O adiantado

Nunca gostei de Braga de Macedo, nem como ministro nem como comentarista. O seu descomunal ego esmagava-lhe o mérito que eventualmente tivesse (e que, valha a verdade, independentemente de questões muito técnicas, nunca lhe vislumbrei). Mas só hoje constatei que o homem pode portar-se como um verdadeiro canalha, ao ver-lhe uma intervenção num forum internacional sobre a Constituição da Republica Portuguesa.

Lambendo os pés – pelo menos – aos donos, mentiu, conspirou contra os interesses do seu próprio país, exibiu a moral de um rato de esgoto. E era a esta criatura que alguns jornalistas muito populares cá na praça chamavam “adiantado mental”.

A História é o que a malta quiser

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As seitas; religiosas, futebolísticas ou políticas, são pela sua natureza um perigo para a espécie humana. Começa por enfrentá-lo quem lá entra, acaba a levar com ele quem está de fora.

Solidário com um correlegionário defensor do homicídio por especulação com medicamentos, Mário Amorim Lopes decidiu brindar-me com a peculiar noção da História dos insurgentes, uma seita que alimenta este governo e é sua vanguarda ideológica. Sentem-se, que já vi gente a cair ao chão por menos do que ler isto:

Em 1789, principiado na Revolução Francesa e perpetrado durante o Reino de Terror, os jacobinos e os proto-socialistas em formação ideológica acercavam-se da vida dos outros através da guilhotina.

Deixemos os atentados básicos à língua portuguesa, principiados e intermináveis, fiquemos por esta mirabolante definição da primeira revolução liberal europeia, onde pelos vistos abundavam os “proto-socialistas”, conceito eventualmente encontrado no cérebro de um protozoário mal disposto em dia de diarreia mental. Como qualquer português que tenha concluído o 8º ano de escolaridade com mais de 1 a História sabe, o liberalismo entra em Portugal pela mão francesa, napoleónica e não só, mas de súbito Manuel Fernandes Tomás, o primeiro mártir do liberalismo português, poupemos ao Mário uma ida ao google, fica entalado entre o jacobinismo e o proto-coiso. [Read more…]

500.º Aniversário do Bairro Alto

Não visitava o Bairro Alto há anos. Hoje, Sábado, em digressão acidental pelo Chiado e zonas envolventes, fui parar à Travessa da Queimada – fiquem descansados os anti benfiquistas, desta ou daquela cor, que a sede de “A Bola” não fazia, nem fez, parte do roteiro.

Em boa verdade, esse roteiro informal não fora pré-definido por caminhos ou destino. Desemboquei na Travessa da Queimada involuntariamente.

Deparei-me com uma estreita mesa, de cinquenta metros de comprimento, com fatias de bolo-rei. Ao fundo, e com instalação sonora adequada, pude ver e ouvir uma sessão de fados. A minha a alma de lisboeta – alfacinha de gema – ficou arrebatada de euforia.

Estes eventos da cidade, erguidos do desterro, do esquecimento e até de temas historicamente desprezados pela comunidade citadina, transformam-se em felicidade do estado de alma.  [Read more…]

Nelson Mandela – um Tributo a Madiba

O debochado e miserável futebol português

casos do Sporting-Belenenses

Lance do penalti do 1.º golo do Sporting

Sou do Belenenses. Desde miúdo. Mantenho-me sócio em homenagem à memória do meu Pai. Continuarei belenense até ao fim, mas distante do futebol. Utilizo-o por humor com amigos, embora neste caso seja por revolta.

Vítima  do sistema criado, pelas mãos de um bando de bárbaros invasores, o futebol doméstico e internacional é um antro de espúrios interesses que me repugnam – na qualidade de sócio de lugar cativo, este ano apenas assisti a um único jogo (Belenenses-Olhanense), uma reminiscência de juventude, e certamente não presenciarei outro esta época.

O futebol português como base de mesquinhas e irracionais rivalidades entre Lisboa e Porto, num país de meia-dúzia de km quadrados; o futebol português transformado em albergue de luxo para uns tantos que sacam centenas de milhares de euros a dirigir clubes da sua paixão ou é utilizado como refúgio, inclusivamente o meu clube, por quem teve sucessos materiais na vida inexplicados  – Vale de Azevedo é a excepção; o futebol português, cada vez mais debochado e miseravelmente manchado pela falta de ética e de verdade desportiva, cria-me náuseas e expulsou-me há muito tempo do grupo de seguidores. Resta-me a selecção nacional e nem sempre. [Read more…]

Apesar de não ser do Glorioso

Esta fotografia é muito boa. Se fosse do Glorioso, seria excelente.