cavalo, de bicicleta, fazer cambalhotas e saltar à corda.

Vinha de Felgueiras

Há oito dias, decorreu em Custóias – Matosinhos – um debate organizado pela Junta de Freguesia que pretendia debater o papel dos partidos na crise actual. O evento foi moderado pelo presidente da Junta organizadora e foram convidados membros de todos os partidos com assento parlamentar. Pelo PS esteve um jovem bastante confuso, cujo nome me escapa e que não conheço, pelo PSD esteve Vinha da Costa, pela CDU esteve José Pedro Rodrigues – ambos candidatos à Câmara de Matosinhos -, pelo Bloco disseram que estariam mas não estiveram e, no CDS, ninguém respondeu.

Do PS, a única coisa que retive foi que o seu representante tinha Marx no coração – está descoberto o segredo, é no coração que o PS guarda Marx. E o coração, minhas senhoras e meus senhores, é fundamental para viver o amor platónico. Um amor impossível, como a realidade demonstra, não correspondido, como prova a prática do PS. E sobre os afectos e o PS estamos conversados.

Da parte da CDU veio a responsabilização da autarquia e dos sucessivos governos do país por uma tentativa de descredibilização dos partidos, tomando todos como iguais e a parte pelo todo. Aqui, convergiram PS e PSD. O primeiro erro daquelas pessoas foi primário: referirem-se à sociedade como sendo exterior aos partidos, como se um militante de um partido não fizesse parte da sociedade, ou como se a sociedade pudesse subsistir sem partidos – sim, venham de lá Bakunine e Proudhon. O distanciamento reflectido nas palavras que tem o paralelo com a realidade. E isso percebe-se quando há partidos que estão longe das populações e das pequenas grandes questões que fazem a diferença, seja o encerramento dos CTT, seja uma paragem de transporte sem abrigo para quem dela usufrui.

No entanto, a grande revelação veio de Vinha da Costa e passou mais ou menos despercebida. [Read more…]

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Azul!!!!

Color Run Matosinhos IV

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Anjo Azul. Foto de Filipe Oliveira.

Color Run Matosinhos III

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Passagem dos corredores na Ponte Móvel

Color Run Matosinhos II

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Voluntariado Azul

Color Run Matosinhos I

color run II

Color Blast! Explosão de cor!

Independentes, a nova caderneta de cromos

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As desavenças entre os cromos de topo dos partidos políticos, recorrentemente os do arco de poder, aparecem sempre em vésperas de eleições, que se constituem assim como feira de vaidades para os egos esdrúxulos de muitos políticos que medram nas máquinas partidárias ao sabor de ambições pessoais e, quando o partido os pretere, não têm pejo em se hastearem como independentes, permitindo-se morder a mão de quem os ajudou a alcandorarem-se social e politicamente. Tantas vezes com o único mérito de serem o que são: arrivistas.

A lógica partidária tem ciclos de influência, e todos os militantes deveriam saber que, em determinado momento, as eminências serão outras, há que respeitar a alternância, virtude que todos reclamam para os outros como mandamento democrático, mas de que esquecem quando a “desgraça” lhes bate á porta.

Matosinhos está mais uma vez no topo desta lógica independentista de políticos outrora nas boas graças dos aparelhos partidários. [Read more…]

A falência dos partidos: o caso do PS em Matosinhos

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© Lusa

O actual Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, o socialista Guilherme Pinto, desfiliou-se daquele que foi durante perto de 40 anos o seu partido, e anunciou que em Outubro concorrerá como independente. “Candidaturas dos partidos são desastrosas para as dinâmicas de desenvolvimento”, afirmou com coragem, enfrentando a ira dos homens do aparelho do PS, que se apressaram a acusá-lo de ter desrespeitado “as regras democráticas do PS”, e de  ter ofendido “a credibilidade dos esteios do Estado de Direito democrático”.

«(…) Entendo que os Partidos são essenciais às democracias. Mas não são exclusivos. (…)», escreveu Guilherme Pinto em carta endereçada ao Secretário-Geral do PS. «(…) Pretendo defender o que construímos (…) E impedir um desastre. (…) O que é incompatível com o contributo ao partido no qual ingressei aos 16 anos e que servi com empenho.(…). Queira por isso aceitar a minha desvinculação do PS. (…)»

Enquanto isso, António Parada, o candidato escolhido pelo PS para tirar Matosinhos a Guilherme Pinto (objectivo difícil de atingir, atendendo ao apoio que o actual presidente da Câmara parece ter de parte significativa da população), pediu ontem maioria absoluta, mediante o apoio de todos os presidentes de junta eleitos pelo PS – como se fossem eles os eleitores, num raciocínio abjecto, de política baixa, na linha daquilo que por estes dias justamente se combate, por não mais ser possível tolerar-se em Portugal as máquinas partidárias de fazer corruptos e mais subdesenvolvimento para as populações.

[actualizado às 18h00]

EB 2,3 Professor Óscar Lopes: Carta Aberta subscrita por docentes e não docentes, após os incidentes ocorridos a 30 de Janeiro de 2013

Morreu um de nós: um daqueles que zelava pela segurança de todos (alunos, funcionários e professores); O nosso elo mais forte, em pleno exercício das suas funções.

Para evitar que um aluno maltratasse um colega fazendo perigar a sua vida, durante a aula, mesmo perante a pronta ação do professor e de um funcionário, foi pedida a intervenção dos vigilantes da escola, para que fosse conduzido à Direção Executiva para que esta acionasse os técnicos da Escola Segura.

Desde o início do comportamento, de extrema violência, materiais foram destruídos, funcionários e docentes ameaçados de morte verbalmente e agredidos fisicamente. [Read more…]

Projectar Matosinhos mas pouco

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© antonioparada.com | O que pensará Carrilho sobre os planos de António Parada para a Cultura?

Quem é António Parada (na foto ao lado de Manuel Maria Carrilho)? Um jota S matosinhense, nascido entre os pescadores, ali à beira do mar, o que só lhe fica bem (a proximidade com o mar e as suas gentes, quero dizer). Frase-lema para as Autárquicas 2013: Proje[c]tar Matosinhos. Projectar lá para fora. Turismo portanto. Mas também equipamento para o Desporto. Para tirar as crianças da rua, disse. As mesmas que mandaria para o mercado de trabalho em caso de falta de aproveitamento na escola, decerto.

Quanto à Cultura, um projecto central parece animá-lo: abrir o Cine-teatro Constantino Nery às colectividades da região, as quais, defende, também deviam ter direito a pisar aquele palco por onde só andam “as elites”, como lhes chama. Ou seja, destruir um dos melhores projectos culturais do Norte para lá fazer cultura popular, que é o que faz mais falta ao povo, como toda a gente sabe, e nem tanto um programa sustentado de criação de públicos para a Arte – que colectividades haverá sempre, haja ou não teatros de arte e museus ali ao lado.

“Os erros dos políticos muitas vezes têm consequências dramáticas na vida dos cidadãos”, afirmou há dias. Outras vezes, têm consequências na vida dos próprios políticos, o que ainda assim é bastante menos grave.

Fico a pensar que o PS anda realmente em baixo e que fariam melhor os socialistas se começassem a preparar os seus dirigentes locais no sentido de um combate político que fosse de facto alternativo ao do PSD.  E que fosse de Esquerda, já agora (isso é que era!) E já que estamos no domínio do sonho: que fosse capaz de compreender o verdadeiro alcance de um programa sério para a Cultura numa região subdesenvolvida. Mas lá está: quem tem o entendimento que tem António Parada da Educação não pode entender isto.

Um auto-retrato de António Parada, com programa eleitoral completo para Matosinhos, aqui.

A privacidade de António Parada

Até ontem desconhecia a existência de um tal de António Parada, líder do PS de Matosinhos e candidato à sua Câmara. Ao deparar-me com esta pérola de imbecilidade pedagógica e inutilidade cidadã no Facebook não resisti a adoptá-la, e aqui foi publicado ontem pelo Fernando Nabais:

Hoje recebemos uma notificação do Youtube nestes termos:

Caro Blogue Aventar, Serve o presente para o notificar de que recebemos uma reclamação por violação de privacidade relacionada com o seu conteúdo: [Read more…]

Parada com resposta…

Augusto Santos Silva, na sua página do facebook, sobre o já famoso caso “Parada” escreveu isto:

O caso da protocandidatura do PS à Câmara Municipal de Matosinhos é muito triste:
1. Desde logo, a Federação Distrital do Porto e a Direção Nacional do PS deixaram criar um problema onde ele não existia: o Presidente da Câmara em funções, Guilherme Pinto, é um socialista distinto, fez um bom trabalho, está apenas no segundo mandato e pode e quer recandidatar-se. Não se percebe que, nestas condições, o partido aceite mudar de candidato, apenas porque mudou a direção e a vontade da concelhia.
2. Depois, declarações como as que aqui em baixo se reproduzem, do atual presidente da concelhia e protocandidato à Câmara, não são infelizmente a exceção, mas sim a regra do que o dito pensa e diz.
3. Os partidos não são agregados de estruturas locais. São instituições com princípios, ideias e programas próprios. Os partidos não são siglas emprestadas a grupos de interesses ou a comunidades de afetos, por mais legítimos que sejam esses interesses ou por mais compreensíveis que sejam as emoções.
4. Nos termos que se anunciam, a candidatura do PS à Câmara de Matosinhos envergonhará o PS.
5. E, depois, é muito triste ver como os partidos tratam as localidades como se fossem seus feudos. Não é verdade. E, mais cedo ou mais tarde, os eleitores encarregam-se de mostrar aos partidos que são mais do que carneirinhos obedientes e acéfalos.

 

Clap, clap, clap!

Parada e resposta

António Parada, presidente da Concelhia do PS de Matosinhos, terá afirmado, num encontro com militantes do partido, que deve abrir-se o mercado de trabalho às crianças que não obtiverem aproveitamento na escola, a partir dos 14 anos. O mesmo António Parada já tinha, aliás, conseguido resolver o problema do desemprego: bastaria levar as gasolineiras a contratar pessoas para meter combustível nos automóveis.

A relação dos políticos com o insucesso escolar é feita de dislates vários, especialmente nos últimos sete anos, o que é natural, se tivermos em conta que, a partir de Sócrates, a Educação passou a ser, declaradamente, um assunto sem importância, um território de mentiras, uma parcela do orçamento a abater.

O PS socrático procurou esconder o insucesso escolar com o cultivo do facilitismo e a divulgação de estatísticas enganadoras, tudo temperado com o marketing da Parque Escolar e da distribuição de Magalhães. O actual governo envereda por um caminho semelhante, vendo no ensino profissional/dual/vocacional uma outra maneira de disfarçar esse mesmo insucesso, obrigando, de modo velado, as crianças com dificuldades escolares a enveredar por um percurso profissionalizante, fingindo que está a criar cidadãos, quando, na realidade, está a fabricar proletários. [Read more…]

Surpresa?

Apenas por acontecer só agora.

Anémona

Tera – Agrupamentos no Grande Porto II

O Aventar, depois da cidade do Porto, de Gaia e de Gondomar, revela o que está em cima da mesa para Matosinhos e para a Maia:

Matosinhos: [Read more…]

Aventar: expor ao vento

Passei por ela algumas vezes. Não lhe achei muita piada.

Os meus amigos aventadores marcaram ali ao lado o almoço de aniversário do nosso blogue. Será a primeira vez que estarei com eles pessoalmente (estou entusiasmada).

No passado domingo, a escultura She Moves (Matosinhos) ou a «anémona» da norte-americana Janet Echelman, foi notícia no Público. É que vai ser objecto de uma nova reparação. Um rasgão “terá sido provocado por actos de vandalismo“.

Recortei o pedaço da folha de jornal que lhe dizia respeito. Gosto da última frase da notícia: movimenta-se ao sabor do vento e é uma das obras de arte pública mais emblemáticas da região. Movimenta-se ao sabor do vento!

Aventar e She Moves combinam tão bem: vivem e vão ao sabor do vento. Os meus amigos que criaram o Aventar há 3 anos, escolherem um termo curioso, rico em significados: expor ao vento, ventilar, arejar, mas também segurar pelas ventas, aproximar-se pouco a pouco e chegar. 

A pouco e pouco esse almoço vai chegar e realizar-se-à perto da anémona que, graças ao Aventar, adquiriu uma nova beleza e importância para mim.

(She Moves, escultura de Janet Echelman)

Em Matosinhos houve greve na Assembleia Municipal

Entretanto, enquanto se discutiam todas as matérias que, na minha humilde opinião, merecem alguma atenção, e não digo toda, vá, para não ser muito exigente, havia gente com outros afazeres.

O vereador Guilherme Aguiar, eleito pelo PSD e cooptado pelo PS, estava com a cabeça em água enquanto procurava a carta que lhe faltava para completar o jogo de Solitário no seu moderno Ipad.

Um tal de blog

Fotografia em Exposição em Matosinhos II

No A Cup Of Tea

Fotografia em Exposição em Matosinhos

No A Cup Of Tea

A Câmara Municipal do Porto vai abrir as cantinas escolares durante as férias. A Câmara Municipal de Matosinhos não.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, devido à crise que actualmente o país atravessa, vai passar a oferecer quatro refeições por dia aos alunos mais necessitados – pequeno-almoço, almoço, lanche e uma espécie de antecipação do jantar.
A Câmara Municipal do Porto vai abrir as cantinas escolares durante as férias de Natal para que os alunos mais necessitados tenham pelo menos uma refeição quente – o almoço – durante o dia.
A Câmara Municipal de Matosinhos vai comprar o Estádio do Leixões e do Leça para oferecê-los às respectivas colectividades.

Cara-de-pau

Apesar de ter tentado encarar o discurso do Primeiro-Ministro, ontem em Matosinhos, com algum espírito, o certo é que o seu conteúdo evidencia uma enorme “lata”, pelo que não há temperança que resista.

Ao cabo de 5 anos e meio a chefiar dois governos que nos conduziram a uma situação que além de desgraçada parece  ser a curto prazo completamente insustentável, vem falar de responsabilidade. É preciso desplante. Sabe “Senhor Engenheiro”:

– Verdadeira responsabilidade é assumir a incompetência de um governo que conseguiu aumentar, monumentalmente, a despesa pública, agravar, substancialmente, o défice das contas públicas, empolar, avassaladoramente, a dívida externa, colocar o índice de desemprego em níveis calamitosos, transformar a nossa justiça numa caricatura, permitir ao nosso sistema de saúde ter resultados muito, mas mesmo muito abaixo do que custa e gasta, ter um ensino público que além de inadequado e pouco produtivo, transmite uma enorme sensação de insegurança a quem a ele tem de recorrer, etc., etc., etc..

– Verdadeira responsabilidade é não atirar areia para os olhos dos eleitores e falar de Portugal como se fosse um oásis e um paraíso quando os Portugueses sofrem na pele todos os dias essa mentira.

– Verdadeira responsabilidade é não apregoar um estado social que não existe. Verdadeira responsabilidade é não culpar os outros pelo seu provável fim, o que irá acontecer devido à sua própria inépcia. Verdadeira responsabilidade é não enganar as pessoas e agitar-lhes o fantasma que os outros querem acabar com esse estado social quando a única coisa que pretendem fazer é permitir-lhe a sobrevivência e de uma forma que realmente seja justa.

– Verdadeira responsabilidade é assumir que se foi e é incompetente e demitir-se para que outros, bem mais válidos, possam conduzir os destinos do nosso País e encetar o caminho da recuperação e do desenvolvimento.

Sabe, verdadeira responsabilidade seria perceber que, neste momento, o “Senhor Engenheiro” não faz parte da solução, mas sim do problema. Mais, o “Senhor Engenheiro” é o problema!