A mentira é a pose natural de um blasfemo, a calúnia também

Depois de ter lido um qualquer manual do KGB, Vítor Cunha decidiu que Inês Gonçalves, autora de um texto que publicámos, “parece corresponder à descrição de um tipo de meia-idade com bigode.”. Apontou o dedo canalha para um perfil no Facebook que diz aberto em Janeiro deste ano. E continua feito soviético a achar que o que ele vê nesse perfil é o que lá está.

A  Inês está no Facebook desde 29 de Agosto de 2009, 5 meses depois do Vítor Cunha. E tem fotografias pessoais, gostos musicais e muitos outros, “bikinis, motas ou verniz garrido para as unhas” não me parece, mas nem todos os jovens terão os mesmos gostos pessoais do Vítor Cunha.

Vítor Cunha, que mal chegou a blasfemo-mirim decidiu seguir-me no Facebook  o que deve fazer parte de um curioso ritual iniciático que com curiosidade retribuí, não desconhece que esta rede tem níveis de privacidade e que eu posso ler nos perfis dos amigos dos meus amigos coisas que ele talvez não veja, mas nunca uma data em que mentiu. Lá acreditou que os seus leitores iriam ter acesso ao mesmo perfil reduzido que eventualmente ele terá visto.

Mentiu ao nível do sénior José Manuel Fernandes que hoje no Público descobre armas de destruição massiva nas sedes dos sindicatos, promove o bigode do Màrio Nogueira ao estatuto de bigode do Sadam e se embrulha como de costume, mas a esse já estamos habituados. Fez escola, e numa coisa a cópia é ultrapassa o criador: não tenho encontrado no Vítor Cunha a mesma falta de habilidade em lidar com a língua portuguesa. Valha-nos a forma, o conteúdo calunioso é exactamente o mesmo.

Comments

  1. Hugo says:

    Historicamente, o socialismo blasfemou – e bem – contra os valores económicos, sociais e religiosos instituídos. Mas lá está, é historicamente.


  2. Esse tal cunha é um mau bufo.

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