Património na sucata

Leio no Público de hoje o que é tipicamente português: o abandono do património.

Estão abandonadas seis máquinas (locomotivas a vapor) na estação de Gaia: há 40 an0s expostas aos elementos.

Estes veículos fizeram história. Duas delas, dos anos 20, foram entregues a Portugal como indemnização da I Grande Guerra. Outra foi construída na Suiça em 1916 e circulou em praticamente todas as linhas de Portugal. Estes 3 exemplares arriscam-se a “rumar à sucata”.

Ou temos que esperar que venham mais uma vez os holandeses para nos restaurar as locomotivas? Em 2010 recuperaram o Comboio Real para o exibir com toda a admiração em Utreque, tendo sido vedeta no respectivo museu ferroviário numa exposição que decorreu em Setembro daquele ano e onde se puderam apreciar carruagens reais de toda a Europa.

Comments


  1. Em Santarém onde nasci e terra que odeio, há um museu do Combóio – lindo mas pequeno
    Ninguém se lebrará mas lembro eu, antes da Ponte Tejo e a Caparica ser a prais dos Lisboetas, haver um local – sei lá onde – acaminho e Setúbal, centenas de eléctricos inteiros a monte como se fossem lixo – e eram – Já foi há tanto tempo que não sei (nem disseram) o que lhe fizeram, mas certamente que s. Francisco da Califórnia (por caso fundada por pescadores portugueses) poderia eventualmente comprálos, pois eram os mais belos do mundo
    Património em Portugal – de que tipo ??
    Até o belo ele
    ectrico de Sintra eteve parado tantos anos e por acasa foi retaurado e este ano de 2012 re-inaugurado

    Não foi ontem que a bandeira foi mostrada de PERNAS para o AR – Já é coisa velha esta de deixar cair mas ontem foi mesmo evidente
    Deixar cair as cidades e castelos e Fortes e casinhas e coisinhas e as cabines de telefone inglesas, lindas, substituídas pelas enormidades inestéticas das mais novas de alumíno, francesas e merdosas – as de Inglaterra que foram as 1ªas do mundo ainda resitem em Inglaterra .- aqui nada resiste – património – beleza – cultura – património – património religioso em que conc«entos são quatéis (e isso é o menos) mas armazens de sabão como o Palácio Nazoni no Porto, ou do Beato onde dentro de fez uma fábrica, só há puco foi recuparado, lá para os lados de Xabregas onde agora acntecem coisas quando acontecem
    Ter ministro da Cultura ou secretário de Estado jornalista gordo ou mesmo a Canavilhas, tanto faz – deixa-se cair para dar espaço aos patos bravos
    Há por caso um lindo museu no Minho (não sei o nome da aldeia) de máquinas e alfaias agrícolas até com o arado de volta-aiveca – se calhar não há dinhero e fechou
    Também em 2008 vi em Portalegre uma casa rica de alentejanos, que tinha uma mostra de lindas alfaias agrícolas – tudo restaurado efcaram umas coisinhas e instalaram o serviço de atendimento turístico . A Casa belíssima, de dois pisos, tinha ainda as portas originais de madeira cega e o quntal com galinheiros – mas quem governa este país têm sido sempre inergúmenos que agora são o expoente máximo da mentalidade de miseráveis – e o INHH/IHRU não sei para que serve – para dar emprego a arquitectos sem imaginação nem programa e já tem quase 50 anos


  2. Em países com gente menos burra faz-se assim:

  3. Eduardo Silva says:

    Sim é uma triste verdade, que ali se encontram à muitos anos mesmo, sempre me lembro de as ver lá, embora não sejam muito visíveis para quem está nas plataformas da estação, é preciso aventurar-se para as traseiras, e para um aficionado dos Caminhos de Ferro como eu, isso nunca foi grande problema, embora possa ter que de vez em quando dar “algumas justificações” da presença.
    Aquele espaço de “parque” começou a acomular muitas locomotivas, e carruagens nos princípios dos anos 70 com ao abandono da tração a vapor, e a modernização da frota em geral.
    Em meados dos anos 70 houve um grande incêndio que destruiu as carruagens pelo facto de serem em madeira. A ultima vez que lá fui talvez à 3 anos havia umas seis se não estou em erro, só confirmando com as fotografias que tirei.
    Penso, embora não seja especialista, que como um todo, as locomotivas estão irremediavelmente perdidas, atendendo ao avançado estado de degradação em que se encontram. Dessa ultima vez que lá estive era notório que tinha havido uma mexida,comparando com outras minhas visitas anteriores, penso que para retirarem peças.
    Agora também me fica o desgosto de que para além da degradação das intempéries, o assalto para roubar materiais mais nobres foi uma constante, mas falar sobre isto já seria outro assunto…
    Se estiver interessada, e quiser conhecer o local, faço gosto em enviar-lhe algumas fotografias.


  4. E esta escola no Alentejo… Até dói.

    • José Luís Graça says:

      Não são os portugueses que são burros, como afirma um comentador acima. Nós até somos o melhor povo do mundo, segundo diz Gaspar, esse sim burro vestido de inteligente, como Borges, o António.
      A desgraça da CP começou nos anos 80, quando os conselhos de administração da empresa passaram a ser compostos por gente impreparada ou corrupta, nomeada pela dupla PSD/PS. Até hoje, é o que se tem visto e continua a ver-se.
      Na antiga estação da Avenida da França, no Porto – actual estação de metro da Casa da Música – apodreceram dezenas de composições históricas, ao longo dos anos, sem que os comissários políticos se preocupassem. Passou-se o mesmo na estação da Senhora da Hora, em Matosinhos, na mesma linha de “Caminho-de-Ferro do Porto à Póvoa de Varzim e Guimarães”. Na estação da Régua também havia 8 locomotivas, vagões e outro material, que tem vindo a desaparecer. E o desmantelamento da linha do Tua? para fazer o favor ao Mexia, a grandes empreiteiros e às multinacionais do tipo da Siemens?
      Precisamos de acordar para um novo regime político – este já tem quase tantos anos como o do inimputável Salazar – e de julgar os barões impunes que, agora mais do que nunca, continuam a viver nas nossas costas como carraças, sugando o que temos de melhor.
      Sobre a Régua vejam aqui:

      http://valefumaca.blogspot.pt/2010/05/museu-ao-ar-livre.html

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