Sopram ventos de mudança na Federação

Armindo de Vasconcelos

Joana Gonçalves acaba de assumir oficialmente a candidatura à presidência da Federação Portuguesa de Hóquei para o ciclo olímpico 2012/2016.

Aos 28 anos, esta licenciada em Ciências do Desporto pela Brunel University, de Inglaterra, que ostenta ainda uma pós-graduação em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e era a responsável pelos núcleos do Desporto Escolar tutelados pela FPH, vai ser, tudo o indica, a próxima Presidente e será a segunda mulher a responder pela modalidade no seu mais alto cargo executivo.

Para além de ser o mais jovem candidato da história do hóquei em Portugal, Joana Gonçalves tem atrás de si uma carreira de atleta de 12 anos, é internacional, tem o curso de treinadora, é juiz nacional e internacional e, desde 2009, é funcionária do departamento Técnico da Federação como coordenadora e gestora do Hóquei no Desporto Escolar, colabora na organização e desenvolvimento competitivo e ajudou a preparar o Plano Nacional de Formação de Treinadores, IPDJ.

Casada com Bruno Santos, capitão da selecção nacional sénior, tem um filho.

Do seu elenco farão parte, entre outros, Rui Moreira (48 anos, será o Director de Competições. O, até agora, Chefe da Secção de Hóquei no Sport foi atleta e dirigente em clubes como o FC Foz, Boavista, FC Porto e Infante de Sagres), José Manuel Nunes (50 anos, será o responsável pelas Selecções masculinas, transitando de igual cargo no executivo anterior. A sua carreira de atleta internacional desenvolveu-se no FC Porto e Sport Clube do Porto), Filipa Ferreira (32 anos, é apresentada como Directora das selecções femininas depois de um percurso de 14 anos na modalidade como atleta e treinadora), José António Machado (será o Director de Desenvolvimento, transita do elenco anterior e tem uma ligação de 37 anos à modalidade como atleta, treinador e árbitro), Sara Cardoso (29 anos, vai ser Directora de RH e Comunicação, é psicóloga com prática de gestão de conflitos, verificação de potenciais, formação de RH, avaliação de desempenho e controlo de indicadores de gestão) e Paulo Ferreira (38 anos, assumirá o cargo de Director de Desenvolvimento, tem atrás de si uma carreira em várias modalidades como preparador físico, treinador e chefe de secção).

Os clubes proponentes da lista são o GD Carris, o Lisbon Casuals HC, a AD Lousada, o Sport Clube do Porto e o Juventude HC.

Avocando uma certa, ainda que velada, ruptura com o passado, exemplarmente na “proximidade entre todos os agentes da modalidade, dando resposta às necessidades dos clubes” e na captação do “interesse e participação de mais intervenientes, promovendo diversos meios de desenvolvimento em todas as áreas da modalidade”, os responsáveis pela lista pretendem a continuidade noutras áreas onde se vem trabalhando bem, mas “reforçando cada vez mais a posição do Hóquei em Campo em Portugal e a nível internacional”.

Numa altura em que é necessário fazer mais com menos, serão propostas competições mais concentradas e incentivar-se-ão as deslocações conjuntas. A inclusão dos núcleos do Desporto Escolar em mais desempenhos competitivos é outra das apostas.

A organização interna será reformulada, e os recursos humanos serão motivados em nome da sustentabilidade financeira e do profissionalismo, ao mesmo tempo que se pretende a consolidação da bolsa de voluntariado da FPH, que tem sido determinante e uma das garantias dos êxitos das organizações federativas a nível nacional e internacional.

Vai ser implementado também um modelo nacional de desenvolvimento, tendo em conta a detecção e acompanhamento de talentos, serão incentivadas parcerias com entidades promotoras de turismo e actividades desportivas para realização de test matches e apontando à promoção e visibilidade do hóquei. Serão fomentadas novas parcerias com os países vizinhos (Espanha e Gibraltar) e Portugal vai continuar a participar nos campeonatos de selecções autonómicas de Espanha.

No que concerne à arbitragem, um dos maiores problemas da modalidade, a lista propõe-se aumentar o número de árbitros e juízes, será padronizada a formação e orientação dos activos, realizar-se-ão cursos regulares de formação para árbitros e dirigentes, serão criadas parcerias com áreas de formação das federações internacionais.

Desenvolver a promoção e visibilidade da modalidade vai ser outro dos propósitos, através de estratégias de marketing que visem aumento de receitas, procura de parceiros estratégicos para patrocínio de equipamentos, apoio a actividades de promoção da modalidade e para as provas nacionais e internacionais, financiamento de iniciativas e projectos de actividades desportivas no domínio do IPDJ.

O manifesto eleitoral e a lista proposta aos órgãos sociais podem ser consultados emjoanagoncalve2.wix.com.

Comments


  1. Ora até que enfim uma boa notícia – e talvez que a tal “verdade desportiva” venha um dia pela mão de uma mulher – porque os “Rangéis” são mesmo parvalhões além de se poder levar a sério o desporto escolar e dos jovens em geral, que já há até em cidades de província, mas de que nunca se fala – o que vejo na TV é demasiado raro e fora de horas – e privatizar as TV é erradicar TUDO – e a TV é mais do que um meio fantástico para tudo mas privatizar é matar tudo – rais parta os “velhos” e os nem sei que nome chamar


  2. RTOInformação – Institudo do Emprego e Segurança social – oferta de emprego a quem está desempregado mas com subsídio e não percebo é complexo mas quem trabalha assim diz que gosta – Iniciativa de oferta de Emprego – BOA – candidaos com subídio de desemprego + não percebi mas parece bom pois que os entrevistados têm um ar feliz – pois é para incrementar o mercado de trabalho – não é preciso grandes estudos mas sim aceitar aprender fazendo e ganhando equivalência ao 12ª ano – não me parece mal mas não apanhei pormenores para ter melhor opinião

  3. Maquiavel says:

    Eu adoro hóquei, nunca joguei em patins porque nunca consegui andar de patins… hóquei no campo näo havia na terrinha, logo tive de me contentar em ver os outros jogar. Na Universidade tornei-me amigo do António Ramalho (um enorme talento que nunca atingiu todo o seu potencial), e quando cheguei à Frioländia descobri uma espécie de “hóquei de saläo” (salibandy/innenbandy) de que sou um ávido praticante.

    E sim, jogo àquilo como vi os meus heróis jogar hóquei em patins! 😀

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