Se é isto que a Igreja tem a dizer, então que esteja calada

O Cardeal-Patriarca de Lisboa, Policarpo, acha que as manifestações de rua são uma corrosão do sistema democrático.
Assim sendo, é contra as manifestações que se realizaram recentemente, do 15 de Setembro ao 13 de Outubro.
É pena que um alto representante da Igreja não saia a terreiro para defender os mais pobres. Uma instituição que, apesar de todos os crimes de que foi responsável ao longo dos séculos, tem no seu seio gente séria que diz o que tem a dizer no momento mais necessário, como o bispo D. Manuel Martins ou, mais recentemente, Januário Torgal Ferreira.
Não se pedia tanto a Policarpo. Mas ser contra as manifestações democráticas do povo português, no momento em que está a ser espezinhado, ultrapassa todos os limites.
Infelizmente, para Policarpo e para grande parte da Igreja Católica, Salazar já morreu há muitos anos. E o Cardeal Cerejeira também. Temos pena.

Comments


  1. Há muita “coisa” a ressuscitar na europa e por cá


  2. Um homem de valor que o considero como tal.
    A opinião é algo que todos podemos ter, mas não pode falar se não sabe o que é viver como povo, ter uma vida comum, ser casado, ter filhos e mulher, ter um trabalho com um salário mínimo, ou médio, ter uma vida comum.
    A igreja não pode nem deve comentar politica, o papel da igreja é proclamar a Fé e ajudar as pessoas, não se pode esquecer que é este povo que vai á igreja manifestar a Fé assim também este o povo se manifesta nas ruas como um todo, como que fosse uma só voz, lutar pela liberdade e por uma vida digna, com trabalho e paz, ter uma vida cheia de felicidade, é por isso que se luta nas ruas pela dignidade de um povo…

  3. MANGUITO says:

    NA IGREJA HÁ HOMENS CAPADOS
    AOS HOMENS MANDAM ELES CALAR
    AOS CAPADOS DEIXAM-NOS SOLTOS NO PRADO
    METES NOJO FAZES LEMBRAR O CEREJEIRA

  4. MAGRIÇO says:

    Há representantes do clero com elevado sentido social, como António Martins ou Torgal Ferreira, depois há os outros, os da caridadezinha.

  5. Antonio Almeida says:

    D. Manue lMartins, SIM !
    Januário Torgal , Não !
    O Sr. Torgal diz defender os pobrezinhos mas é só para ter protagonismo e estar na Comunicação Social !
    Na Igreja Católica não é levado a sério e já uma vez em que só disse disparates foi desautorizado !
    Por que é que não abdica de um parte da sua choruda reforma em favor dos pobrezinhos ?
    E porque é quele prega o ódio e não o consenso ?
    E porque apela à “revolta” do povo contra este governo ?
    E porque não eleva a linguagem, própria de arruaceiro ?

  6. Konigvs says:

    O respeitinho é muito lindo e o povo deve ser sereno mesmo quando é enrabado todos os dias pelo governo que elegeu. Deus nosso senhor não quer revolucionários na rua, muitos com bandeiras vermelhas – deus nos livre e guarde dos comunistas que deitavam logo abaixo as igrejas se chegassem ao poder – o lugar do bom católico é em casa a cuidar do seu lar e a rezar ao senhor deus todo poderoso que ilumine estes santos políticos em que a maioria dos bons católicos votou.

  7. Luís says:

    Na sua essência não vi grande diferença entre a manifestação de Fátima, e transmitidas pela RTP1, e aquelas que foram ditas na manifestação, “na rua”, de 15 de Setembro.
    Ambas foram pacíficas.
    Ambas apelam para que haja justiça.
    Ambas apelam para a esperança de termos um futuro digno.
    Ambas apelam para o respeito da dignidade humana.

    O Policarpo não percebe isso e, estupidamente e contra a corrente dos sacerdotes que estão dando o seu melhor para minorar o sofrimento dos seus compatriotas, recua dezenas de anos e traz-nos à memória o Cerejeira.
    Só que o Cerejeira era um homem do tempo do Estado Novo e este Policarpo não é homem … nem é nada.

  8. Fernando says:

    Cristo, dizem, foi o maior dos revolucionários, logo, acho que Cristo não aprova a mensagem do padreca…


  9. Cá p’ra mim o que se passou foi que o sr. D. Policarpo almoçou bem, bebeu um copito a mais e ficou assim meio “deslembrado”, que ele até costuma ser mais comedido. Digo eu…

  10. Lucina says:

    O Sr. Cardeal Policarpo,
    Não conta os centimos para ir as compras, não passa fome para poder dar qualquer coisa de comer aos filhos, nem está em risco de perder os bens, que tanto suor custou, por não ter dinheiro para pagar ao estado!!!!
    O Sr. Cardeal, devido ao avanço da idade, esqueceu que a Europa de hoje está como na decada de 20 do seculo passado ,quando a miséria levou ao poder Hitler.
    Bem haja sr cardeal por ser tao amigo dos seres humanos.


  11. Não é “a Igreja”, é um seu representante, e se já passou o tempo dos Cerejeiras, também já passou o da Igreja “estar calada”. De resto, o seu post é uma amálgama de rancor e lugares-comuns preguiçosos (tinha de vir como “os crimes da Igreja ao longo d´s séculos”, como se já tivesse pedido desculpa por eles tantas e tantas vezes).

    • MAGRIÇO says:

      Meu caro, não deixe que a sua piedosa fé o converta num sectário. Não está a ser justo no seu comentário. Se ler com atenção, verá que o autor escreve “um alto representante da Igreja”, logo, não se refere à igreja no sentido que lhe dá no seu comentário. Concordo consigo quando defende que a igreja não deve manter-se à margem dos problemas sociais que nos afligem, mas não me parece muito cristão que apoie os poderosos contra os menos favorecidos. Também não me parece que, pelo facto de a igreja – 500 anos depois! – ter pedido desculpas pelos hediondos crimes cometidos, se deva passar uma esponja sobre o assunto. Quem se engana tantas vezes e mostra tanta relutância em acompanhar o evoluir dos tempos, corre sérios riscos de reincidir no erro. E um pedido de desculpas não apaga o erro, senão aos condenados por crimes – alguns bem menos graves – cometidos contra a sociedade, bastaria pedir desculpa para escapar ao castigo. Se queremos ser justos e viver em paz com a nossa consciência, a confissão e outras práticas religiosas exigidas pela igreja, não são, de todo, a melhor aposta: é indispensável uma reflexão profunda e isenta sobre tudo aquilo que nos rodeia e, principalmente, sobre a nossa relação com os outros.

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