É importante…

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“É importante que os professores sejam responsabilizados pelo desempenho dos alunos” (Público).

É importante que os pais sejam responsabilizados pela inteligência dos filhos.

É importante que os filhos sejam responsabilizados pelo que aprendem.

É importante que os ministros sejam responsabilizados pela instabilidade das políticas educativas.

Mas mais importante do que tudo o mais, é importante não dizer parvoíces.

Foto: Justin Reed

Comments


  1. É importante que os pais sejam responsabilizados pela educação dos filhos.

    É importante que tenhamos consciência que os próprios pais precisam de educação.

    É importante que os alunos respeitem os professores. Mas se nem os pais o fazem, que poderemos esperar dos filhos?

    É importante construir uma sociedade em que a educação tenha um papel sério e preponderante.

    E, sim, é importante que não se digam disparates e se tome a educação como o assunto sério que é!


  2. Ser professor, hoje em dia, é um acto de bravura. Aqui há uns anos atrás, quando o meu filho ainda era estudante, a última reunião de pais a que assisti gravou-se-me na memória de forma indelével:

    A reunião teve lugar numa sala de aula. Quando entrei, uma vintena de imberbes dos seus 14 ou 15 anos, estavam espalhados pelas carteiras. Uns com os pés nas costas da cadeira da frente, outros sentados de tal maneira que pareciam estar a escorregar para o chão, ainda outros sentados em cima das mesas e finalmente havia os que cruzavam a perna e mascavam pastilha elástica de boca aberta como se estivessem no café com os amigos.

    Os pais destas criaturas pareciam alheios ao comportamento abominável dos filhos e a sua principal preocupação, apercebi-me depois quando entrou a professora, era culpar a pobre senhora de todos os males.

    Nunca se fez silêncio naquela sala para ouvir quer a professora, quer os encarregados de educação. Mal a professora começava a responder a uma pergunta, logo os “simpáticos” e “educados” paizinhos a interrompiam com modos grosseiros e sempre a defender os filhos.

    Das duas uma: ou me levantava e dava um sermão quer aos pais quer à imbecil descendência e saía dali corrida por aqueles energúmenos, ou saía da sala naquele instante. Tão agoniada estava com semelhante selvajaria e má educação que optei por abandonar a reunião sem dizer uma palavra.

    Fora eu professora, e estaria agora a comentar no Aventar a partir de uma cela de prisão, tantos seriam os estalos que teria distribuído por pais e adolescentes.

  3. Margarida Alegria says:

    Essa notícia, hoje de manhã, deixou-me de boca aberta…
    Deve ser notícia encomendada, ou para encher espaço.
    Continuam a não dar voz aos professores e dão todo este “tempo de antena” a parvoíces de pseudo-especialistas, quer nacionais quer estrangeiros, como é o caso (deve ter ido bem pago, para vir à tal conferência).
    E que especialidade é a dele? É um americano frmado na Força aérea, que agora é “especialista” e… “Economia da Educação” (?).
    Só não soube explicar o que era isso de “um professor eficiente” ou como se media. Vá lá que a jornalista deu a ver nas entrelinhas a ironia dessa situação…
    Mas como há quem apenas leia os títulos…
    Andam a fazer reportagens sobre como ficam caros os sindicalistas ao país. Resta continuar a chincalhar os professores. Quando os escorraçarem de vez, como fizeram em outros países antes de nós, desmotivando-os e fazendo deles os bodes expiatórios de tudo o que não funciona em Educação, vão ter muita dificuldade em recrutar novos ou fazer os antigos voltar.
    Mas quando a estupidez domina os sistemas, com este primado idiota de uma suposta “Economia”, destrói tudo com estes “requintes de especialistas”.

  4. Margarida Alegria says:

    ” a achincalhar” (o meu teclado está a falhar)

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