A Acta dos Professores (iv): quem perde

O tempo vai passando e os olhares que se cruzam são de satisfação, são de dever cumprido. Claro que também se juntavilareal6 uma sensação de alívio porque não era fácil continuar a GREVE às avaliações que se manteve muito perto dos 100% até terça-feira.

Do que tenho lido e ouvido há algumas questões colocadas em cima da mesa que nunca estiveram em discussão, pelo menos no âmbito da luta do mês que agora termina.

Da parte dos docentes contratados até se conseguem queixar do facto da palavra contratados não aparecer na acta. Pergunto:

– quando se consegue que a DT  continue na componente lectiva, estamos a garantir o quê?

– quando se consegue que as cinco horas entrem apenas na componente individual, estamos a defender o emprego de quem?

No caso dos docentes que pertencem aos Quadros de Zona Pedagógica existe uma outra questão, bem complicada.

Há professores que estão “efectivos” numa determinada escola, outros há que são contratados e algures no meio há um conjunto de docentes que pertencem aos quadros, mas que numa região (maio ou menor ao sabor dos Governos) estão disponíveis para leccionar em qualquer escola. Este ano lectivo um Professor do QZP do Porto teria que estar disponível para trabalhar em Gaia, Gondomar, Maia, Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa, Valongo e Porto…

Com a nova legislação, um Professor deste QZP terá que aceitar um horário em qualquer distrito do Porto, de Braga e de Viana do Castelo, ou seja, de Gaia a Melgaço. São muito mais do que 60 km, o limite para a mobilidade geográfica dos docentes dos quadros de escola na famosa acta.

Esta questão esteve em cima da mesa negocial, tal como esteve a obrigação dos docentes contratados em se apresentarem a concurso a dois desses quadros de zona. Não conseguimos e registo apenas a necessidade de continuar a lutar contra ambas.

Repito, no entanto o argumento já apresentado no Aventar – não se trata de saber se houve uma derrota ou uma vitória. Houve pontos, importantes, que foram conseguidos e outros que nem por isso…

Como sempre, enquanto houver estrada para andar…

Comments


  1. LOBBYS PATRONAIS E LOBBYS SINDICAIS UNIDOS:
    – ambos, nas suas negociações com os governos, QUEREM MANTER O CONTRIBUINTE DE FORA… de facto, os mafiosos dos lobbys patronais (e dos lobbys sindicais) não querem que QUEM PAGA (vulgo contribuinte) possua o Direito de Vetar negociatas…
    .
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    —>>> O contribuinte não pode andar constantemente a correr atrás do prejuízo: BPN, PPP’s, etc, etc, etc.
    !!!…DEMOCRACIA SEMI-DIRECTA…!!!
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    Dito de outra forma:
    -> Não sejas cúmplice dos ‘Políticos Carta Branca’: os políticos que querem carta branca para continuar a estoirar milhões e milhões em endividamento…
    -> Apoia os ‘Políticos Disponíveis para serem Fiscalizados’ (pelo contribuinte): “O Direito ao Veto de quem paga”.
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    —> É uma ‘regra’ da democracia:
    – Um ministro das finanças que dê abébias a certos lobbys tem a vida facilitada… pelo contrário, um ministro das finanças que queira ser rigoroso, tem de enfrentar uma (constante) tempestade política.
    —> Mesmo depois de já terem sido estoirados mais de 200 mil milhões em endividamento… os ‘Políticos Carta Branca’ querem estoirar mais: eles continuam a falar em mais e mais despesa… NÃO ENQUADRADA na riqueza produzida!?!?!
    -> Mais, para os ‘Políticos Carta Branca’ já se vislumbra uma luz ao fim do túnel: “implosão da soberania, ou o caos” – federalismo…
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    —> Por um sistema menos permeável a lobbys, os ‘Políticos Disponíveis para serem Fiscalizados’ (pelo contribuinte) farão uma gestão transparente para/perante cidadãos atentos… leia-se, são necessários melhores mecanismos de controlo… um exemplo: “O Direito ao Veto de quem paga” (vulgo contribuinte): ver blog ‘fim-da-cidadania-infantil’.
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    O CONTRIBUINTE TEM QUE SE DAR AO TRABALHO!!!
    -> Leia-se: o contribuinte tem de ajudar no combate aos lobbys que se consideram os donos da democracia!


  2. http://cadernosemcapa.blogspot.pt/2013/06/professores-em-luta-valeu-pena.html
    Ao longo das últimas semanas, a luta dos professores em defesa das suas condições de trabalho, da dignidade da profissão docente e da qualidade da Escola Pública atravessou uma fase que foi intensa e difícil, mas foi proporcionalmente gratificante.
    Mais uma vez se confirmou que, quando um grupo profissional se mobiliza, organizadamente e em unidade, com objetivos claros e formas de luta adequadas, é sempre possível construir vitórias, ainda que parciais.
    Podem não ser certas as conquistas. Podem os ministérios, que agora cedem à pressão da luta, tentar, amanhã ou daqui a uns meses, reverter os compromissos que foram obrigados a assinar.
    Certamente o tentarão, mas sabem a força e a determinação que enfrentam.
    No momento em que o ministro Crato decidiu requisitar todos os professores para o serviço de exames do passado dia 17, o efeito produzido foi o oposto do pretendido. A indignação provocada por esse atropelo trouxe para a greve professores que estavam, até aí, menos mobilizados e que se sentiram usados como se fossem um contingente de potenciais fura-greves disponíveis para substituirem os colegas em luta. A resposta foi o crescimento da mobilização e a adesão clara de mais de 90% dos professores e educadores.
    Este processo de luta foi uma lição e este fim de ano letivo foi um tempo de aprendizagem para muitos docentes e para outros trabalhadores que, por vezes, chegam a pensar que as políticas dominantes são imparáveis.
    Lutar valeu a pena.
    Vale sempre a pena!

  3. celesteramos.36@gmail.com, says:

    Quem desmantelou em 2 anos o país que de novo se construíu desde 1974 ?’ Dois anos – só um tsunami de gente da maior vileza e iniquidade – devem ser filiados no partido de Le Pen

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