A velha ordem de Machete

Ouvi o advogado Rui Machete esta tarde no Parlamento de Portugal a defender-se dos ataques da Oposição. Ouvi na TSF: a sua voz, a sua prosódia, as coisas próprias da retórica, as palavras (que escusavam de fazer dele um réu e daquela comissão de inquérito um tribunal, disse todo indignado), e depois o ataque: que aquilo era combate político, e apenas isso, destinado a fazer dele uma vítima. Sei quem é Rui Machete: representa uma geração de senhores, uma maneira de fazer, um modo de estar na vida pública, na política, e sobretudo no poder. Rui Machete representa tudo isso. Só que isso acabou. Algo novo cresce, posso senti-lo. E ouvi-lo nas palavras de Machete – como nas de muitos mais.

Comments

  1. João Paz says:

    “Tremam os que riem da miséria que provocam” GP e isso sente-se cada dia mais Sarah Adamopoulos. É Medo mais que justo aquilo que começam a sentir.

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  1. […] de um Estado maçónico, jacobino, corrupto e injusto, desde 1974, com benesses para alguns, os machetes, os soares, os cavacos, e a factura para quase todos. E a factura é […]

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