Ricardo Reis, por Miguel Relvas

Depois de Camões por Passos Coelho, temos agora Ricardo Reis, por Miguel Relvas.

***

Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.

por Ricardo Reis

Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.

Não florescem no Inverno os arvoredos,

Nem pela Primavera

Têm branco frio os campos.

À noite, que entra, não pertence, Lídia,

O mesmo ardor que o dia nos pedia.

Com mais sossego amemos

A nossa incerta vida.

À lareira, cansados não da obra

Mas porque a hora é a hora dos cansaços,

Não puxemos a voz

Acima de um segredo,

E casuais, interrompidas sejam

Nossas palavras de reminiscência

(Não para mais nos serve

A negra ida do sol).

Pouco a pouco o passado recordemos

E as histórias contadas no passado

Agora duas vezes

Histórias, que nos falem

Das flores que na nossa infância ida

Com outra consciência nós colhíamos

E sob uma outra espécie

De olhar lançado ao mundo.

E assim, Lídia, à lareira, como estando,

Deuses lares, ali na eternidade

Como quem compõe roupas

O outrora compúnhamos

Nesse desassossego que o descanso

Nos traz às vidas quando só pensamos

Naquilo que já fomos,

E há só noite lá fora.

30-7-1914

Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994). – 38.

Comments

  1. lidia sousa says:

    O ALFORRECA DEU À SOLA, o ministério publico ilibou o RELVAS/TORQUEMADA SEGUNDO JOÃO GONÇALVES SEU ADJUNTO, Relvas renasceu das cinzas e pavoneia-se pelas Televisões. Não há duvida, o crime compensa e a unica vitima foi a jornalista do PUBLICO. moral da história quem se lixa é o mexilhão, e ainda por cima adquiriu um novo assessor o DIOGO NOIVO, com um belo curriculum, melhor que o do despedido Adelino Cunha. ESTE RELVAS É UM FENÓMENO NÃO DO ENTRONCAMENTO MAS DE TOMAR.


  2. Nuno Gomes Oliveira biólogo criou área protegida de Reserva Natural – santuário de avifauna às portas da selva urbana – espécies migradouras e autótones que se multiplicam bem Estuário do DOURO – que bom mas o FreePort, igualmente Zona Natura lixou a área unesco porque a ignorância governamental e autártica á assustadora – os portenhos estão felizes – Lisboa é um LODAÇAL de inergúmenos – Também eu criei em 1975 um santuário ornitológico na Lagoa da Sancha (Sines) mas os inergómenos da CM Santaigo e Sines autorizaram a implantação de criação intensiva de porcos e ficou tudo cagado a água limpida ficou negra e as aves ou morreram ou tiveram de se deslocar para outra ZH (Zona HÚMIDA) -Nesta ZE do estuário do porto até apareceram flamingos mas no Tejo desapareceram (Sampuco) porque os grandes engºs civis de merda como Ferreira do Amaram construiu a Ponte Vasco da Gama com o terminal da Ponte em cuma da Reserva do Samouco – é um animal esse tipo do betão e betuminoso e pontes – igual a Mário Lino que queria destruir a última e bala zona Hómida da OTA para construir aeroporto – besta – animais – criminosos porque atar a vida natural é crime – matar a beleza e o clima e os seres vivos – agora vendem a TAP e outras que se calhar quem comprar fará o que LINO não fez por ter sido impedido – privatizar é dar carta BRANCA aos piores – depende claro do que constitui os factores de dinânica da natureza – mas já Berardo tão admirado fez o mesmo em áreas agrícolas algarvias onde havia natureza e vida e área agrícolo comprou opor 25 tostões e ven deu por milçhões para urbanizar – por isso temos um pais de merda de gente de merda – e resta saber porque arderam a serra do Algarve e a da Gardunha este ano cpomo nunca se saberá o que aconteceu com fogos em 2003 e mesmo antes já que o país arde como nunca mesmo que não tenha chovido ++ etc – inv«cendiários há muitos e quem receba $$$ para lançar fogo e não são os foguetes das festas e Romarias pois se há alguma sabedoria no pías – ancestral – vem dos homens do campo e não nos banqueiros da cidade nem governantes nem deputados – dsses só tem vindo tranpolins para Bruxelas – os melhores empregos desde 1986

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.