Peço desculpa por querer defender o meu emprego

Sou professor há quase 20 anos e ganho 1300 euros por mês. Não me queixo, há quem ganhe muito menos. A minha mulher, também professora, está desempregada. O seu subsídio de desemprego, que está quase a acabar, é de 380 euros. Pago casa ao Banco e tenho duas filhas pequeninas.
Tenho mais de 40 anos. Se neste momento for despedido pelo Ministério da Educação e ficar sem emprego, não sei como vou sobreviver. Eu e as minhas filhas. Com esta idade, quem é que me dá trabalho?
É por isso que vou fazer greve no dia 17 de Junho e nos outros dias. Porque estou a lutar pelo meu emprego, pela minha sobrevivência.
No fundo, resume-se a isto. Podia apresentar mil argumentos, mas o principal é este. E não venham falar dos alunos e de como vão ser prejudicados. Adoro os meus alunos. São muitíssimo importantes para mim, mas as minhas filhas são mais importantes do que eles. E são as minhas filhas e o seu futuro que estão em causa neste momento.
Se me dissessem que eu não fazia falta, ainda podia repensar a minha posição. Mas se o número de alunos no sistema acaba de aumentar muitíssimo, com o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano, como é que podem dizer que eu não faço falta se até agora sempre fiz? Se há milhares de professores que foram para a reforma, sem que tenha entrado ninguém de novo, como é que é possível que eu não seja necessário ao sistema?
Aumentando as turmas para 30 alunos ou mais? Fazendo ainda mais fusões e mega-agrupamentos? Obrigando os alunos a deslocações cada vez maiores? Negando o pequeno-almoço nas escolas aos que mais precisam? É isso que querem para os vossos filhos?
E as promessas do primeiro-ministro de que os professores efectivos não irão para a mobilidade para mim valem zero. Eu não sou efectivo numa escola, sou Quadro de Zona Pedagógica e, vai-se a ver, afinal era só mesmo dos efectivos que o presidente do conselho estava a falar. A palavra de Pedro Passos Coelho, para mim, vale zero. Porque é um cidadão sem palavra, sem honra, sem espinha.
Sim, vou fazer greve. Peço desculpa por querer defender o meu emprego.

Comments


  1. Estou ctg… Ninguém te pode condenar por continuares a defender os teus direitos e acima de tudo o direito às tuas filhas a terem uma vida condigna. Abraço

  2. produto says:

    Da última vez que vi os professores do QZP até concorriam à frente dos profs efectivos nas escolas para colocações por isso o risco de ficares desempregado é nulo. Mas faz lá greve, só perdes~40 € e o partido agradece-te.

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Não tenho Partido.

      • produto says:

        De qualquer modo em ideologia.
        Mas o que queria mesmo saber era se a prioridade na colocação de professor é a mesma do ano passado, ou seja, os prof dos QZP ficam à frente dos restantes na lista dos concursos. Dá-me a ideia que o ME está a extinguir os QZP, passando esses profs a ficarem colocados em escolas.
        De resto tanto me dá. Lana caprina. Faça lá a sua greve, ajuda a cumprir as metas do défice e no final o resultado para a educação é o mesmo. Por mim até podiam fazer 2 meses de greve.

    • A. Sousa says:

      produto [tóxico]:
      Já te deste conta de que tens um buraquinho ao fundo das costas?
      E se fosses apanhar nesse buraquinho.

  3. Miguel says:

    Tenho dois conhecidos na tropa, já há 5 anos. Entraram na universidade, mas não conseguiram passar do 1º ano, eram malandros e queriam boa vida.

    Hoje são ambos sargentos. Ganham 1600€ base. Varrem folhas, andam de cavalo, disparam coisas e correm. Ou seja continuam malandros e na boa vida.

    Você, professor, que acabou o curso e dá (tenta) dar rumo ao país ganha menos. Parece que é mais importante varrer o chão do que ensinar….. Escolheram mal a vossa profissão.

    Boa sorte para este país

  4. Ricardo Rodrigues says:

    Muita conversa, mas pergunto-te a ti Ricardo Pinto estás contra quem? Contra quem quer tentar endireitar um país? A favor de quem só sabe apontar defeitos e não os sabe ver? Achas que os professores têm trabalhado em igualdade de direitos? (privados) Porque é que tu professor, que o és por opção, apenas tua, tens que ter emprego garantido? Lista de colocação? E os outros? Informáticos como eu, ou muitos outras actividades? Fiz a escolha de um curso, agora tenho as consequências, assim com tu. E se estou mal, mudo de actividade e não culpo ninguém. Nós portugueses temos que olhar mais para os nossos erros e deixar de culpar este ou aquele. Se tens mais de 40 anos, deves ser professor pelo menos há uns 15. Nesses 15 anos, como viveste? Tens duas filhas? Dou-te os meus parabéns, mas sendo tu e a tua esposa professores nunca pensaram na baixa taxa de natalidade e na falta de alunos? Agora culpas os outros? Existe muita injustiça neste país, sim é verdade, mas primeiro temos que ser justos. PS. Sou trabalhador a recibos verdes, com 3 part-times e ganho em média 500€.

    • Ricardo Santos Pinto says:

      «Se me dissessem que eu não fazia falta, ainda podia repensar a minha posição. Mas se o número de alunos no sistema acaba de aumentar muitíssimo, com o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano, como é que podem dizer que eu não faço falta se até agora sempre fiz? Se há milhares de professores que foram para a reforma, sem que tenha entrado ninguém de novo, como é que é possível que eu não seja necessário ao sistema?» – É o que está no texto.

      • produto says:

        Segundo me lembro de ler aqui ao santana castillo o número de alunos até está a baixar, apesar desse aumento de escolaridade. Pouco, mas está.
        E continuam a entrar professores no sistema, menos dos que os que saem, mas entram. Deixa-te de tretas, um professor que está a dar aulas há quase 20 anos não corre o menor risco de sair do ensino, isso é uma mentira pura e dura.

        • Ricardo Santos Pinto says:

          Isso é o que tu dizes. Tenho quase 20 anos de serviço mas fui dos ultimos a entrar para os quadros. Entrar professores no sistema? Da última vez que entraram alguma coisa que se visse foi há 7 anos. Desde aí, quantos é que já se reformaram?
          E se puderes refrear um bocadinho a linguagem, agradecia-te muito. Estamos a conversar, nao estamos a discutir.

          • produto says:

            Pronto, uma coisa já sei, não és prof de portugues. Discutir significa também debater uma questão e é precisamente isso que estamos a fazer:
            http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=discutir
            http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=discuss%C3%A3o
            E não retiro o que disse. Faz lá greve se quiseres, mas não uses falsos argumentos, não mintas. Um professor com quase 20 anos de serviço não corre o risco de ficar desempregado. Quando muito corre o risco de ter de mudar de escola. A carreira de um professor dura ~40 anos. Para mandarem um professor com quase 20 anos para o desemprego teriam de mandar quase metade dos professores para o desemprego. Ainda se fosses do grupo 240.
            Faz greve por solidariedade com os colegas/camaradas que estão contratados a prazo, até te fica bem. Agora puxares ao sentimento, com as tuas filhinhas e a tua mulher, e usares o argumento de que podes ficar desempregado quando isso é muito, mas mesmo muito improvável. Não faças os outros de lorpas.
            Tem entrado pouca gente para o sistema? Pois tem, porque um dos males do ensino tem sido a precarização dos professores,
            e cada vez maior a proporção de professores contratados a prazo. Esses sim, devem temer pelo seu lugar e se aumentarem o horário para 40 horas muitos irão perdê-lo (talvez uns 10 a 15% dos professores). Mas quem está há quase 20 anos no ensino, ainda por cima no QZP, aonde são colocados em 1ª prioridade, à frente dos restantes professores efectivos? Não é realista pensar que alguém nesta situação irá perder o emprego. Eu conheço a situação, tenho meia duzia de familiares como professores, a minha afilhada que entrou para o ensino há 4 anos pode perder o emprego, essa sim tem alguma razão para temer ficar uns anos sem emprego… agora um professor com quase 20 anos? Tem dó, vai enganar outro, um papalvo que não perceba disto. Vai vender a tua demagogia a outro.
            Quanto aos leitores que te aplaudem e me apupam. É por isso que este país não anda para a frente, aplaudem quem mente e apupam quem diz a verdade. As pessoas gostam que lhes mintam e é por isso que os politicos mentem descaradamente. As pessoas gostam de demagogos.

          • Ricardo Ferreira Pinto says:

            Quando falava em discutir, falava da tua atitude e da forma agressiva como me estás a responder em todos os comentários.
            Nao sei quem é que te disse que é preciso ser agressivo com quem nao concorda connosco. Olha que nao é. Nem ser agressivo nem ser insultuoso. Nem chamar mentiroso, treteiro, demagogo e por aí fora como tens feito.
            Sei qual é a minha situaçao, sei quais sao os planos do Governo e sei que o perigo de ir para a lista de mobilidade existe realmente. Entrei para os quadros em 2006 e a partir daí nao entrou mais ninguem para o meu grupo. Contratados no meu grupo já há poucos. Portanto, se fui dos últimos a entrar, serei dos primeiros a sair. Nao és obrigado a saber estas coisas, mas por isso mesmo devias pensar um bocadinho antes de dizer asneiras.
            Quanto ao resto, se quiseres debater – como tu dizes – de forma cordata, sem insultos nem agressividade, vamos a isso. Enquanto mantiveres essa registo, aqui nao comentas mais. Era o que faltava que tivesse de ser insultado em minha própria casa por alguém que se identifica como produto.

          • produto says:

            É típico dos militantes da extrema esquerda conviver mal com a diversidade de opiniões e classificarem as diferenças como insultos. No entanto continuo a considerar o teu post inicial como demagógico. O risco de perderes o emprego é nulo.
            E QZP estão em quase tudo equiparados aos prof efectivos numa escola, até têm preferência em relação aos destacamentos.
            Vais ficar desempregado? Com uma graduação que deve estar ser de 30 ou +? Então na próxima década não ninguém no teu grupo! Vai ser só de professores com mais de 50 anos!
            Desculpa lá, até podes ter medo de ficar desempregado. Há quem tenha medo da própria sombra, mas esse receio não tem fundamento.
            E quanto a eu não comentar mais… terias de bloquear toda a gente. Para alguma coisa servem os proxys.

          • produto says:

            e quanto à moderação (que na prática não é mais que uma limitação do direito de opinião, estou certo que se vasculhar no aventar emitiste opiniões mais duras sobre politicos) ainda outra coisinha:
            Isto é um blog, ao fim de meia dúzia de posts estamos a falar sozinhos, para moderar tens de ler e quando leres já atingi o meu alvo.
            E uma última coisa, se os teus colegas de blog vieram em teu auxilio é porque sentiram que estavas em dificuldades e nestas coisas quando se está em dificuldades é sinal de que não se tem razão.
            Quanto ao nome… é o pior dos argumentos. Numa discussão interessam as razões, não interessa a pessoa e muito menos o nome. A coisa mais ridicula que há num debate de ideias é criticar a pessoa e o seu nome, neste caso a sua alcunha.
            Apaga lá isto, mas quando apagares já leste e de qualquer forma poucos mais iam ler.


          • Ó produto marado, sou o primeiro “colega de blogue” a comentar aqui. Nem um argumento válido esgrimiste, caíste à primeira estocada como de costume.


        • Que tal se se informasse antes de abrir a boca e dizer um monte de barbaridades, sem fazer a menor ideia do que está a dizer?

          • produto says:

            Estou informado, por isso mesmo é dificil vender-me demagogia sentimentalista. Enganem outro.


        • O produto deve andar a fazer-te mal ao cérebro… tens 11 385 vagas negativas e 618 positivas faz a conta….e nos últimos anos tem sido sempre assim…quanto ao facto de dizeres que estás informado…..duvido tenho colegas meus com 23 anos de aulas que este ano ficaram sem horário……
          Aqui ninguém vende nada a ninguém….apenas tu é que estás tão fechado na tacanhez do povinho que sempre achou que os funcionários públicos é que devem pagar sempre e que eles é que são a raiz de todo o mal e de todos problemas. Ficam todos contentes quando os vêem a ficar sem trabalho. Depois reclamam porque os centros de saúde fecham, os tribunais fecham, as escolas perto de casa fecham, os correios fecham, as juntas de freguesia fecham….sem funcionários não se pode ter os serviços a funcionar. Para além disso como funcionário publico se não tenho ordenado não posso gasta-lo nas lojas e no comércio…..Quanto mais funcionários públicos forem para a rua mais vão concorrer ao seu trabalho….pense nisso…

          • produto says:

            Faço-lhe um desafio.
            Se este ano ou nos próximos um único professor com mais de 15 anos de serviço perder o emprego por causa das alterações legais que são propostas dou-lhe toda a razão (excluindo o grupo 240, aí não ponho as mãos no fogo por isso). Não fosse eu gostar da sombra até apostava um jantar em que nenhum professor (excluindo o grupo 240) nessas condições irá perder o emprego.
            Pode, isso sim, ter de mudar de escola. De notar que há mais de 11 385 professores contratados. Aí é que está o problema… quem vai perder o lugar são os contratados. Há muitos e não é preciso despedi-los.


        • Não fale do que desconhece

        • mais uma no desemprego... says:

          não sei em que mundo vives… eu sou professora há pouco tempo, em comparação com outros colegas, e também estou desempregada… e, infelizmente, conheço muitos professores, com 20 anos e mais de serviço e que estão desempregados, tal como eu… às vezes, mais vale estar calado antes de enveredar por caminhos sinuosos…

          • produto says:

            Pois, se não tiverem o curso completo. Mas com curso completo duvido muito.

    • Ze de Fare says:

      E tu Ricardo Rodrigues queixas-te de quê? Tens o exemplo do Martim. Não lutes por melhor. Vai vender camisolas!

    • Pamplona says:

      R.Rodrigues, muito simples: porque sem um professor, tu não serias informático!

    • Luís Vianense says:

      O emprego garantido não é uma regalia. É a forma de manter os funcionários públicos protegidos do sistema político. Só assim poderão ser isentos e estar livres das arbitrariedades de quem exerce o poder nesse momento.

    • Sérgio says:

      Amigo,deixa-te de tretas e pensa nos portugueses que todos os dias perdem o emprego e vão a luta(para conseguir outro),o vosso tem de ser garantido porquê.E já agora se estas preocupado com as tuas filhas pensa que esse dia perdido pode fazer falta.P.S A tua afirmação de que as tuas filhas são mais importantes do que os alunos roça um pouco no egoísmo

  5. Indira Kaviratna says:

    Ricardo Ferreira Pinto, estou contigo. Também eu sou professora qzp e ainda pior do grupo 240. Sou mãe monoparental. Mas pondo a minha situação pessoal de lado, não entendo como os professores despoletam tanto ódio e inveja nos outras. Porque não podemos encarar a luta como uma luta de todos que são vitimas desta política em Portugal? A greve é uma questão de integridade, é um dever. Um abraço para ti.

  6. zeppelin says:

    o produto em vez de malhar nos gajos do partido que decidem em 3m descalbros de 3mil milhoes nos swaps e fazem a vidinha deles na boa e pelos vistos nem demitidos podem ser…vem para aqui malhar em malta que ainda faz alguma coisa pelo pais..


  7. Pois eu também vou fazer greve! É um direito que tenho e, neste momento, um dever cívico. E não tenho que pedir desculpas a ninguém!

  8. jaquim says:

    eu não me meto nas profissões dos outros, porque é que essses camafeus vêem para aqui meter-se na minha. Greve sim senhor, estou farto de mentiras, de andar a pagar por causa de pulhas e ladrões.

  9. Isabel says:

    Pois eu tenho 34 anos de serviço e vou fazer greve, não por mim pelo menos por enquanto, mas por todos os outros e por todas as mentiras com que turvam a visão de quem acha que ainda somos uns privilegiados. Não tenho de pedir desculpa a ninguém , vivo num regime em que a greve é um direito e como tal pode e deve ser usado por todos os que estão nas nossa situação. Quanto aos comentários de gente que não pensa assim , não lhes ligo, é um direito deles.


  10. Subscrevo o comentário de Isabel , devemos continuar
    a lutar por todos antes que dêem cabo de nós .

  11. Marta Paulino says:

    Não sou professora, passo recibos verdes. Mas por favor, agredir verbalmente quem faz greve? Os Portugueses em vez de lutarem juntos contra o empobrecimento geral, estão uns contra os outros… Com esse espirito, os partidos têm o que querem, sim!


  12. Eu acho este tipo de comentários ridículos…. Não tenho nada a ver com o que se passa nas outras classes, nem o quanto trabalham ou ganham!!! Mas estou deveras importada com o que se passa na minha!!!!…. Tenho lido imensas coisas que diferentes professores têm escrito em diferentes grupos, blogs, etc…. apontar o dedo uns aos outros, corrigir erros, apontar defeitos, criticarem-se uns aos outros… Ora vejamos, em todas as profissões há bons e maus profissionais com boas e más atitudes e a nossa classe não é excepção!!! Mas a maior verdade disto é que nós, ano após ano, com governos de direita ou de esquerda temos sido atirados para canto, temos sido maltratados, têm abusado de nós e da nossa classe!!! E nós ano após ano temos deixado acontecer e parece que estivemos este tempo todo à espera de chegar a este limite para as greves serem ponderadas, para reclamarmos, para nos queixarmos!!! E isto é triste.. mas já que aqui chegamos e chorar o leite derramado não resolve absolutamente nada, que tal se nos uníssemos todos, sem apontar defeitos e nos tentássemos orientar numa linha conjunta e com força suficiente para ultrapassarmos os obstáculos? Óbvio que há professores que dão erros, óbvio que há colegas que trabalham pouco, mas isso acontece em todas as profissões e muito sinceramente de tudo o que tenho observado ao longo de dez anos de trabalho, a grande maioria de nós trabalha que se farta, muitas mais horas do que a opinião publica (que é péssima a nosso respeito) pensa, muitas mais horas do que as que nos pagam , temos um desgaste psicológico imenso (quantas pessoas conhecem que conseguiam comunicar e ensinar 30 crianças que tentam falar ao mesmo tempo e a grande maioria tem interesses divergentes dos da escola?)… Ah e temos muito menos férias do que aquilo que se julga!!! Por isso, vamos concentrar-nos em nós professores e em estratégias de união e lutar por uma educação decente, coisa que neste momento não acontece!!! Não tem jeito nenhum tantos alunos numa turma, parece surreal, não há rendimento (também não entendo porque é que os pais não se queixam!), há um facilitismo surreal nas aprendizagens, há pressão nas avaliações dos alunos , principalmente dos que nada sabem e isto, é uma vergonha minha gente, portanto vamos tentar focar-nos nisto e nos nossos direitos, no nosso emprego e preocuparmo-nos com o que realmente nos interessa!!!


  13. Ricardo F. Pinto,
    Pode não ter partido mas, é um homem com dignidade e coerência.
    Os sucessivos (des)governos incutiram na população que ser PROFESSOR é uma profissão medíocre, ser PROFESSOR é ser malandro, ganhar muito dinheiro e nada fazer. Incutiram nos cidadãos quase um ódio mesquinho contra os PROFESSORES.
    Esquecem-se todos aqueles que partilham a ideia incutida pelos sucessivos (des)governos que se não tivessem tido um PROFESSOR, não saberiam ler o que Ricardo F. Pinto escreveu, não teriam hoje um curso.
    Ricardo F. Pinto, os PROFESSORES, os Trabalhadores em geral irão aderir à GREVE GERAL, estão conscientes que a situação está muito difícil, mas exigem em futuro melhor para os seus filhos/as.
    Não sou PROFESSORA (profissão que em qualquer lugar do mundo dignifica quem a exerce), Não sou PROFESSORA, mas, também eu FAÇO GREVE no dia 27 de JUNHO, exigindo a demissão do (des)governo por um futuro melhor.

    GR

  14. conceição louro says:

    Não temos que pedir desculpa.
    Só acho que os sindicatos deviam pagar o dia da greve pois recebem balúrdios do estado e das nossas quotas…


  15. Tenho um curso de economia, tal como o 1º ministro, pois tiramos juntos na mesma turma e na mesma universidade,
    mas estou desempregado.
    Trabalhei no Banco que foi nacionalizado, e com todas essas coisas e por não estar efetivo, tive de sair, já trabalhei em locais públicos, como não há abertura de concursos, mesmo necessitando de pessoas nos locais onde passei. tive mais uma vez de sair.
    Não tenho subsidio desemprego e tenho casa para pagar e comida para comer….
    Mas as greves o que vão mudar? se a politica tem de ser cumprida e tem de ser assim como está, infelizmente.

    • Pamplona says:

      Não ceda! Querem transformar-nos num povo sem esperança, mas também num povo sem cultura e sem educação porque então é mais fácil tirarem-nos as restantes proteções sociais. Não pode continuar a pensar que a única saída é “esperar que passe”. Os Portugueses já deram muitas provas da sua valentia. Não somos cobardes. Merecemos respeito. Somos gente. Temos voz. Vamos fazer-nos ouvir!

    • Maria says:

      Por engano, a minha resposta está num post posterior, Maria.


    • P. não tem que ser assim se os governantes quiserem pode mudar, porque não reduzem a quantidade de secretárias, assessores, especialistas de 20 anos, motoristas, fechem empresas públicas, Municipais, Fundações etc.etc. só foram criadas ou inventadas para dar guarida aos boys partidários. Por acaso sabe que a Países na Europa que o 1º ministro tem 1 diz bem Um motorista, o de Portugal tem 11! Onze leu bem, agora faça a conta a secretários de secretários, assessores de assessores especialistas de especialistas. E veja quanto não poupavam se reduzissem, mas isso eles não fazem, por isso digo não tem que ser assim tem sim é que mudar esta forma de governar a serem sempre os mais fracos a pagar a factura dos políticos que nos tem governado a mais de 35 anos.


      • Estamos entregues aos bichos . Eles não querem saber
        de mais nada .Não se preocupam com o País , nem com
        o Povo . Só se preocupam com os interesses deles .
        Podem estar a matar o pai e mãe , que ainda têm a lata
        de dizer que o estão a fazer por amor .
        Assim como o Sócrates que afundou o País e deixou o
        Povo na miséria e teve a lata de dizer que tudo o que
        fez tudo por amor aos portugueses .
        Só fingidos e filhos da mãe .

        • Ricardo Ferreira Pinto says:

          E repare, Fernando Cardoso dos Santos: ao mesmo tempo que equacionam despedir milhares de professores, continuam a despejar milhões de euros nos colégios privados para fazerem um serviço que a escola pública está apta a fazer perfeitamente tanto em termos de infra-estruturas como de recursos humanos. E apenas para garantir o lucro de meia dúzia, pagamos todos.

          • Pedro Martins says:

            Despejar milhões em colégios privados que, por acaso prestam o serviço de maior qualidade e a mais baixo preço e que (caso não se tenha apercebido) empregam milhares de colegas seus!


          • Qualidade? porquê? porque seleccionam os alunos? vamos lá acabar com essa batota e depois vemos onde vai parar qualidade do ensino.
            E não dão trabalho: exploram o trabalho de colegas meus, sim senhor. Com a total complacência das autoridades, tanto do trabalho como do ensino.


          • Não sou professor , nada tenho contra os professores
            e nada tenho a comentar sobre o ensino público ou
            privado . Defendo os dois sistemas , apesar de ter sido
            educado no ensino público .
            Estou do lado dos professores e não concordo com o
            que lhes querem fazer .
            Claro que haverão aspectos negativos no ensino pú-
            blico e no privado . Devemos criticar o que está mal
            para pôr as coisas na ordem , mas não criar guerras
            de ofensas ou políticas .
            Os professores também são seres humanos e não é
            piorando ensino que se melhora o que quer que seja .
            Os professores são fundamentais na vida das pessoas.
            Creio que o comentário de Pedro Martins não devia
            ser dirigido a mim , talvez tenho sido feito por lapso ou
            confusão .
            Apoio a greve dos professores para fazer sentir aos
            políticos que algo vai muito mal neste País .

      • Maria says:

        3000 pessoas na Assembleia da Républica!!!


        • por acaso tenho andado a fazer uma consulta sobre a quantidade de gente na A.R. para depoois escrever um artigo, como sou curioso e gosto de andara par da situação de Portugal, faço até bastantes consultas,mas desde já fico grato por essa informação que eu tinha ideia que no tempo do outro eram perto de mil, segundo o que tinha lido pensei que agora rondasse o memso numero

  16. Céu Mota says:

    Sou professora por opção; já lá vão 28 anos. Quando comecei a trabalhar, apenas a 5 km de casa, ganhava 17 contos. Para mim era fantástico. Tinha 22 horas letivas, mas passava o dia todo na escola, era uma paixão. Os meus alunos sabiam que podiam contar comigo em qualquer momento, sentia-me respeitada, o presidente dizia que todos os professores apaixonados pela profissão têm sucesso a dobrar. Ao longo deste anos, passei a ganhar mais dinheiro, ´continuo a passar a maior parte do tempo na escola, a paixão é quase a mesma, mas os meus alunos já não me respeitam da mesma forma, por vezes tenho que colocar um, ou outro, fora da sala de aula, para conseguir continuar a minha paixão; os meus superiores dizem que tenho que trabalhar mais horas letivas, (sim porque não tenho redução); agora ganho menos do que há 6 anos atrás; tenho uma carrada de papeis que mudam todos os anos; faço formação ao fim de semana e nas férias; a minha escola já não tem lugar para mim; onde irei parar? o meu governo mentiu-me, empobreceu o meu país, mandou os meus filhos para o estrangeiro, e mais não digo. VOU FAZER GREVE; NÃO CONCORDO COM ISTO; sempre cumpri com os meus deveres, agora está na hora de fazer cumprir os meus direitos.


  17. Força Ricardo.


  18. Compreendo perfeitamente alguma aflição perante a instabilidade do sistema, mas dou-lhe o meu exemplo: tenho 44 anos, um filho de 5 com quem vivo sozinha desde que ele tinha 2 anos, trabalhava a recibo verde e ganhava 650 euros até que em Agosto fui dispensada por problemas financeiros! Não tive direito a subsidio de desemprego, nada; estou agora a tentar que a SS decida se terei direito a alguma ajuda, já que faço descontos desde os meus 19 anos! Não consigo emprego, não chamam sequer para entrevista se já passaste os 35 anos! O meu companheiro ganha 1200 euros…. Porra!!! Deixe-me que lhe diga que se tem 2 filhas, ganha o que diz, tem os anos de carreira que escreve, e a sua esposa recebe subsidio, está a queixar-se de quê?!!!!!!

    • Ricardo Ferreira Pinto says:

      Estou a queixar-me de poder vir a perder o emprego, minha senhora, e ficar numa situaçao pior do que a sua. Só isso.

  19. Maria says:

    Estava indecisa quanto a aderir à greve, depois de tanto disparate que li aqui, não tenho mais dúvidas, vou fazer greve e não tenho que dar explicações a ninguém!!! Espanta-me esta mentalidade e inveja de “…se eu estou mal, os outros tb têm que estar como eu, ou pior” . Pois eu, se estou pior que o vizinho, não desejo que ele me acompanhe na desgraça, quero e luto, para que eu possa estar como ele, caso estejamos em igualdade de circunstâncias.

    Mais do que funcionária pública, Sou uma servidora do Estado, atualmente, uma “escrava do estado.”.


    • Estou contigo só uma observação nós portugueses somos invejosos por natureza, e ai sim nada vai mudar, talvem daqui a umas centenas de anos a mentalidade portuguesa mude, até lá temos que conviver com a inveja.

      • Maria says:

        Obrigada pelo seu apoio, é bem verdade o que diz, inveja e mediocridade andam juntas, qualquer governo por muito “imprestável” que seja, sabe aproveitar-se disso para seu beneficio pessoal. O velho lema “dividir para reinar.”


        • este parece me até que se esta a proveitar mais por isso teme stado a dividir os portugueses, pior é que uma boa parte de nós não vê ou não quer ver


        • nem mais é agora e vai continuar ainda até quando? É dificil saber

          • Maria says:

            Deixei um comentário, mais abaixo a esta situação gostaria de saber a sua opinião, se lhe for possível. Bem haja por existirem pessoas como vc.

  20. Maria says:

    Se o P(?) andou na mesma faculdade que Passos Coelho onde eu estudei e conclui a minha licenciatura, só me entristece o seu comentário, não foi de certeza. esta Universidade que lhe transmitiu a politica do conformismo, aproveite enquanto tem “comida para comer” (?!) e só a casa para pagar e como não há nada que se possa fazer, aproveite coma e vá dormir, sempre diz menos disparates!!!


  21. Maria, não sei qual é o disparate que refere e também não sei qual é o curso que tirou, agora uma coisa eu sei, que tenho comida para comer, mas não é do que ganho, porque nesse campo ganho BOLA. Tenho comida para comer, porque tenho ajuda, em relação a não fazer nada ou dormir, não corresponde ao meu perfil, tenho uma média de uns 5 CV ´ s enviados ao dia e nem 1 telefonema para entrevista, está demonstrado que sou proactivo.

    Agora desde quando é que os sindicatos dão alguma coisa alguém?

    Quantos estão ligados aos sindicatos e estão desempregados?

    E as empresa de RH, colocam requisitos discriminatórios (Ex: entre os 25 e os 30 anos).É justo e adequado neste momento?

    A culpa de isto estar como está, é do próprio cidadão, passei por entidades, onde constatei isso, centenas e centenas empresas devem ao estado, para beneficio próprio e depois dizem, não tenho lucro, e vai se ver, tem milhares no bolso…. a culpa é do estado?

    • Maria says:

      Não sabe qual é o disparate e nem me parece que vá saber nos tempos mais próximos a alinhar por essa sua diapasão.

      Continuo perplexa, onde é que eu falei em sindicatos?! Nem sou sindicalizada. Aliás os poucos direitos que conseguimos obter, foi por mérito da nossa classe em que alguns sindicatos para não ficarem mal vistos, se viram obrigados a aderir e a reivindicarem indevidamente os louros para eles.

      A culpa é do cidadão, nossa portanto, pessoalmente é um peso que não carrego, quanto a si……?

      Sou militante do CDS, identifico-me com os princípios que este partido defende, mas não defendo nem apoio a maioria das medidas punitivas para com a nossa sociedade e que em muito se afastam dos valores de um social democrata cristão.

      Revolta-me ver o sofrimento dos mais desfavorecidos, principalmente os idosos que foram os mais penalizados aquando da ditadura de Salazar, em que nada beneficiaram com o 25 de Abril e agora nem uma velhice com dignidade lhes permitem viver.

      Se os meus impostos e sacrifícios não fossem utilizados para injetarem dinheiro nos bancos a quem não devo nada, de certeza que viveriamos num estado de direito e numa sociedade mais justa. Assim e tb graças a pessoas proativas como o P, vivemos num lamaçal.

      Não percebo porque é que trouxe à coação o ter feito parte da mesma turma do Passos Coelho? Só se foi para justificar a sua solidariedade com o governo que de Estado não tem nada.

      As Fraudes de que fala, caberia aos sucessivos governos que nos têm andado a enganar, fiscalizá-las e agir em conformidade com a lei……..não sei se já se apercebeu que vivemos num País onde a corrupção impera, onde “todos quase todos os politicos se vendem” uns por puco outros por muito dinheiro” afirmação proferida pelo professor Rosado Fernandes, há uns anos num congresso do CDS, em que estive presente.

      Concluindo, concordo consigo quando diz que a culpa é nossa pela situação atual em que nos encontramos, principalmente porque já DEVÍAMOS TER MOSTRADO O NOSSO DESAGRADO MAIS CEDO.

      Na Educação, quanto menos tempo um aluno estiver numa escola, menos despesa dá ao governo, quanto menos professores, funcionários e escolas tiver…………?Logo está bem à vista o quanto somos uma CLASSE PRIVILEGIADA e os níveis de iliteracia mostram bem a qualidade do ensino que temos, nem percebo porque é que os filhos dos membros do governo frequentam todos o ensino privado!!!

  22. Isabel says:

    Eu sou professora do quadro e estou quase na mesma situação que tu! Marido desempregado e com duas filhas….ainda não tenho horário zero, mas é uma situação que pode acontecer em qualquer altura, com o número de alunos a reduzir, o número de alunos por turma a aumentar ou basta mesmo um aumento da nossa carga letiva! Os professores tem que se unir e defender a nossa classe. Não entendo qual é o prazer dos governos (PS e PSD) em destruir a educação !!! A educação é a base de um pais…deve investir-se nela e não destrui-la!! Adoro dar aulas mas nos últimos anos sinto-me cada vez mais desmotivada…são os alunos que me ajudam a continuar….

  23. jose says:

    Força Ricardo não deixes que algumas pessoas que pensam que a desgraça dos outros e a sua felicidade te desmotivem. não sou professor já agora:,mas agradeço porque teve um percurso de vida que só me permitiu tirar o 9ºano como adulto e não fui nas N Oportunidades foi no ensino geral e só tenho de agradecer a dedicação de todos os professores,verdadeiros pilares da nossa sociedade,hoje em dia alem de professores tem de ser pais, irmãs, amigos,e mais o que seja dos alunos.


  24. Apenas, referi turma e curso, pelo facto de mostrar que ele tem atividade/trabalho e eu estou desempregado, apenas isso.

    Quando falo em sindicatos, é por receberem muito €€€ e incentivar a muita coisa, que por vezes leva a pessoas a terem desinformação.
    E isso não ajuda nada e ninguém é beneficiado.

    As populações se tivessem contribuído adequadamente e sempre ao longo dos anos, hoje estaríamos bem, mas muitos, e muitos “fugiram” aos seus deveres de contribuintes.
    Mesmo com controlo do estado, arranjam sempre forma de fugir.

    Vamos a snack-bar, pedia se 1 café, não era registado. vamos a um restaurante, chega ao final da noite, retiravam o rolo da máquina e colocavam o valor de caixa que apetece-se, com a exceção da receita de multibanco, e muitos mais exemplos haveria a dizer. e na altura o IVA era mais baixo.

    Muitos beneficiaram de dinheiros europeus, para fazer o que?

    Havia mais nascimentos e mais crianças, logo haveria necessidade de mais profissionais nessa área, agora não.

    Ao nível informático houve uma grande evolução desde dos meados 2000, que leva a não haver necessidade de tantas pessoas em alguns locais, exemplo de bancos: havia na caixa 3, 4 e 5 pessoas, agora só 1 ou 2.

    • Maria says:

      Pois! A avaliar pela seu domínio da Língua Portuguesa, tanto no campo lexical como gramatical, pelos conhecimentos de Economia Politica que revela possuir e pela sua douta análise económica das”populações” de Portugal, ou não será antes, a população de Portugal? …

      …Sabendo eu, em que anos o Pedro Passos Coelho, que conheço bem, frequentou o curso de Economia e sendo nesse período, o professor Soares Martinez, diretor e responsável pelo departamento de Economia….o meu caríssimo P, obteve a sua licenciatura em sonhos e na Universidade dos trolls.

      Diz que trabalhou num banco que foi nacionalizado e em virtude disso foi despedido?! Seguramente, não foi neste País, pois desde há muito que apenas se privatiza tudo o que é pertença do Estado. Pela fusão do extinto BNU e a CGD, não houve um único despedimento, e esse facto já ocorreu há uns largos anos atrás.

      Perante isto, a única coisa que se me oferece dizer é: Sem comentários!!!

  25. Alberto Costa says:

    Para o “Produto”

    És mesmo um cobardolas. “Produto” fica-te mesmo bem como nome. É como diz o outro: falas, falas, mas não dás a cara e, ainda por cima, só dizes porcarias pela boca fora….

    • produto says:

      A cara, o nome não interessa. A ideia ou vale por si ou não vale, daí que tanto dá eu ser o zé nabo ou um magnifico reitor.
      Desafio-os a daqui a uns meses publicarem uma lista de professores com mais de 15 anos de serviço, devidamente qualificados, que tenham ficado desempregados.


      • eu compreendo as situações em que as pessoas se vêem obrigadas a viver com privações e o que custa pensar no futuro e vê-lo incerto. A greve é uma forma de luta, conquistada a duras penas, assim como o voto e ainda assim tanta gente o despreza quando tem hipótese de exercer esse direito, depois queixam-se em massa dos governos eleitos. Eu acho é incrível como as faculdades publicas e privadas continuam a debitar professores quando a procura é tão escassa… é na verdade um problema que o Governo tem que resolver… resta é saber como!! porque também não se pode impedir ninguém de se formar naquilo que deseja e com o que sonha… posto isto tenho permanentemente uma dúvida : mas porquê que o Governo tem que garantir emprego a esses licenciados e não aos outros ??? todos???

        • Ricardo Ferreira Pinto says:

          Mas o Governo não garante emprego a esses milhares de licenciados que continuam a sair das Faculdades, como muito bem diz. A questão aqui é os professores dos quadros..


      • Magnífico reitor não és de certeza, ò produto. Zé Nabo talvez, mas pareces mais um troll avençado, pela persistência com que vens aqui vender o teu produto estragado. Eu não teria a paciência que o Ricardo Ferreira Pinto e outros aqui tiveram para te dar tempo de antena.


  26. Cara Maria,

    O nome da pessoa que refere como Diretor departamento do curso de economia da referida universidade?

    Deve estar um pouco confusa nos nomes….

    BPN diz lhe algo?

    Acho que era um nome de um banco português, que pertencia ao grupo SLN.
    Nacionalizado parece que foi, no dia 02/11/2009, anunciado pelo governo na hora do almoço (domingo).

  27. silva says:

    Pois é…até aqui apenas quem estava no Privado deitava-se e acordava com a pergunta ”será que é hoje que vou ser despedido?” ” será que este mês vou receber?” A SEGURANÇA de trabalhar para um patrão falido ”Estado” mas que paga e dá regalias a tempo e horas está a acabar…eu ganho 700 euros e já tive emprego a ganhar 1200 e ainda estou vivo, aprendi a sobreviver com menos 500 euros por mês, não é fácil, mas não me importava de ganhar 600 euros e saber que não poderia ser despedido, menos comida, menos café, mas pelo menos dormiria descansado pois tinha trabalho e ordenado garantido.

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