Salazar sabia dos campos de concentração nazis!!! O drama, o horror…

Uma tal de Irene Pimentel, pseudo-historiadora, escreveu 900 páginas de um livro para tentar provar que Salazar sabia da existência de campos de concentração durante o nazismo. Parece que conseguiu.
Sim, e? Era natural que não soubesse? E sabendo, devia ter feito o quê? Fazer uma manifestação a favor dos judeus? Queixar-se ao comité dos Direitos Humanos?
Ele há cada inutilidade…

Comments


  1. Desculpe-me mas não estou exactamente a perceber a critica. Primeiro como é que define exactamente a utilidade de uma investigação histórica? Para mim por exemplo é interessante saber que havia um conhecimento geral dos campos de concentração. Para si poderá ser óbvio. Acho que não o será para a maioria da população. No que me diz respeito tudo o que for feito para relembrar o horror e a indiferença é mais do que útil. De resto obviamente podia ter feito muito. Na verdade podia ter salvo mais uns milhares de vidas como aliás alguns com menos meios o fizeram. Não há desculpa para a indiferença face à barbárie.

    • Jaime says:

      Essa teoria é muito bonita, mas ambos sabemos que a única utilidade da exploração desta não-história é tentar arranjar mais um motivo para diabolizar a figura de salazar e do antigo regime. Publicado este livro, não faltarão militantes do mesmo espectro político de sempre a apregoar que salazar era tão mau tão mau que até foi ele próprio que andou a ligar os fornos para limpar os judeus, e que ria às gargalhadas sempre que o fazia. É a natureza da propaganda.

      • piet says:

        Teoria? As quardas do campo Tarafal forem treinados no campo de concentração Dachau em 1936. E o Salazar gostou tanto do seu amigo Hitler que Portugal teve 3 dias de luto nacional pela morte de Hitler.

  2. Ricardo Santos Pinto says:

    Podia ter salvo, sim. Mas sendo Salazar o ditador que foi, não se estava à espera que o fizesse, penso eu. Quanto à inutilidade de uma investigação, claro que é uma opinião muito subjectiva.

    • Jaime says:

      Pois claro, já está demonstrada a utilidade que esta pseudo-investigação tem para o Ricardo Santos Pinto, visto que assim esgraveta uma espécie de fundamentação para afirmações do calibre “sendo o ditador que foi, não se estava à espera que fizesse algo de positivo”.

  3. Mário Machaqueiro says:

    Também eu fico um bocado perplexo com este “post”. Primeiro, com a classificação de Irene Pimentel como “pseudo-historiadora”, tratando-se de uma investigadora com obra vasta, original e meritória sobre os mais diversos aspectos do período da ditadura do Estado Novo. Fico à espera que o autor do “post” nos esclareça sobre o que é um verdadeiro historiador, quais os critérios para o identificar, esperando que ele não se refugie no argumento do “é muito subjectivo”. Já agora, um “argumento” que merece, esse sim, o prefixo de “pseudo”.
    Mas a minha perplexidade também parte daquilo que outro comentador referiu: não é de todo irrelevante saber quem conhecia, durante a Segunda Guerra e mesmo imediatamente a seguir, a realidade do que se passava nos campos de extermínio nazis. Como sabem os que conhecem um bocadinho de história, o conhecimento dessa realidade estava longe de ser acessível ou óbvio para muitos responsáveis nas instituições do Estado e nas Academias de diversos países ocidentais, e as primeiras investigações históricas que se fizeram sobre o assunto – sobretudo o estudo pioneiro e exaustivo de Raul Hilberg – foram inicialmente recebidas com indiferença, se não mesmo com hostilidade. No caso de Salazar, determinar o grau de conhecimento que ele possuía é importante para ajuizar da sua política em relação aos refugiados judeus, que sabemos ter sido muito relutante (na verdade, o acolhimento dos judeus pelo Estado português deu-se principalmente porque Salazar se viu a braços com o facto consumado que o cônsul Sousa Mendes lhe havia criado).
    Um pouco de humildade e alguma inteligência crítica não ficaria mal ao autor deste “post”.

  4. irreverente says:

    O Salazar em tempos de crise ainda da dinheiro a ganhar. Que idade tem essa pseudo historiadora?

  5. Fulano de Tal says:

    Esta crise ao menos tem o mérito de fazer sair os fachos do armário. Perderam a vergonha e dão-se a conhecer. Assim percebemos melhor como é que o homem durou tanto tempo.

  6. Jorge says:

    E do Tarrafal tambem sabia , e dos assassinatos cometidos pela PIDE tambem sabia. E da venda de volfrâmio portugues a Hitler tambem sabia e quando decretou tres dias de luto nacional pela morte de hitler tambem sabia.

  7. Mário Machaqueiro says:

    Prolongando o meu comentário anterior, convém dizer que o livro em questão, que Irene Pimentel escreveu em parceria com outra historiadora, Cláudia Ninhos (não sei se, para o autor do “post”, esta será também “pseudo”), está longe de ser um estudo sobre se Salazar sabia ou não da existência de campos de extermínio. Trata-se, isso sim, de um vasto trabalho sobre as afinidades, e as eventuais diferenças, entre a ideologia nacional-socialista e as ideologias que sustentaram ou que, de algum modo, se cruzaram com o Estado Novo, particularmente no que toca ao anti-semitismo, às práticas de eugenia, etc., enquanto substrato ideológico da atitude mais geral da ditadura para com o “holocausto” – expressão que não aprecio particularmente devido às suas conotações mítico-religiosas, preferindo-lhe a designação mais precisa que Raul Hilberg encontrou: a destruição dos judeus da Europa.
    Isto leva-me a suspeitar que Ricardo Santos Pinto nem sequer se deu ao trabalho de folhear o índice do livro, o que o não impediu de verter uma opinião. Todos sabemos o que o velho Platão tinha a dizer sobre as opiniões…

  8. irreverente says:

    Oh criaturas! Quem eh que na epoca nao sabia da existencia de campos de concentracao?
    O meu post foi so para saber porque ainda Salazar? O Homem ja se finou ha muitos anos. Hoje ha por ai salazares muito mais agressivos e perigosos do que o Botas. Que quer queiram quer nao era honesto. Ponto final.
    Quanto a chamarem-me facho (proprio de bocas imundas de uma pseuda esquerda) teem todo o direito, talqualmente eu tenho de chamar paneleiro a quem me chama facho.
    Se certas nao sabem dialogar e so sabem ofender, vao para a puta que os pariu porque eu nao sou o paizinho dessa gente de merda.

  9. uniaonacional says:

    pois pois ,sabia de tudo claro o adolfo até pedia conselhos e tudo e não se esqueçam o pai natal vem sempre no natal , há com cada uma !

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