Que se lixe a Troika: Poucos mas bons


À 3ª ou 4ª tentativa, o desprezível Miguel Castelo Branco, autor deste escarro, conseguiu fotografar uma manifestação em que se via espaço livre entre as pessoas. Vai daí, tratou de gozar com as convicções e com o sofrimento dos outros em meia dúzia de fotos mal amanhadas.
Saudoso do passado, o garotito sonha com séculos de Monarquias absolutas. Eu sei, eu sei, os 14 de Julho, os 24 de Agosto, os 5 de Outubro foram uma chatice. Isto das manifestações, realmente, onde já se viu!
Falta de maneiras? Falta de maneiras de quem? Só se for da tralha monárquica que sonha com o imbecil Duarte Nuno com uma coroa na cabeça.
Perante tanta falta de escrúpulos, é caso para perguntar se a vida lhe corre mal. Não tem pão? Olhe, coma brioches!

Comments

  1. Ainda penso says:

    Não tinha conhecimento de existir semelhante “coisa”. É simplesmente asqueroso. Que asno, que esterco, que “ser” sem formação nenhuma. Acho que comer brioches é muito pouco, comparativamente ao escárnio de semelhante besta. Acho que o mandava comer “noutra coisa”.


  2. Há pessoas que até “disfarçam” de que lado estão e o que são mas ao menos estão quietos e calados – este senhor não tem no cinzento cerebelo um pedaço de betão – terá outra “matéria” que existe e se sabe que existe – mas não tem chovido e as “ruas” não foram “lavadas”

  3. Miguel says:

    Comcordo com alguns pontos referidos sobre a CGTP. É muito bonito exigir salários mínimos mais elevados, mas difícil é obter uma negociação efectiva. Como trabalhador, prefiro contar comigo do que com os sindicatos que até agora nada fizeram em concreto por mim.

  4. Margarida Pinto says:

    Ricardo
    Acho que está a exagerar um pouco porque o que ele diz até compreendo muito bem. Os sindicatos nunca fizeram nada para travar o caminho para a crise e também nunca tiveram uma posição construtiva. Até me ri com as legendas das fotos e não me parece nada ofensivo para o povo.

  5. Luís says:

    Gozar com as pessoas, e com o seu aspecto físico, quando estas exercem os seus direitos é um acto cobarde, principalmente quando elas não estão cara a cara com o brincalhão.
    Diz o povo que gozar com homens, e mulheres, digo eu, são como beijos de burro, aleijam!|
    No mínimo umas bengaladas, como diria Eça.

  6. Anabela Lourenço says:

    Acompanho o “Combustões” praticamente desde o seu início, admiro a coerência de M Castelo Branco e percebo o que ele quer dizer. Quem conseguir ler a sua mensagem sem pré-conceitos e despojado de qualquer ideologia também o perceberá. Fomos vítimas de usurários e de nós próprios: engordámos e fomos benevolentes para com o monstro que nos está a engolir, assistimos a assaltos aos dinheiros públicos e não nos indignámos nem denunciámos (como provar, estragar a nossa vida e respondermos em tribunal?) e SÓ agora reagimos de palavrão e insultos porque estamos pobres… Não, o MCB não escarneceu da pobreza, ele apenas está a dizer o que não nos agrada ouvir – é que este povo, mais uma vez, lá vai, “levado, levado sim” mas desta vez não é cantando e rindo é na maior das boçalidades e insultos. A Revolução tem que ser outra, aquela que nos confrontará com o que de facto somos enquanto indivíduos e coletivo. Esse é o trampolim da mudança a meu ver.

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  1. […] em breve um enorme sorriso de triunfo se nos acenda no rosto por causa deste resto de dignidade. E ninguém me insulte porque tenho na figura de um Rei talvez o pólo higiénico que, se quisermos, poderá absorver e […]

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