Vamos todos entregar crianças a casais homossexuais

Tenho 2 filhas bebés, lindas. Espero que não venham a ficar órfãs enquanto são pequeninas. Se por algum azar ficassem, família e amigos seriam os primeiros a chegar-se à frente.
Mas de uma coisa tenho a certeza. Se não houvesse ninguém disponível e a solução fosse a adopção por estranhos (a institucionalização nunca), preferia mil vezes que fossem entregues a um casal homossexual (masculino ou feminino) do que à Maria Teresa Alves e ao seu marido.
No fundo, compreendo os medos da senhora, inculcada que tem sido dos fantasmas da homossexualidade pelo beatério de que certamente faz parte. Da mesma forma que compreendo a posição de Luis Villas-Boas, do Refúgio Aboim Ascenção. A ele, interessa-lhe ter um exército de institucionalizados. No fundo, é o seu ganha-pão.
No meio disto tudo, uma palavra para a maturidade democrática revelada pelo Parlamento e pela sociedade portuguesa em geral, que não dá um pataco por toda esta polémica. As suas maiores preocupações são outras e o facto de casais de homossexuais poderem vir a co-adoptar não é certamente uma delas.

Comments


  1. A asneira é colocar a questão nestes termos:
    A opção para as crianças é a institucionalização ou a adopção.

    Muitas destas crianças são produto da destruição social desta sociedade capitalista assassina. Regra geral estas crianças têm origem em famílias pobres que o regime capitalista está constantemente a destruir.

    A verdadeira opção para as crianças é que se deixe de roubar aos pobres para dar aos ricos.


  2. Se cada um se precupasse com a sua vidinha. Respeitasse as decisões democraticamente tomadas. Se abstivesse de fazer juízos sobre os outros, tenho para mim que viveriamos pelo menos uma sociedade mais tolerante.
    Há quem pareça ter um ego maior que a “torre dos clérigos”, faça exercicios de futurologia BARATA.

    PS enviei o post a Luis Villas-Boas e tenho a impressãoq que um homem, que é militar de carreira, e deu toda a sua vida de forma completamente gratuita ao propjecto “Refúgio Aboim Ascenção” não vai gostar que lhe digam ser o “seu ganha pão”. É mentira.
    ESTÁ ESCRITO, PODE SER APAGADO MAS….FICA DITO.


  3. Gostei! 🙂


  4. Ricardo. Acho que não sabes o que dizes. Se sabes, és um anormal.
    Das duas uma.

    • luis says:

      O seu argumento é irrefutável. Parabéns pelo clareza de ideias. Já vi papagaios a falarem melhor

    • António Fernando Nabais says:

      O Ricardo é um anormal, se souber que o melhor para uma criança é ser criada com amor e firmeza, por gente séria e afectuosa, características independentes da sexualidade, da preferência clubística ou outra? Se isso é ser anormal, também sou. Ainda bem: se não o fosse, podia ficar com vistas curtas e transformar-me numa besta que anda a insultar aqueles de quem discorda. Vai para dentro, filho, que o relento faz-te mal.

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Reitor corajoso! Mais um que insulta sob a capa do anonimato. Nem tomates tem para revelar o nome. Fanado.

  5. Luís says:

    Caro Ricardo, eu, no cenário que descreve, não seria tão peremptório, principalmente tratando-se das minhas filhas!
    Nada contra o casamento homo, algumas reservas sobre a coadopção e muitíssimas dúvidas acerca da adopção.
    Não duvido que haja casais homosexuais com a sua sexualidade bem definida e arrumada, capazes de educar um filho heterosexual!
    Só que penso que esta missão não é para o comum dos mortais.
    E não estou só neste processo, pois comigo estão alguns homosexuais, quando o assunto é abordado por um prisma científico ou de senso comum, despido de qualquer preconceito!

  6. Jorge F says:

    António Fernando Nabais: devem ser, no “prisma científico”


  7. Caro Ricardo Pinto,
    A senhora a que faz referência no “post” chama-se Maria Teixeira Alves, não é Maria Teresa Alves.

    Com os meus cumprimentos,
    Pedro M. Pinto

  8. vitor cambra says:

    E se fossem entregues às CPSJ ?

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