O que sobra


Nunca um Governo permitiu como este permitiu o seu próprio escrutínio.

Nunca um Governo tentou ser tão transparente nas suas medidas e acções.

Nunca um Governo recrutou os seus Membros com base em critérios de competência e mérito tão restritos.

Nunca um Governo teve tão poucos filiados e militantes nas suas fileiras.

Nunca um Governo se marimbou tanto para os desejos e ambições do seu próprio aparelho partidário.

Nunca.

Mas isso não chega. E também acho que não deve chegar. A transparência deve e tem de ir mais longe. Como também não pode chegar a existência de lacunas evidentes na comunicação, nomeadamente, no que diz respeito à explicação da necessidade urgente e premente de algumas medidas e à inevitabilidade do exercício governamental não coincidir com o eleitoralmente prometido. É verdade. Mas este Governo não foi eleito para comunicar. Foi eleito para governar. Nem os seus Membros foram escolhidos pelas suas capacidades de “spin”.

E governa num período em que ninguém gostaria de governar. Em que as medidas que têm de ser tomadas são, maioritariamente, antipáticas. Porque não há alternativa. Porque a situação do País era catastrófica e continua a ser dramática.

Mas para uma oposição, aritmeticamente, muito mais visível que real, qualquer coisa chega para disfarçar a impossibilidade de contribuírem para o desenvolvimento nacional. Uns porque tentam esconder e fazer esquecer o seu passado recente e as suas, quase exclusivas, responsabilidades no descalabro do País, ao mesmo tempo que censuram o que, como muito bem sabem, está a ser correctamente feito, unicamente para, de uma forma leviana, agradar ao eleitorado. A isto tudo juntam a necessidade de sobreviver num pântano infestado de serpentes venenosas. Os outros porque, pura e simplesmente, não contam para o campeonato. Não quiseram, não querem e não quererão nunca ser parte da solução. Porque, sabem bem, o que prometem e o que propõem não é, minimamente, exequível. Se alguma vez conseguissem, obviamente contra as suas próprias vontades, fazer parte da actividade governativa, um quarto dos seus planos bastariam para nos enterrar num buraco, ainda, mais fundo do que aquele onde há pouco tempo nos colocaram. E neste pressuposto, satisfazem-se a recitar velhas máximas desactualizadas e desajustadas num enredo que ultrapassa o mais elementar populismo.

E então sobra o quê?

Sobra uma contestação muito mais emocional que racional.

Uma contestação que se define por uma greve sem sentido, perversa, inútil e danosa, cujos resultados desejados estavam assegurados antes de se ter realizado. Uma greve que se limitou a, cobardemente, tentar angariar as simpatias de quem sofre através não dos seus propósitos, mas através dos seus processos. Uma greve que se arrogou uma moralidade que a simples lucidez revelaria como inexistente.

Uma contestação que se configura num detalhe transformado em facto capital devido a uma evidente e clara intriga de alguns meios de comunicação social em obediência à sua própria agenda que nada tem a ver com o interesse nacional. E esta trama atinge as proporções que atinge porque as pessoas, legitimamente, cansadas e fartas de amargar dirigem toda a sua impaciência para um só alvo que, de repente, ficou mesmo ali à mão de semear. A isto juntem-se as tradicionais invejas e ressabiamentos, bem como, a sempiterna visão a preto e branco, e o resultado é um ruído avassalador por algo que, simplesmente, não é relevante. É só uma licenciatura. Obviamente dispensável, provavelmente injustificada, mas completamente legal e nunca utilizada ou propagandeada.

Antigamente era os Governos que recorriam, em alturas de dificuldade, aos “panem et circenses”. Nesta altura em Portugal, é a oposição que recorre não aos “panem” porque não tem qualquer forma nem interesse em prometê-los, mas apenas aos “circenses”.

E esta certeza atinge o seu ponto mais alto nas declarações de uma asquerosa figura produzidas ao abrigo de um cargo eclesiástico e da presunção de uma eventual indulgência proporcionada pelo facto da sua crença ser, neste País, maioritária. O que aquela boca dejectou foram simples insultos, transformados em escarro pela total e natural ausência de qualquer facto que os possa fundamentar. E por isso, bispo ou não, não deveria ficar impune.

Comments

  1. Amadeu says:

    Hehehe. Haa grande Dom Januário !!!! A verdade das suas declarações mede-se pelo ódio que provoca em personagens como este qualquer coisinha Osório

  2. Ainda penso says:

    O seu post, nem merece comentários. Só escrevo estas linhas porque faço questão de ler o que o aventar publica, independentemente de concordar ou não e para realmente afirmar que neste caso perdi completamente o meu tempo.
    Que monte de absurdos.

    • José Pinto says:

      Compreende-se a sua inutilidade dos asnos que não querem comentar, mas comentam, não querem perder tempo, mas perdem. Ainda dizem que pensam, não pense é muito porque já começou a sair fumo.

      • Ainda penso says:

        Asnos não, porque que eu saiba até hoje, o Sr. ainda não comeu na mesma “manjedoura” que eu, até porque na minha “quinta” não entram lá determinados animais. E desta vez valeu a pena perder o meu tempo a responder-lhe já que se atreveu a classificar-me como se me conhecesse de algum lado. Quando responder a alguém faça-o com o respeito que qualquer ser humano merece, porque ninguém é mais que ninguém, nem o sr. conhece ou sabe quais as competências de quem está do outro lado, para além de que o posso informar que sou licenciada e não foi por equivalências como alguns dos srs. que defende. Talvez por isso consiga ter consciência critica e inteligência que baste para pensar pela minha cabeça, que por sinal não tem nenhuma chaminé, não apresentando o défice cultural, de dignidade e de respeito que o Sr. apresenta por si e pelo povo português.

  3. ATENÇÃO: Calor em excesso pode provocar alucinações!…
    Foi esquecido um “nunca”… Nunca um governo se distanciou tanto das promessas eleitorais como este. Em tão pouco tempo…
    Ou ainda outro… Nunca um líder partidário mentiu tão descaradamente… (estou a recordar as imagens “históricas” do passeio pela feira em que o candidato à sucessão andou a enganar criancinhas com aquele ar de arruaceiro de baixo nível vestido de pose e ego eloquente…). Estava-se mesmo a ver: “muita parra, pouca uva!”…

    • José Pinto says:

      A mim seis anos de corruptos, como os que tivemos com os governos Sócrates, Paulo Campos, Pinho e o Lino, e mais uns quantos não causaram alucinações, causaram um verdadeiro pesadelo e real, que nos está e vai custar durante anos a pagar. Os portugueses começam a ver as diferenças, este governo trocou os PEC socraticos quinzenais por avaliações positivas da Troika. Afinal era, como está a ser possivel, os socialistas é que não davam para mais.

  4. eyelash says:

    Há uma coisa que aprendi com a vida: não tentar convencer um apaixonado.
    Carlos Osório só pode ser um apaixonado. Tudo é tão perfeito, o futuro é tão belo, só falta mesmo negar o objeto! Mas não negando o objeto negam-se as ações. É capaz de ser o mesmo!

    • José Pinto says:

      Não conheço o Carlos, mas sei que o actual 1º Ministro não tem os mesmos habitos que o anterior. Mais uma grande diferença.

      • Fernando says:

        Por acaso até tem

        Veja como o malandro mente, mente, e mente!

        O senhor não passa de um iludido fanatizado, tal como outros, já perceberam que não conceguem dourar mais a “coisa”…

  5. O certo é que o governo anterior foi o que todos nós sabemos, um autêntico nojo, e o senhor do chapéu de bico chamou-lhes “anjos”! Ora convenhamos que, se os outros eram anjos, estes teriam que estar pelo menos ao mesmo nível! Porquê a despromoção ? Será que os outros faziam favores que estes ainda não fizeram?

    Eu, sinceramente, não vejo qualquer diferença entre uns e outros. E para dizer a verdade, tanto a uns como a outros lhes assenta que nem luva o nome de “diabinhos corruptos”, incluído o senhor do chapéu de bico!

  6. Eurocéptico says:

    Porque leio tudo do Aventar, também li esta encomenda, escrita não sei a troco de quê, mas pelo que vejo o autor não deve ir ao mato sem corda. Mas tem razão numa coisa. As oposições também se estão nas tintas. Isto está mesmo entregue à bicharada. Por isso mesmo é que alguns bichos vão abichando o que podem aproveitar. Favores com favores se pagam e de facto não há almoços grátis.

  7. maria celeste ramos says:

    Nunca um governo foi tâo Não-GOVERNO- munca tão problema que até diz ser não-problema – comparar com os estupores anteriores também não, porque o que este destróis ainda vinha de trás e agora não fica nada – este rapou o tacho – e se até dizem mal de Mariano Gago é melhor pensar em como tanto cientista português é premiado “lá fora” e tantos técnicos encontram abrigo onde quizeram – se há comentadores em cegueira sei que a merda não se compapa com merda mas há alguma merda que se limpa – esta NÂO

    • José Pinto says:

      A merda, limparam os portugueses a cerca de um ano atrás. Pena foi os portugueses só terem limpo a merda que nos governou, esquecendo-se de limpar a merda que os apoiou.

  8. Bruno Leal says:

    Isto é comédia, certo?!

  9. Isabel says:

    Para tipos com este só há uma resposta:” Vai-te catar meu!#

  10. nightwishpt says:

    Começando a ler o post, só me passava pela cabeça que seria sarcasmo. Mas não, o Sr Osório é mesmo a sério e acha esta canalha respeitável e responsável, que quer resolver os problemas dos portugueses… desculpem, não consigo continuar de tanto me rir.
    A síndrome de estocolmo ainda bate forte, acho que isto só lá vai depois do próximo salazar (quando o guilhotinarem e ao resto das “elites”).

  11. Em relação aos pressupostos no principio do artigo só um comentário: LOL Depois, vamos lá a ver, assim que o Sócrates perdeu a maioria absoluta a oposição uniu-se em peso para aprovar no parlamento leis que diminuíam a receita ou aumentavam a despesa. Não havia “interesse nacional” que comovesse o PSD e o CDS. Em relação á reforma da saúde de Correia de Campos o PSD e o CDS apoiaram todas as manifestações das populações que clamavam contra o encerramento de centros de saúde e maternidades. Eram o bebés que nasciam nas ambulâncias todos os dias. Em relação à avaliação dos professores o PSD esteve com a classe contra Maria de Lurdes Rodrigues. Porque antes havia alternativas e agora é que deixou de haver. O Sócrates cortava na despesa o PDS era contra, exigia a manutenção dos benefícios fiscais para a classe média. O Sócrates aumentava os impostos o CDS era contra. O Magalhães era uma fraude mas entretanto este governo já assinou um contrato com o abominável Chavez para vender mais uns milhares desses computadores á Venezuela. A diplomacia económica do Sócrates era má, o Eduardo dos Santo e o o Khadafi e tal mas agora já vendemos empresas do Estado á China e ao Emirados Árabes ou o diabo. E as exportações crescem mas é obra do divino que o Sócrates não teve nada com isso. O Sócrates era licenciado ao domingo e o relvas nem o bacharelato fez ao contrário de Sócrates que estudou em Coimbra no ISEC e segundo ouvi a quem com ele estudou era dos melhores alunos. O Sócrates era corrupto mas o Caso freeport acabou agora depois de seis anos com resultados 0. O PS tinha boys agora nem se fala. CGD. REN, Águas de Portugal e milhentas páginas do diário da república a nomear assessores com dto a subsídio de férias e de Natal. E para terminar, se o D. Januário é um FDP porque defende Sócrates e ataca estes meliantes então tu és um FDP trinta vezes maior por não seres capaz de criticar agora nos teus o que antes abominas-te nos outros. Cobarde!

    • Não! Esperem lá! Não querem lá ver que o “filósofo” é mesmo um anjo e nós andámos todos cegos?

      • Eurocéptico says:

        Andámos??? Andas!!!

      • Não era um anjo de certeza. Que esses não chegam a 1º ministros, nem em Portugal nem em parte alguma. Mas se têm os olhos tão abertos para ver os males de Sócrates, não entendo a cegueira arrogante que agora exibem perante falhas tão ou mais graves deste governo. Só por partidarite ou interesse pessoal. E não admito que insultem quem defende Sócrates ou pelo menos coloca em perspectiva a sua actuação como fez o D. Januário, só porque pensa de forma diferente. Esses tempos já lá vão! E por mim não voltam! Além disso defender os pobres é a razão de existir da Igreja, por muito que custe aos beatos de pacotilha que acham que só serve para ditar as regras dos bons costumes e justificar a pobreza com a inevitável Cruz. E este governo só defende os empresários, ou alguns empresários muito ricos. Se não gostam da Igreja, ou não gostam do homem, habituem-se. Apesar dos vossos esforços ainda há quem use o cérebro para pensar e dizer o que pensa. Para quem anda ao serviço de outros “deuses” o cérebro pelos vistos só serve para contorcionismo intelectual e para repetir os argumentos simplistas e hipócritas do pensamento dominante.

    • Concordo completamente! Convém recordar que a “estratégia” Passos era precisamente acabar com as “austeridades socratianas”… E ter presente que parte do “ódio” público contra o Sócrates (por vezes irracional e sem fundamentação objectiva) provém do muito “veneno” que estes senhores lhe destilaram na cabeça. Não estou a dizer que ele se portou bem, mas compreendo perfeitamente a comparação do bispo… E quanto mais tempo passa mais sentido faz…

  12. palavrossavrvs says:

    Bravo, Carlos. Inteiramente de acordo.

  13. MAGRIÇO says:

    Tenho de dar a mão à palmatória: fui enganado no anterior texto do autor! Aquilo que eu pensava ser uma ironia, era, afinal, uma manifestação de rancor contra alguém que tinha ousado criticar um governo que, pelos vistos, merece, da sua parte, a mais solidária compreensão. Só por sectarismo cego se pode afirmar que quem se manifesta contra a espoliação de parte do seu salário, contra o facto de não conseguir vender o único bem transacionável que possui, o seu trabalho – porque meia dúzia de criançolas irresponsáveis, num momento de capricho, resolveram travestirem-se de estadistas (eles que, muito provavelmente, nem a sua própria casa conseguem governar) para levar o país à ruina e à miséria generalizada – só o faz levado pela emoção e sem razão fundamentada. E não hesita mesmo em recorrer a teorias da conspiração na sua cruzada em defesa de um executivo que qualquer português que coloque o patriotismo acima das suas convicções ideológicas não pode deixar de condenar. Claro que se lhe reconhece o direito de defender as suas convicções, mas não tem o direito de insultar quem passa por tremendas dificuldades de sobrevivência devido a políticas desastrosas e à mais completa indiferença social por parte de quem tem o dever de defender os seus cidadãos, mas que manifestamente está muito mais vocacionado para agradar às instituições financeiras.

  14. Tiago says:

    Boa Osorio! Tocar no fundo da verdade não só gera choques eléctricos nesta geração de esquerda como em directores criativos ou fazedores de discursos de uma igreja católica que não pode rever-se em ataques tão descobertos de substância.

    • Amadeu says:

      Quem apanhou uns valentes escarros elétricos foi o qualquer cosinha Osório com as declarações do Januário.

    • “geração de esquerda”… Qual geração de esquerda qual carapuça! — A questão deste governo pouco tem a ver com posicionamento ideológico. Diz sobretudo respeito a competência e carácter. Ou acha que é preciso ser de esquerda para constatar a estreiteza de vistas destes “governantes”? É preciso ser de esquerda para ver que são incapazes de resolver “o problema” sem atropelar as pessoas?! É que um país é feito de gente. É ela que elege e é para ela que o Estado existe… Senão veja-se: reformas estruturais, nada de jeito. Melhoria das exportações, uma falácia: o crescimento mais notório começou antes. Redução da despesa, é o que se vê!… — Eles esqueceram-se porventura que um Estado não é o mesmo que uma empresa? Esqueceram-se que quando se corta num lado, cresce do outro (como o “cobertor”)… Portanto aquilo que começa a ser preciso é BERRAR para que se entenda bem: livrem-nos desta cambada de aldrabões incompetentes, com carácter de alforreca! A lucidez e bom senso ainda não são património de esquerda ou direita…

  15. Eurocéptico says:

    Assim não vamos lá. Se os outros foram maus, e disso ninguém duvida, estes são bem piores. E se têm dúvidas venham para a rua, para os mercados e para as feiras como o PP tanto gostava ele que agora só anda pela estranja, e ouçam o povo que está a passar fome, a deixar de ir ao médico e muito menos à farmácia. Tenham vergonha. Não ofendam mais quem está a passar o que certa gente nem imagina. Tenham vergonha, calem-se.

  16. José Pinto says:

    Todos temos um inalienável direito à palermice. Mas há quem a assuma como um verdadeiro dever e a pratique sempre que pode. Nesta matéria, D. Januário Torgal Ferreira tem sido de uma devoção exemplar.

    • Amadeu says:

      “Todos temos um inalienável direito à palermice.” Aprendeste por introspeção ? Grande cromo.

  17. João says:

    Por mais que este texto possa parecer de um cómico, não é, é de um suposto advogado (http://blogs.sapo.pt/userinfo.bml?user=garcezosorio) que apesar de advogado não se coibiu de ofender um bispo escrevendo isto: “O que aquela boca dejectou”
    Para este Sr. os bons bispos são os que esteviram ao seu lado na sua cruzada por continuar a poderem mandar mulheres para a prisão pelo facto de, infelizmente terem de recorrer ao aborto em vãos de escada. http://porumadiscussaoseria.blogspot.pt
    Assim é quem não dejecta da boa mas sim do cérebro.

    • MAGRIÇO says:

      Obrigado João! Fiquei esclarecido sobre o que faz correr o autor do texto: sendo advogado, deve fazer parte dos privilegiados que defendem os seus interesses privados nas cadeiras do parlamento enquanto pagos por todos nós.

  18. Ricardo SOARES says:

    Continuam uns e outros a debaterem qual bando de corruptos e ladrões que nos trouxeram até a situação em que nos encontramos é melhor do que o outro.
    Pois eu que não nutro simpatia por nenhum destes fascínoras o que tenho a dizer quanto a este governo é que é porreiro e conjuntamente com o presidente da republica conseguiram pôr o povo português na miséria.
    Eram contra todas as medidas que o anterior governo tomava para reduzir nas despesas, tais como fechar escolas, maternidades, impedir a progressão das carreiras dos professores, fecho de tribunais, etc. etc.
    Ganharam as eleições com base em mentiras, facilmente discerníveis no video “Passos the best”
    Agora ao fim dum ano, vemos os resultados de todas as medidas que rejeitavam do governo anterior, foram implementadas com uma intensidade várias vezes superior. E como o próprio declarou (PC) não pode alegar que não sabia como estava a situação do país uma vez que tinha bastante informação do Presidente e do ex PM. Graças à queda do anterior governo os juros começaram a cair, o rating da nação e dos bancos desceram para nível do lixo, e o país teve necessidade de recorrer ao crédito internacional, no qual, só pelo trabalho da Troika nos levaram a módica quantia de várias centenas de milhões de Euros, e acrescente-se a isso os juros astronómicos e os gastos em eleições etc. etc.
    E não venham com a conversa do Teixeira dos Santos que não havia dinheiro, pois isso foi depois de que os mercados atacaram com força quando viram que haviam uns predadores que queriam chegar com urgência ao pote.
    E foi o que ganhamos com este governo.
    Entretanto a conversa tem sido (Relvas) que nos tinhamos distanciado da Grécia pois o povo português não é o grego.
    Eu a isso acrescento não somos como eles mas os nossos politícos são iguais ou piores do que os politícos gregos.
    Quanto à investigação dos submarinos em que alguns se forraram com vários milhões, não anda para a frente, não há quem traduza o alemão, e por isso há que esperar que a coisa caia no esquecimento.
    Houve um senhor que veio para a comunicação social dizer que tinha ocultado as contas ao tribunal de contas ( J. Jardim)coisa que num país civilizado daria logo suspensão de mandato e julgamento de seguida, mas aqui pasmen-se, nada acontece e ainda se se lhe permite que se candidate de novo a eleições.
    Só numa republica das bananas, e ainda me lembro quando o Teixeira dos Santos disse que tinha que se reduzir as maquias de dinheiro que se enviava para as máfias da Madeira e todos os partidos inclusive o PSD diziam que não podia ser, aí o país tinha verbas para tudo. Santa hipocresia.
    E isto para não falar no regozijo que houve no PSD nacional pela vitória do individuo que levou a Madeira à falência tal e como acusavam o Sócrates, Pura hipocresia. Que eu saiba nos açores são socialistas que governam e as contas estão em ordem, o que explica bem que isto não é questão de socialistas ou direitistas, mas sim uma questão de honestidade e etica, coisa que nestas organizações criminosas que nos governaram até aqui não existe. (BPN, PPP ETC. ETC.
    Para terminar lembro-me do debate pre-eleitoral entre o Passos e o Portas um dizer que propunha o corte dos deputados para 50% e o outro para 1/3, ouviram alguma coisa a respeito disso, depois das eleições.
    Ouvem sim que o primeiro ministro diz que temos que empobrecer e os ordenados baixar, como de facto vem acontecendo, mas as secretárias e motorisatas e outros que entram para o governo, são pagos a peso de ouro, o exemplo poderia começar por aí, e fora os taxos que têm arranjado para certos tubarões cujo apetite não tem fim.
    Falar de “Dr” Relvas daria um capitulo à parte, mas como falar de certos personagens da nauseas, vou ficar por aqui.
    Gostaria de dar bom uso aos submarinos que neste momento devem estar parados por falta de verbas, deixo à imaginação de cada um o que se poderia fazer com eles e os nossos politícos.

  19. almari says:

    “Nunca um Governo tentou ser tão transparente nas suas medidas e acções.
    Nunca um Governo recrutou os seus Membros com base em critérios de competência e mérito tão restritos.
    Nunca um Governo teve tão poucos filiados e militantes nas suas fileiras.
    Nunca um Governo se marimbou tanto para os desejos e ambições do seu próprio aparelho partidário.”…

    Quem escreve assim?
    Desculpe, mas por acaso é cego e surdo?
    É que basta ver ou ouvir qualquer noticiáriozito para ver e ouvir falar daquele que nomeou a filha, o genro e o patrão do PSD de Portimão para o hospital… “Que de transparência!”
    E o Relvas? Recrutado com base em critérios de competência e mérito?
    Valerá a pena continuar?
    O maior cego é aquele que não quer ver.

  20. Clap, clap, clap, clap, clap! Faço questão desta ovação porque acabo de consolidar, mais uma vez, a minha opinião de que este povinho é uma verdadeira companhia de circo em pleno exercício no trapézio!

    – Quando alguém pensa diferente, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém emite uma opinião pessoal, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém defende alguém, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém ataca alguém, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém é a favor do governo, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém é contra o governo, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém está com a maioria, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém está com a minoria, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém é de direita, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém é de esquerda, saltam-lhe em cima!

    Se em pequena escala, como aqui no Aventar, (cantinho, aliás,que se me tornou assaz simpático e agradável!), se exaltam os ânimos com tanta facilidade, se a acção é pura reacção e não construção, como haveríamos de ter paz nos países, paz no mundo? Afinal, temos os líderes que merecemos!

    Se meia dúzia de comentadores, por dá cá aquela palha, enceta uma guerra verbal onde fervem à flor da pele ódios de estimação, embirrações recém-adquiridas, antipatias infundadas, etc., se desta forma se fomenta a violência (sim, porque a violência verbal é violência!), como se há-de evoluir, desenvolver, construir? Afinal, a grande maioria não está interessada em resolver problemas, mas sim em fazer valer opiniões!

  21. Mas não é assim que tudo evolui, evoluiu? Se ninguém comentasse o texto, os comentários ao texto, para que serviria o nosso Aventar? O dia-a-dia das palavras é assim:

    “- Quando alguém pensa diferente, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém emite uma opinião pessoal, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém defende alguém, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém ataca alguém, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém é a favor do governo, saltam-lhe em cima!
    – Quando alguém é contra o governo, saltam-lhe em cima!”

    Até este seu pequeníssimo comentário não me parece neutro:

    “Não! Esperem lá! Não querem lá ver que o “filósofo” é mesmo um anjo e nós andámos todos cegos?”

    A Isabel aqui não está a “saltar em cima” de alguém?
    Ser neutro é ser conformado, é não existir.

    • 🙂
      Caro Antoniloureço, se reparar bem, no meu texto uso o pronome “nós”! Não me ponho de fora, sou imperfeita, parcial, ignorante… E o nosso Aventar tem-me ensinado muito. Muito mesmo! Tenho descoberto pessoas fascinantes, tenho conhecido opiniões brilhantes, tenho tido desilusões dolorosas, mas, sobretudo, tenho descoberto em mim muitos defeitos que me esforço por sanar…

      A lenga-lenga do “saltam-lhe em cima” sinto-a na própria carne. Nem imagina as vezes que me caem em cima! E porque às vezes dói, sou levada a reformular-me, a compreender-me melhor e, por conseguinte, a compreender melhor os outros…

      Mas não me ponho de fora…isso seria uma refinada estupidez!

      P.S. – Senti, no seu comentário, suave benevolência, branda bonomia. Obrigada!

      • Este artigo do Carlos Garcez Osório, a avaliar pelos comentários inflamados, está a colher créditos que na minha modesta opinião vão muito além da sua importância. Declaro que estou de acordo com quem reconhece que este Governo é tão transparente como um espelho opaco; que o critério para a composição dos seus membros se orientou por princípios de conveniência empresarial como tem vindo a demostrar nas privatizações. E é tudo o que tenho a dizer sobre o artigo.
        P.S. Cara Isabel G, sou eu que lhe agradeço…e sem palavras á altura, o modo complacente como aceitou a minha apreciação ao seu texto, cabendo-me a mim pedir desculpa por não ter reparado no pronome que faz toda a diferença.
        Também aprecio muito aqueles textos! do palavravrsvr, que ás vezes a deixam triste(?). 🙂

  22. Conclusão: “saltar em cima” tem graça e algum mérito! Muitas vezes tem…

  23. Amadeu says:

    Não posso estar mais de acordo com o antoniolourenco.
    Aqui a Isabel C ponto é perita em saltar em cima de qualquer pessoa que salte em cima de alguém que ela gosta.
    E eu faço o mesmo.
    E andamos aqui todos a fazer o mesmo.
    Ponto.

  24. Caro LuisF, caro Amadeu, eu cá acho que gostam é de me provocar! Porque será? Curiosidade pelas respostas que eu possa dar? 😉

  25. Amadeu says:

    Cara Isabel G ponto.
    Confesso. Passei a gostar de a provocar quando me saltou para cima ( salvo seja) a defender o bulicioso do seu Adão. Fez faísca ao primeiro comentário. Foi o destino !!

  26. Sim, sim, neste caso – tal como o Amadeu -, era mesmo para a provocar, ou no mínimo para lhe provocar um sorriso. Vc tem uma certa graça quando chega a sua vez de saltar em cima…

  27. Eurocéptico says:

    Estou farto. Mas ainda faço uma pergunta ao autor do escrito e aos seus acérrimos defensores? Conhecem o Dr. Paulo Morais?
    Se não conhecem, deviam conhecer, meter a mão na consciência, se ainda a tiverem, e saírem pela borda baixa. Se conhecem, procurem os seus trabalhos, as suas dissertações sobre a porca da politica. Vá aprendam, alguma coisa com alguém que sabe.

  28. Penso que a abordagem da problemática do – saltar em cima de- versus – saltar para cima de- é uma boa problemática gerada graças ao texto do Osório.

    Saltemos, pois, uns para cima dos outros.

    Que eu salto já para cima do Osório!

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