Greve Geral europeia

Portugal, Espanha, Itália, Malta, Grécia, Chipre…

Há quem me diga que uma GREVE GERAL é uma GREVE política e que por isso e tal…

É exactamente isso – é um acto político!

Quem está com o Governo não faz GREVE!

Quem, como eu, como NÓS, está CONTRA o Governo e as suas políticas, faz greve!

Estão do lado de quem luta os que ficaram sem emprego, os que passam dificuldades, aliás, sem possibilidade de fazer GREVE porque não têm trabalho – até por eles a expressão da nossa luta faz ainda mais sentido. Acima de tudo por quem não tem trabalho faz sentido esta GREVE EUROPEIA!

Não é uma GREVE qualquer – é a primeira vez que vários povos se juntam para lutar de forma tão organizada. É uma paragem que vai ser comum em muitos países europeus mas que vai levar muitos outros para a rua.

É um dia simples, com duas cores – de um lado os que lutam, do outro, os que aceitam e, em alguns casos, até colaboram ou promovem, o roubo que está a ser feito ao país. Duas cores, dois lados, uma linha a dividir: ou se faz ou não se faz.

Passos, Relvas, Portas e os seus boys, Merkel e a TROIKA, todos juntos de um lado.

Nós, as pessoas, do outro.

Gosto dos dias de GREVE porque tudo se torna mais simples e mais claro.

Comments


  1. É preocupante e sintoma de coisas piores, os grandes eixos da Europa abençoam a austeridade, os países ocupados pela troika fazem greve. Uma vez mais o povo da Europa é dividido, como já foi várias vezes no passado.

  2. Fernando says:

    Correndo o risco de ser mal interpretado, vou dizer o que penso de uma greve. Compreendo que a greve e’ uma mensagem ou um grito de revolta daqueles que se veem despojados dos seus direitos. Neste caso o direito ao trabalho ou o direito a’ sobrevivência.
    A minha interna luta sobre se as greves são úteis ou não, e’ a seguinte: Faz-se uma greve, prejudicam-se os “alheios” a essa greve, o governo borrifa-se, as estatísticas quer do governamentais quer dos grevistas mentem descaradamente, prejudica-se o Pais, e depois?….
    Depois, no dia seguinte os grevistas voltam ao trabalho e a vida continua.
    Então para que serviu a greve?
    Para mostrar ao governo o descontentamento. E o governo – por muito incompetente que seja – ignora esse descontentamento?
    Obviamente que não!
    Então o que fazemos? Cruzamos os braços e baixamos o pescoço para nos porem a carga? Não!
    Se queremos na verdade alterar algo através de uma greve que não seja política. Isto e’ que não haja um sindicato ou afins a querer obter dividendos políticos usando os trabalhadores, um dia só de greve não chega, Serão necessários tantos dias de greve ate que uma das partes ceda num todo e numa parte.
    Sera uma questão de negociação.
    Rejeito greves do tipo “guerra de Solnado” ou greves que envolvam cantigas, violas, tambores e pífaros. Cheira-me a palhaçada ou a festas de aldeia em honra de um santo/a qualquer.

    • João Paulo says:

      Olá Fernando, obrigado por ter comentado. Se me permite, vou contra-argumentar, ok?
      1. Não se refere aos motivos que, em concreto, levam à marcação desta greve. Fico sem saber se está com o governo ou contra o governo;
      2. Escreve “Faz-se uma greve, prejudicam-se os “alheios” a essa greve, o governo borrifa-se, as estatísticas quer do governamentais quer dos grevistas mentem descaradamente, prejudica-se o Pais, e depois?…”

      – Prejudica-se? Pois… mas então até há por aí uma certa contradição bem interessante, por um lado ninguém faz greve, são sempre com adesões baixas… mas então prejudicam quem? Mas, já agora, imagina uma greve que não prejudique? Como?
      – O governo não se borrifa – caso contrário não tentaria mentir quanto à adesão e não tentaria demover as pessoas de a fazerem.

      3. E depois? Esta é a pergunta chave: imagine que hoje ninguém ia trabalhar – que se fazia um feriado. Acha que ficaria tudo na mesma? Ainda perguntaria e depois?

      4. Pense nisto – o que levou Sócrates a cair?
      Onde começou a luta contra Sócrates? Quem esteve sempre na frente contra o governo de Sócrates?
      Alguém tem que começar e alguém tem que insistir. Quem, desde o primeiro dia, tem dito que é preciso renegociar? A CGTP…

      Pois…

      JP

  3. Fernando says:

    Obrigado Joao Paulo por “conversar” comigo..
    No ponto 1 o JP pergunta : Fico sem saber se está com o governo ou contra o governo;
    A minha resposta e’ CONTRA este governo ou outro qualquer que não tem coragem de enfrentar os grandes interesses instalados. Lembra-se de eu ter escrito ha uns dias “Gracas a Deus nao estou acorrentado a partidos ou politicos?” Se nao foi isto foi algo parecido.
    Eu não sei ou ignoro o que sao governos de direita ou de esquerda.
    Eu apenas reconheço “homens que governam bem ou mal”. Vistam ou mascarem-se eles com a roupa que quiserem.

    Ponto 2 : ….mas então prejudicam quem?
    A minha resposta so pode ser a seguinte: todos aqueles que a greve possa afectar. Por exemplo os transportes.
    O governo nao se borrifa? Meu caro JP tenho que discordar.
    Diga-me – quando se achar informado – o que e’ que o governo alterou ou fez pelo facto de ter havido uma greve no dia 14/11.

    Ponto 3: ….imagine que hoje ninguém ia trabalhar – que se fazia um feriado. Acha que ficaria tudo na mesma?
    A minha resposta e’ obviamente nao. O Pais ficaria “paralisado” de acordo com a importancia do feriado em causa. Mas nao se trata de feriados. Trata-se de greves.
    Joao Paulo vou aqui narrar o que aconteceu com uma greve que aconteceu num determinado pais. Ha uns anos o preco dos pneus sofreram um aumento que os camionistas nao aceitaram. Fizeram contestacoes, queixas, pressoes , tendo o governo respondido a tudo isto “mudo”.
    Face a teimosia do governo, os camionistas pura e simplesmente pararam os camioes de 30 e tal rodas por uns dias. Nao posso precisar quantos. Com esta tomada de posicao dos grevistas o governo teve de fezer “inversao de marcha”. E os pneus tomaram um preco que os camionistas aceitaram.

    Volto a repetir: de que serve fazer greves se fica tudo na mesma, excepto as promessas governamentais para entreter?
    Outro caso que nada tem a ver com greves, mas mostra algo que nao devia acontecer. Refiro os aumentos das tabelas salariais.
    Os sindicatos pedem (exemplos) 15%, A entidade patronal oferece 4%, e no final das “negociacoes” os trabalhadores levam 6% !
    Acha coerente que um sindicato peca X% e depois aceite Y% que pode equivaler a menos 20 a 30% do pedido inicial?
    Isto cheira-me a que um sindicato pede muito para durante as negociacoes ir baixando a “fasquia” para metade ou algo parecido.
    Os ciganos ou feirantes e’ que usam deste esquema.
    Aceito estar algo desfazado da actualidade ou da realidade, mas this is how I see the world.
    Cumprimentos

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  1. […] qualquer modo, não posso dizer que esteja exactamente entre o João Paulo e o José Magalhães, porque, como o primeiro, vejo muitas razões para protestar, mesmo […]

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