P*-Na-Oposição e P*-No-Governo

O Joaquim queixa-se ali do bife do Seguro. Mas acontece que essas coisas do anterior governo não foi lavra do PS. Foi outro partido, o PS-No-Governo.  O Partido de Seguro é o PS-Na-Oposição, distinto do anterior e povoado de almas preocupadas com as desgraças causadas pelos anteriores governantes. Que nada têm a ver com eles, claro. Quanto ao PS propriamente dito, só existe no dia da eleição, logo se camaleando numa das outras variantes. Um pouco como o PSD-No-Governo, o PSD-Na-Oposição, o CDS-No-Governo e o CDS-Na-Oposição

Quanto aos PCP-No-Governo e BE-No-Governo, estes partidos não existem por falta de oportunidade, mas procuram lá chegar com despreocupadas promessas enquanto variantes PCP-Na-Oposição e BE-Na-Oposição. Há ainda outro partido com assento parlamentar, o PEV, mas todos sabem que é como as melancias, verde por fora e vermelho por dentro, uma sub-categoria do PCP-Na-Oposição.

Claro que estas dualidades só existem porque os eleitores votam em promessas sem reflectirem na sua exiguidade e sem, depois da eleição, pedir contas pelo incumprimento. Se o esquema de angariação de votos funciona porque hão-de os beneficiários mudar de comportamento? É preciso mudar isto, o que deve  começar com a eleição directa dos deputados sem ser pelo rebanho das listas partidárias. Votar num deputado como forma de responsabilização directa.  Outra frente, como escreve o Fernando, é ler e reflectir sobre o Movimento Revolução Branca. Duas ideias que poderão não ser muito mas é preciso começar por algum lado.

Comments

  1. Amadeu says:

    Este blog astá a melhorar.

Trackbacks


  1. […] Agora é uma boa altura para ler, ali mais abaixo, sobre a ambivalência dos partidos enquanto governo e oposição. É que os os partidos são […]

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