“Que se lixem as eleições”

Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal”, disse o nosso PM, Passos Coelho que, desenganem-se, não está doente, só está a fazer dieta para não ficar barrigudo.

Esta frase vai dar pano para mangas, ou muito me engano!

“Que se lixem as eleições”? Ah?

“O que interessa é Portugal”- sim, concordo plenamente.

E o que fazemos às eleições? (Elas já estão «lixadas» há muito….). Não vamos votar? Como foi «parar» a PM?

O que sugere como substituto às eleições? E o que melhorar no processo de escolha dos nossos representantes? Pelo vistos não está satisfeito, tal como não está o cidadão comum. Andamos preocupados com este assunto. É que não há meio de encontrarmos as pessoas certas através das eleições ?!

Fiquei confusa, sr. PM!

Comments

  1. joao says:

    Se realmente isto é verdade, qualquer dia ainda vamos ouvir um “Que se lixe a democracia”

  2. X-Tremis says:

    Não percebo a confusão da autora. Se lesse o artigo (ok, vá só o parágrafo) a que se refere, teria percebido o mesmo que eu, ou qualquer pessoa: o objetivo não é ganhar eleições, o objetivo é fazer o que deve ser feito por Portugal. E a declaração foi feita para os deputados do seu próprio partido que, como é tão natural e habitual, estão preocupados justamente com as próximas eleições. Daí até insinuar que o PM gostaria de abolir as eleições… vai um grande passo…

  3. Amadeu says:

    Sound Bite que traduzido quer dizer:
    Estou-me a borrifar para as Autarquicas.
    O que importa são as para a AR em 2015
    Até 2014 podemos dar cabo dista porra.

  4. maria celeste ramos says:

    Há pouco tempo ouvi uma senhora drª manuela ferreira leite dizer que “derse-ia para com a democracia, arrumar o país e voltar à democracia” – se a frase não era esta era prima desta O léxico do sr primeiro ministro anda a descer de qualidade – qualquer dia dirá como eu – ora gaita para isto, porque eu posso dizer o que quero embora não o deva dizer em certas circunstâncias nem no aventar porque me excedo

  5. Bzugu says:

    Será que a “asfixia democrática” está de volta… onde é que eu já ouvi isto hm

  6. Luis says:

    Não liguem!
    Este tipo também disse que “não ia ao pote”, e veja-se a privatização da EDP e a venda do BPN, disse que “acabar com o 13º mês era um disparate” e foi o que se viu, assinou com a troika um memorando para corrigir as rendas excessivas da electricidade e das PPP´s e tudo continua na mesma, que ia cortar as “gorduras” do estado é só cortou nos salários dos FP e nos pensioniostas, que ia fazer um levantamento das despesas inuteis do estado e só cortou nos governos civis pois as fundações e os Institutos continuam de boa saúde a empregar os bóis, que todos iam pagar a crise e os bancos e os especuladores continuam a pagar proporcionalmente menos impostos que uma pequena serralharia …
    Enfim … um trafulha … não liguem!

  7. Eu creio que o PM disse isso num contexto em que a opção seria salvar o país ou ganhar as eleições, preferindo, segundo ele, perdê-las em pró de Portugal. A mim soaram-me como palavras de burro que não chegam aos céus!

    Mas o problema, a meu ver, não está nisto que ele disse. E a cara Céu que me desculpe, pois vou aproveitar-me do seu post para fazer algo que há muito queria fazer: expressar uma opinião muito pessoal!

    Ora, o problema, o verdadeiro problema grave e insidioso, reside no facto de que, há quase quatro décadas, são proferidos os mesmos discursos, gritados os mesmos clamores patrióticos, feitas as mesmas vãs promessas, usados os mesmos métodos de manipulação, aplicadas as mesmas demagogias, utilizadas as mesmas engenharias financeiras (vulgo roubos). Há quase quatro décadas que os partidos são estruturados da mesma forma conveniente, que os seus representantes são escolhidos a dedo interesseiro e que são mantidos no topo da pirâmide os mesmos sem-vergonhas (a uns sucedem-se outros, se não iguais, bem piores, que a coisa no inferno também sofre evolução!), sempre o mesmo género de escumalha. Há quase quatro décadas que é jogado o mesmo jogo. Eu já o sei de cor e recuso-me a jogá-lo!

    Para esclarecer algumas gentes que me têm rotulado com determinadas cores políticas, a explicação que se segue acerca da minha recusa em jogar o jogo, servir-lhes-á também de elucidação:

    – Não tenho partido e tenho tudo contra todos os partidos porque todos os partidos, independentemente do que digam, só querem uma coisa: o poder; e quem disser o contrário ou está ainda na fase da não consciência das verdadeiras regras do jogo ou tem uma grande dose de ingenuidade, o que não deixa de ser uma virtude!

    – Não tenho ideologia política e tenho tudo contra as ideologias, porque qualquer ideologia tem em si a semente do conflito toda a vez que colide com a ideologia de outro. E a ideia que eu tenho – ideia, e não ideologia – é que cada homem, se quiser, sabe pensar por si próprio sem necessitar de se encostar parasitariamente a uma ideologia da qual, na maior parte das vezes, desconhece as implicações profundas que o colocam, cego mas inconscientemente valente, na linha da frente em defesa de algo que não engendrou!

    – Não voto porque sou contra todos os sistemas. Nenhum sistema em que uma minoria em posição superior, poderosa e ambiciosa, pastoreia uma maioria crédula e/ou ignorante, usando os bens comuns para fins restritos, poderá alguma vez funcionar. A verdadeira democracia só funcionará quando o propósito for comum, sem qualquer tipo de coacção ou ludíbrio mas com uma profunda compreensão individual, intrínseca e global, e quando os seus líderes forem apenas sérios gestores de um património comum com objectivos plena e horizontalmente comuns.

    Por tal, não acredito numa palavra sequer que venha de um político, seja ele qual for, seja de que partido for. Acredito sim, veementemente, que o posicionamento partidário individual constitui a pedra basilar da minoria dominante, pelo que qualquer luta, qualquer reivindicação, qualquer manifestação, qualquer greve feita sob a égide partidária apenas consegue dois objectivos: nutrir e manter viva e activa a máquina partidária e dissipar indignações que muito facilmente se vêem curadas com gritos de ordem e protestos. Estas formas de luta, ainda que aparentemente poderosas no seu aspecto visual e tumultuoso, são amorfas em termos de resultados; contudo, são, perigosamente, o caldo perfeito para a cultura da violência fortuita. Assim sendo, sou contra todo este tipo de luta que mobiliza em quantidade e imbeciliza em razão e discernimento.

    Como vivo em comunidade, tenho o dever de contribuir para ela; faço-o através do pagamento de impostos, (ainda que saiba que a minha contribuição vai ser vilmente roubada!) e do respeito que tento nutrir por todos os meus semelhantes. Não me abstenho, porém, de chamar ladrões e corruptos a todos os políticos e de expressar abertamente os meus agrados, os meus desagrados, as minhas opiniões. Não pratico a aceitação cega, gosto de toda a gente mesmo daquelas pessoas que penso que odeio, e vivo de uma maneira muito minha porque a mudança colectiva que quero ver no mundo começa com a mudança individual e não há maior tesouro do que conhecer-se a si mesmo!

    Em jeito de conclusão, as palavras de um político deixam-me tão indiferente e insensível como o ar parado através do qual nenhum vento soprou!

    • Pisca says:

      Como disse Platão (pelo menos é citado assim):
      – Quando deixas de votar permites ser governado por um idiota ainda maior do que tu !

      Lendo o comentário só posso concluir que tudo o vá para além da televendas já é muita ideologia para si

      • E V. Exa. que não fosse atrás do que alguém disse! É que além de não ter capacidade para pensar sozinho, e muito menos para elaborar raciocínios mais ou menos complexos, V. Exa. é ignorante e um grandessíssimo mal-educado.

        Por acaso, no meu comentário, dirigi-me a si? Será que é preciso explicar-lhe, como se tivesse quatro anos, o significado de comentar? Ou devo explicar-lhe a diferença entre comentar e insultar? Vá lá, faça um favor a si próprio e veja lá se cresce! E não me estou a referir à altura!

    • MAGRIÇO says:

      Percebo-a perfeitamente, Isabel. Mas já pensou que se, por hipótese, fosse convidada a formar governo, fossem quais fossem as opções que escolhesse elas seriam infalivelmente conotadas com um lado? Não existe forma de governo sem ideologia social e o anarquismo só seria viável com uma humanidade sem vícios, o que, se calhar, não seria sequer humanidade.

      • O anarquismo é também uma ideologia, inserindo-se portanto no âmbito das minhas exclusões. Sabe caro Magriço, no dia em que a gestão do património comum for feita de modo totalmente isento, imparcial e com o único intuito de facilitar e tornar o mais agradável possível a nossa viagem pela existência, isso quererá dizer que foram banidas todas as palavras que até aí constituíram obstáculos. E essas palavras, de entre muitas, serão: governo, partido, ideologia, não, patriotismo…

        A humanidade, a meu ver, está ainda numa fase pueril, a caminho da adolescência. Falta ainda que cresça um bom bocado para, mais madura, conseguir perceber que os objectivos, ainda que parecendo imenso, variados e dispersos, na verdade são um só. Quero eu com isto dizer que o caminho do verdadeiro desenvolvimento é um caminho de cooperação. Até compreendermos isso, vamos andar à deriva, de asneira em disparate, de irracionalidade em loucura, e vamos ter essa amarga sensação de que nos desgastamos sem contudo conseguirmos sair do mesmo lugar.

        • MAGRIÇO says:

          Como isso seria bonito, Isabel! Mas parece-me completamente utópico e nem sequer acredito que a humanidade alguma vez evolua assim tanto para ter tão nobre comportamento. Para a maioria, as ambições, o seu próprio bem-estar e o egoísta desejo de supremacia – material, entenda-se – sempre se sobreporão à solidariedade e à partilha que a Isabel tão nobremente defende. Creia, não é pessimismo, é conhecimento da humanidade.

          • Caro Magriço, se me permite, vou brincar um pouquinho (ainda que falando muito a sério) nesta resposta ao seu comentário. 🙂 Por favor, não me leve a mal, pois é com muito respeito que o faço!
            _________________________________

            Quando Leonardo da Vinci esboçou no papel o que cinco séculos mais tarde viria a ser o helicóptero, o Magriço dessa época, muito amigo de Leonardo, olhando o desenho disse-lhe “Leonardo, não acredito que a humanidade alguma vez evolua assim tanto!”. Leonardo, que dera consistência a esse seu sonho delineando-o a carvão sobre papel, sorriu, entendeu, mas continuou a sonhar…

            Num outro registo temporal, Magriço, companheiro de António Gedeão na partilha de longas e serenas noites de conversa, daquelas em que as ideias e o pensamento brotam e se multiplicam, sérios e sinceros, lia o manuscrito que o amigo acabava de lhe entregar. Chegado ao fim, Magriço, que até li lera em silêncio, deu então voz à última estrofe:

            Eles não sabem, nem sonham,
            que o sonho comanda a vida,
            que sempre que um homem sonha
            o mundo pula e avança
            como bola colorida
            entre as mãos de uma criança.

            ________________________________

            Eu concretizo os meus sonhos através do pensamento. Dou-lhes corpo, dou-lhes vida, porque os vivo realmente no meu quotidiano. E porque o tempo não é algo que me preocupe, ficarei no infinito à espera de que um dia se manifestem! Sem pretender, nem sequer muito palidamente, comparar-me aos amigos génios do caro Magriço, tal como eles, continuarei a sonhar como eles!

            P.S. – São sonhos assim que há que seguir, não aqueles cujos objectos são um mero carro topo de gama, umas compras na 5th Avenue ou chegar à fala com o melhor jogador de futebol do mundo! 😉

  8. Konigvs says:

    Que se lixem as eleições. Nos três anos que me restam ainda posso foder muito mais o país.. Está certo.

  9. Pisca says:

    É natural que o fulano diga isso, provém de um grupo de gente onde cada vez que “organizam” eleições internas, pegam-se à lambada uns aos outros, assaltam os multibancos mais proximos para pagar cotas à familia toda incluindo o gato e o piriquito, alistam toda a gente conseguem num só endereço, chegam a ser mais de uma centena, e no final ganha o que os donos do assunto manda.
    Ao menos os parceiros sempre têm o tal Jacinto Capelo, rapaz de largas posses e grande generosidade

  10. Pisca says:

    Não resisti:

    – “Os Partidos querem o poder ! ”

    Existem para quê ? Para montar um loja de retrosaria ? Para isso basta uma unipessoal e não são precisas tantas assinaturas basta uma

    Resta é saber o que fazem com ele, para além do que prometem e não cumprem

    É com cada chavão que enfim ….

  11. chatice says:

    Vá lá, o 1º Ministro até está a ser sincero, todos vocês sabem que os melhores tachos estão fora do Governo, especialmente agora – Porque quereria ele lá ficar mais tempo?

  12. A sua sessão ex pirou.......... says:

    sim vai perdê-las assim como seguro e os próximos do XXº XXI e XXXIII º Goberno Con’s titucio nal
    Vai ser como nos tempos do governo provisório provisório
    mas agora com mais mortos nas manifestações por idade avançada…
    na covilhã um de 82 do gangue do pai da estátua do Pêro da Covilhã caiu (ou foi empurrado) na manif e morreu 3 dias depois no hospital

    e nem veio nas notícias

    nem nas perdas para a cultura potuguesa e fundiu tanto cobre e estatueta para rotunda

    uma in justiça

  13. Será que o nosso PM, pensa que pelo facto de usar calão se aproxima do Povo ou este por sua vez olha de forma diferente para ele? Para mim, “que se lixem as eleições” é uma tentativa de “recuperar” eleitores.

  14. Isabel Branco pires says:

    Isabel G.
    Piaget, à semelhança do que dizia sobre o desenvolvimento humano, paralelamente fazia-o em relação ao desenvolvimento moral e depois extrapolava para os povos.
    Kolberg, (o especialista do desenvolvimento moral) estando de acordo com Piaget e continuando os seus estudos não adiantou nada mais.
    Piaget afirmava que as sociedades desenvolvidas estavam no estadio de desenvolvimento de um adolescente de 15 anos (já capaz de alguma abstracção e construção de leis), uma sociedade tipo africana estaria num estadio de desenvolvimento de operações operatórias, em que as leis ou regras são um fim em si mesmo.
    Outros, e muitos (deve conhecer) ainda estão muito atrás, fazem relações miticas e primárias. Por ex: Parti uma chávena, foi castigo de deus por mentido (…) Tive um furo num pneu, foi muito bem feito, devia ter saído mais cedo(…)
    Este é o tipico pensamento de uma criança muito pequena e que nós vemos em adultos até morrerem…nunca conseguiram amadurecer(…)

  15. Cara Isabel, muito grata pelo excelente comentário!

    • MAGRIÇO says:

      Ó cara Isabel! Como poderia levar a mal o que escreveu? Só levo a mal a má educação e o insulto gratuito que, de resto, não fazem o seu estilo. Mas deixe-me dizer-lhe que possivelmente recordará o que já aqui defendi: que é minha convicção que a evolução do espírito humano não acompanhou a evolução tecnológica, o que sua parábola sobre da Vinci vem confirmar. Quanto aos seus sonhos, são perfeitamente compreensíveis e só espero que nunca desista deles. Eu também sonho, e muito, mas tenho o mau hábito de acordar frequentemente para a feia realidade. Agradeço também os bons amigos que me arranjou. 🙂

  16. Isabel Branco Pires says:

    Um homem que quer governar matando os seus eleitores é como uma criança de 3 anos que brinca a matar formigas. Precisa urgentemente de tratamento psiquiátrico .
    Não me admito como cidadã não ter consciência política, todos os nossos actos são políticos!
    Mesmo aqueles que dizem que não querem saber da política para nada.
    Não é obrigatório identificar-se com um partido, mas é importante saber fazer opções.

    • MAGRIÇO says:

      Tem toda a razão! Mesmo a indiferença pela política é um acto político.

    • Cara Isabel e caro Magriço, com essa vossa asserção de que “todos os nossos actos são políticos” puseram-me à nora!

      Todos os nossos actos são políticos? Se eu fizer uma análise da política desde o seu nascimento (Grécia antiga) e seguir o seu percurso até aos dias de hoje, onde é considerada arte e ciência, ainda assim não consigo perceber como é que no geral, todo o acto da Humanidade é político.

      Será que me podiam ajudar a compreender essa vossa afirmação?

      • MAGRIÇO says:

        Minha cara Isabel, a última coisa que eu faria era pô-la “à nora”!
        Seria extremamente violento e desnecessário, pois agora existem bombas eléctricas. 🙂 Desculpe a brincadeira, mas é um termo engraçado e que não ouvia (ou lia) há muito tempo.
        Quanto à sua dúvida, ela tem razão de ser porque generalizei o conceito, mas como compreenderá pintar um quadro, ler um livro ou ir a um concerto não será um acto político (a menos que para isso seja direccionado). Quando se diz que qualquer acto é político, considera-se exclusivamente que se refere à opção que tomamos quando somos chamados a pronunciarmo-nos sobre o rumo que queremos para o nosso país. É fácil compreender que qualquer que seja a nossa opção ela influenciará o resultado global do acto. Pode não ter influência sobre o vencedor, mas tem influência sobre os resultados apurados, ou seja, se eu me abstiver é mais uma abstenção que conta para o resultado final. Creio que sabia isto muito bem, mas quis lançar uma provocaçãozinha. Certo?

      • Isabel Branco Pires says:

        Escrever no blog, comprar um livro, comprar cenouras (…) são todos actos políticos.
        As cenouras são Portuguesas?
        São plantadas em estufas?
        São de produtores que usam transgénicos?
        (…)
        Pode comprar um livro sobre a História de Portugal e analisá-los
        do Mattoso,
        do José Hermano saraiva
        do António Sérgio.

        Escrever neste blog ou noutro, como um dos mais lidos em Portugal (perdoe-me porque vou citar mal os nomes):
        A Pipoca mas doce
        Mini-Saia
        Etc.

        Agora que já viu a minha essência de professora, quer continuar?
        Boa noite 😉

        • MAGRIÇO says:

          Isabel Branco, confesso que essa da nacionalidade das cenouras me escapou, o que é imperdoável porque não levei a minha pesquisa científica até à exaustão, como mandam as regras. Deu-me também uma boa ideia: a mini-saia é um assunto com muito interesse! Perceber a influência da mini-saia no contexto político nacional é bem capaz de me proporcionar uma licenciatura pela Universidade Mary Quant. Vou pensar nisso. 🙂

      • Em primeiro lugar, muito obrigada aos dois, pela gentileza que tiveram em responder-me!

        Caro Magriço, palavra que não pretendi provocar! 🙂 Coloquei a questão porque já tenho ouvido, noutros contextos, a afirmação em questão e achei que seria uma mais-valia obter a opinião fundamentada de duas pessoas sensatas e racionais!

        Assim temos: na opinião do Magriço, há, e muito bem a meu ver, uma distinção entre o acto realmente político e o acto não político; na opinião da Isabel todos os actos são políticos, incluindo o de comprar cenouras!

        Ora, a minha conclusão é que, todo o acto é político se o pensamento, que o precede e acompanha, o direccionar nesse sentido! Obviamente, se o pensamento não orientar o acto nessa direcção, mas em qualquer outra (ainda que a total isenção seja possível!), o acto será o que essa orientação ditou – por exemplo, artístico, filosófico, religioso, etc.! Resumindo, é o pensamento que determina a natureza do acto!

        Devo dizer que foi um prazer “dialogar” com os dois! 🙂

        • MAGRIÇO says:

          Quando se tem alunos do 8º ano que não sabem a tabuada, encontrar alguém como a Isabel G que tem esta capacidade de interpretação que até alarga o conceito enunciado, é um verdadeiro privilégio. 🙂 (Perdoe esta presunção pedagógica; estou, obviamente, a brincar, se calhar aproveitando para desabafar). Mas interpretou muito bem o que quis dizer, embora , mesmo descontando o conceito alargado da sua homónima Branco, ele seja muito mais vasto. Por exemplo, ir (ou não!) a uma manifestação, assistir a assembleias de freguesia ou camarárias, etc. Mas é, de facto, muito difícil manter qualquer alheamento da política.
          É sempre um prazer “conversar” com interlocutores tão ilustres.

          • Caro Magriço, senti-me elogiada! 🙂 Mas meu caro, o mérito é todo seu. É extremamente gratificante “conversar” a um mesmo nível de entendimento. Além disso não me lembro de nenhuma ocasião em que não tenha aprendido algo relevante consigo! Estou-lhe grata por isso!

        • Isabel Branco Pires says:

          Cara Isabel G
          Não me chame Calvinista que não sou 🙂

          Estou a ver a cerimónia de abertura dos jogos olímpicos, onde estão muitos Países representados, em vez de ver uma novela. Gosto de observar como decorrem, como se apresentam e os pormenores.
          Fiz uma escolha, porque desejo saber mais, estar actualizada. Mas podia estar a ler um jornal de economia e finanças para tentar perceber a estratégia dos EUA para continuarem a empobrecer a Europa.
          A minha escolha foi direccionada a um programa de entretenimento, mas um com a possibilidade de observar uma realidade política, se escolhesse a novela era uma atitude (ou não) de alienação face à realidade.
          O Jornal também vou lendo e não compro a revista Maria.

          Mas se lhe disse que o meu ordenado desceu muito com os cortes actuais, que vivo com mais dificuldade sem os subsídios, o aumento de impostos exagerados, que estas variantes condicionam muito a minha vida e que me provocam sentimentos de injustiça, revolta, que me levam a manifestar-me, protestar, pressionar, vai dizer-me que é a matéria que determina o pensamento.
          E passo a ser Marxista:-)

          Os protestantes levam a vida muito a sério e responsável, vemos os países do norte da Europa; Alemanha, Holanda…

          Um Marxista, se não for arregimentado para um partido puro e duro, vive no sonho do “regresso à terra prometida” a matriz utilizada por Marx para explicar como evolui uma sociedade até chegar ao Comunismo Científico, à Paz. Onde todos se entendem, sem polícias, nem governos, uma coisa a jeito de Anarquia, com indivíduos “livres e democratas” perfeitos.

          Por isso não posso estar de acordo consigo. Umas vezes é o pensamento, outras é a matéria. Não sou fundamentalista 😉

          • MAGRIÇO says:

            Cara Isabel G, a troca de conhecimentos é recíproca: todos nós aprendemos uns com os outros. Só os néscios é que estão convencidos de que sabem tudo e, como resultado, vão para a política.,,

  17. Amadeu says:

    Um ato político é um ato que muda algo na esfera do que é público incluindo o que pode ser considerado subjetivo.
    Exemplo: Escrever neste blog

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