Hoje é o dia da votação do orçamento de Estado

 

Se orçamento do Estado Português for votado hoje e a maioria ganha a sua aprovação, estamos condenados. Vamos perder subsídios, escolas, emprego, assistência à saúde, os novos profissionais vão continuar na emigração, haverá um vazio profissional de uma geração, a polícia vai perder membros, as farmácias não serão fornecidas com remédios, hospitais vão ser encerrados e mais pedras de rua serão atiradas a Assembleia da República. Tenho a impressão que será o diluvio universal.

Já éramos pobres por causa dos convénios entre o governo PSD e CDS-PP com o Fundo Monetário Internacional, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, e o Banco da Merkel na Alemanha, o que todo o mundo hoje em dia conhece. A intenção do governo e alçar os impostos, especialmente o IRS, as fortunas dos mais ricos de Portugal e não pagar os subsídios de féria e Natal, aos trabalhadores do povo português.

Éramos pobres, a partir do 1 de Janeiro de 2013, passamos à situação de miseráveis. Novas casa não são vendidas, os Bancos não emprestam dinheiro nem para adquirir departamentos ou pagar dívidas, médicos, hospitais, doenças, curar as mesmas ou pagar salários. Se emprestarem, a taxa seria tão alta, que ninguém atrever-se-ia a solicitar esse dinheiro.

Quem mais passa a sofrer, são a educação e a saúde. Vamos passar a ser um país de analfabetos e doentes sem cura. Apenas uma alternativa fica connosco, como escrevi ontem neste blogue: a resiliência ou essa inaudita capacidade de construção humana, definida por Boris Cyrulnik no seu texto de 2001, Edições Odile Jacob, Paris, versão portuguesa do Instituto Piaget, Lisboa, 2003.

Com arruaceiros não se para um governo, ainda menos se deve pagar em curto espaço de tempo, os créditos concedidos pelas quatro instituições mencionadas antes. Hoje vamos saber qual é o nosso destino e quanto do nosso ordenado vai para os impostos, bem como o remanente que fia em casa para a nossa alimentação, a nossa saúde e a educação dos mais novos de família.

A CGTP fez um apelo à calma. Mas, quem pode acalmar um povo pobre e roubado pelos órgãos em que depositamos a nossa soberania?

Raúl Iturra

27 de Novembro de 2012.

lautaro@netcabo.pt

Comments


  1. A raiz dos nossos problemas actuais está em Bruxelas e é a Bruxelas que devemos exigir a solução

  2. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Pois acho que sim – e eles sabem bem isso e algum interêsse têm porque nunca dão ponto sem nó

  3. Patrícia Protásio says:

Trackbacks


  1. […] por dever de consciência. O povo português, como argumentei ontem neste blogue Aventar no texto: Hoje é o dia da votação do orçamento de Estado,sabia bem, como todos os meus concidadãos que o orçamento que causa desemprego, ataca a saúde e […]

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