Deve estar lembrado(a) do gigantesco buraco que se abriu na Cidade de Guatemala há quase dois anos. As àguas diluviais que acompanharam a tempestade tropical abriram aquele buraco descomunal no centro da capital daquele país. As dimensões, 60 metros de profundidade e 21,54 diâmetro, foram suficientes para engolir edifícios.
Mas há outros buracos… Aqueles que engolem serem humanos, aqueles onde por vezes caímos e são abertos por maus políticos, más políticas, má gestão, o que vai dar ao mesmo… (lembro-me da vaga de suicídios na France Telecom há dois anos).
Na quarta-feira passada, um senhor grego de 77 anos suicidou-se com um tiro em frente ao Parlamento. Descobriu-se uma carta deste homem onde acusa o Governo de, “com tantos cortes, ter praticamente reduzido a zero a sua reforma”. O número de suicídios tem aumentado na Grécia à “medida que têm sido impostas as medidas de austeridade” (Expresso, 6 de abril).
Esta notícia, classificada naquele jornal como «Breve» e que passa despercebida, devia encher os olhos aos nossos políticos que não pôem termo a tanta austeridade. Devia ser notícia de primeira página!
É alarmante e deveras preocupante.
«- Vão fazer alguma coisa para evitar este tipo de situação?» – pode perguntar-se.
Os nossos políticos não acreditam que o mesmo venha a suceder em Portugal…







E eles (os politicos) ralados…
Quanto mais reformados se suicidarem menos reformas eles pagam.
Riam-se, riam-se, quando levarem com um balázio nos cornos já choram.