Faz hoje 26 anos que Mandela foi libertado

Outro veto do Cavaco que correu mal.

Nelson Mandela – um Tributo a Madiba

O Único de Que Se Lembra

Cavaco e o falecimento de Mandela.

Honra lhe seja feita

Helena Matos e sua defesa do colonial-fascismo, a melhor e mais extrema homenagem da direita a Nelson Mandela. O resto, é hipocobardia.

O Gastrópode

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É fodida a falta de espinha e de memória.

Memória

Morreu o corpo de Mandela e a ideia que os fracos faziam dele, que não lhe percamos a memória…

Freedom don’t come easy, don’t come bloodless, don’t come fast


Mandela in the prison, Biko in the ground
Sharpeville and Soweto Voices sillenced till the end of times
Freedom don’t come easy, don’t come bloodless, don’t come fast
But in the hearts of countless people
No pass law’s gonna stop us pass.

Assembleia Geral

A Margaret e o Ronald já estão a ouvir das boas do terrorista Nelson. Despacha-te Aníbal, estão a precisar de reforços, não esperes pelo Deus, vai lá tu votar.

O Belo e os Monstros

“Mandela não era propriamente um líder político” – opinou o pivô da RTP. Estava dado o tom. As televisões, nos seus noticiários, empenham-se em fazer uma espécie de esterilização da memória de Nelson Mandela. Como se para homenagear o homem fosse necessário negá-lo previamente.

O despudor o a hipocrisia estão, hoje, à solta. Já vi e ouvi os ditirambicos elogios feitos por três ministros de Cavaco Silva – com duas intervenções de Deus Pinheiro, ministro dos negócios estrangeiros da altura! -, o mesmíssimo governo que considerava Mandela terrorista e um dos três que, na ONU, juntamente com os EUA e o RU, votou contra a sua libertação da infindável prisão a que esteve sujeito. Tal como votou em todas as organizações internacionais sempre que se discutiam moções e deliberações, mesmo de carácter humanitário, sobre este tema.

Esta repugnante herança não pode ser esquecida nem apagada e os seus protagonistas só ganham o direito a admirar Mandela se forem capazes de um reconhecimento auto-crítico da sua prática ao tempo. Sejamos claros: Mandela não foi um mártir, nem um santo. Foi um herói, um homem à altura das suas circunstâncias. Foi – e de que maneira – um grande líder político e revolucionário. A sua obra tem as grandezas e imperfeições do que é humano. A África do Sul não foi transformada num paraíso, longe disso; foi libertada. Faz o seu caminho. Esperemos que esteja à altura do caminho de Mandela. Que era um homem de paz, mas não um pacifista; que lutou com todos os meios para que o seu povo tivesse direito a construir uma nação igualitária. Tendo sempre presente: “Se tu queres fazer as pazes com o teu inimigo, tens que trabalhar com o teu inimigo. E então ele torna-se o teu parceiro.”

Nelson Mandela, 1918-2013. RIP

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Morreu um dos grandes da História da Humanidade. Livre,  sempre livre entre ou fora de grades.
Agora um invertebrado de nome Cavaco Silva enviará condolências e louvores ao homem cuja prisão mandou votar na ONU. O tempo está bom para canalhas.

Morreu Nelson Mandela

Descansa em PAZ, Homem BOM!

Como Se Fora Um Conto – O Opel Corsa, o Rúben e a Torrada de Pão de Regueifa

Era ainda de manhã, cedinho, de uma sexta-feira feita para engenheiros de pontes. Ontem, muitos, demasiados, festejaram o dia do meu País como se tudo estivesse bem.  À mesa do café onde muitas vezes desjejuo, leio distraído o jornal do dia. A revista que o acompanha também está por ali, com a sua capa colorida a tentar chamar-me a atenção.

Entre uma leitura de títulos da primeira página do jornal e da revista, e uma espreitadela às fotografias que os acompanham, fico sabedor do que mais importante se passou no dia de ontem, ou nos que o antecederam.

Aos poucos vou tomando consciência do que é interessante para os Portugueses.

Assim, pedindo desculpas pelo tratamento muito informal que vou dar às pessoas, fiquei a saber que a Sofia e o Nuno, [Read more…]

Mundial de Futebol – fogo posto ?

Organizar o Mundial de Futebol é sempre um sonho para qualquer país. Milhões de pessoas em todo o mundo estarão concentrados no campeonato e durante um mês o país vai ter a maior montra de visibilidade a que um país pode aspirar. E antes e depois irá falar-se na África do Sul.

Já se começou a falar e pela  pior razão, o assassínio de Eugene Terre ‘Blanche pode desencadear uma onda de violência durante o Mundial, os brancos podem estar tentados a vingar esta morte . Julius Malema, líder das Juventudes do Congresso Nacional Africano, incita os negros com “morte ao boer” os fazendeiros brancos, e não é travado pelo  Presidente do país Jacob Zuma que o incita afirmando que vai “ser um futuro grande líder”.

Entretanto, Helen Zille, líder do Partido de Oposição Branca, Aliança Democrática, já apelou à calma, o que mostra bem que a situação pode estar fora de controlo das autoridades. Em meio urbano, com muitos milhares de visitantes, é fácil fazer explodir um autocarro ou colocar uma bomba num estádio cheio com uma multidão de 60 000 pessoas.

Nelson Mandela já não tem idade e força para manter ” a nação arco- íris” no caminho da justiça social e da integração racial.

Invictus: Um suplemento de alma aquém das expectativas

Clint Eastwood é, provavelmente, o mais importante e relevante cineasta dos últimos vinte anos. E isto não é pouco. Mas nem os melhores estão sempre no topo. Por vezes tropeçam. Serve este início desculpabilizante para dizer que “Invictus” fica abaixo do padrão médio de Eastwood. O filme, esclareça-se, não é mau, nem sequer fraco. O problema é que o cineasta já nos deu muito melhor e qualquer coisa abaixo de excelente parece pouco.

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“Invictus” acompanha-nos na libertação da prisão de Nelson Mandela, interpretado por Morgan Freeman, a eleição como presidente da África do Sul e os seus esforços para evitar o desmembramento do país, incluindo o incentivo à selecção de râguebi para ganhar o campeonato do mundo que o país recebeu em 1995.

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Mandela (Memória descritiva)

Mandela e Graça Machel durante a homenagem ontem prestada na Cidade do Cabo.

Ontem, 11 de Fevereiro, realizou-se na Cidade do Cabo uma homenagem a Nelson Mandela, na passagem do 20º aniversário da sua libertação após 27 anos de prisão. Sorridente, acompanhado pela esposa, Graça Machel, Mandela esteve no Parlamento, onde ouviu o discurso proferido pelo actual presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

O «tata» (avô), como carinhosamente o tratam os sul-africanos, sentou-se na última fila da galeria de convidados e seguiu com atenção as palavras de Zuma, que ia lendo em folhas que tinham sido distribuídas. Com 91 anos, o primeiro presidente negro do país, terá feito um grande esforço para assistir à homenagem, pois a sua saúde debilitada pela idade não lhe tem permitido sair da residência. Desde que, há quase dez anos, se retirou da vida política, raramente aparece em público.

Destacadas figuras do ANC (Congresso Nacional Africano), o partido de Mandela, com alguns dos seus companheiros de luta contra o apartheid, festejaram a libertação sem a presença do homenageado. Milhares de pessoas, correspondendo à convocação do ANC, percorreram os mesmos 500 metros que, em 11 de Fevereiro de 1990, Mandela caminhou nos seus primeiros momentos de liberdade , em frente à prisão, saudando os seus seguidores.

Jacob Zuma, no seu discurso, prometeu antecipar a idade da reforma, para reduzir a pobreza, a desigualdade e o desemprego juvenil no país. «Este ano de 2010, será um ano de acção». Zuma atravessa um momento difícil, pois o facto de ter concebido um vigésimo filho, fruto de uma relação extra-conjugal, a meio de uma campanha oficial contra a SIDA e contra a multiplicidade de parceiros sexuais, causou polémica e mesmo algum escândalo no país. [Read more…]

Nelson Mandela foi libertado, neste dia, há 20 anos

“Ser livre não significa apenas libertar-se das correntes mas viver de forma que respeite e envolva a liberdade dos outros”.

Nelson Mandela, prisioneiro político durante 28 anos