O homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos

Boys

Fotomontagem@Uma Página Numa Rede Social

À imagem do proprietário, o Twitter de Pedro Passos Coelho é um hino à arte de aldrabar e iludir eleitores. Dos impostos que não iam ser aumentados aos anéis que não iam ser vendidos, há lá matéria para envergonhar uma pessoa de bem ao ponto de pré-depressão com tendências suicidas.

Hoje descobri este simpático lembrete n’Uma Página Numa Rede Social que costumo visitar e que aconselho vivamente a que consultem também. Dizia Passos que não queria “ser eleito para dar emprego aos amigos“. Que queria “libertar o Estado e a sociedade civil dos poderes partidários“. Mas como a palavra do primeiro-ministro vale tanto como as profecias de um qualquer messias de uma daquelas seitas ultra-radicais que antecipa o Apocalipse, os boys continuam a crescer e a multiplicar-seSegundo o Jornal de Negócios, a Segurança Social está “enxameada” deles. Há um ano e meio eram cerca de 4400, hoje já devem andar nos 6 ou 7 mil. Adorava conhecer os números do desemprego jovem nas direcções concelhias, distritais e nacional da JSD e JP. Devem estar ao nível da Alemanha. Não admira o papel servil e as figuras ridículas que vão fazendo para defender o indefensável.

Comments


  1. O Pinóquio português. Este senhor tem lata suficiente para montar uma fábrica de zinco.

  2. Marquês Barão says:

    Passos com toda a razão, porque naturalmente se referia aos amigos de Sócrates que já estavam bem aviados.

  3. joao lopes says:

    tendo em conta que a segurança social vai despedir mais 480 funcionarios,assim se percebe o porquê:já não ha espaço para tanto boy,portanto nada como despedir os funcionarios que não tem a cota paga no psd.


  4. Reblogged this on O Retiro do Sossego.

  5. Manuel says:

    O Homen não o rapazola…Mas o rapazola è moderno, já não são cunhas, já não são tachos, nem panelas, são autenticos robos de cozinha para todas as caldeiradas e cozinhas de aparelho…


  6. Muito bom trabalho!

Trackbacks


  1. […] segunda semana, os nossos neoliberais que precisam da austeridade tanto como de tachos, tremem. A Terra, impávida, completa os seus ciclos de rotação e consta, continua a girar em […]


  2. […] propósito da gestão de panelas sociais-democratas e centristas na Segurança Social sobre a qual aqui falei ontem, chamou-me a atenção a Carla Romualdo para esta notícia, que dá conta da situação de 480 […]


  3. […] list e fica à porta. Entre tantos casos por onde poderia pegar, dos filhos dos chernes ao homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos, novas revelações sobre os portugueses que vivem verdadeiramente acima das suas possibilidades […]


  4. […] de histórias que não só não corrige estas injustiças como contribui para que se perpetuem. Um contador de histórias que garante o privilégio, pequeno, médio ou grande. Um contador de histórias que é um “ónus importante para todos […]


  5. […] Este Duarte Marques é um fartote de riso. O homem chega mesmo a encher o peito para afirmar que, tal como noutras latitudes, em Portugal o desemprego nunca atingiu os 20%. Só se esquece de referir os quase 400 mil emigrantes que foram forçados a seguir o conselho do seu referencial de estabilidade ou o esquema de estágios com que o seu adorado governo, sem o sucesso desejado, tentou mascarar os números do desemprego. Não se resignaram Duarte? Nada disso: não tiveram opção. Nem todos têm um cartão partidário de acesso ao mundo encantado das panelas. […]


  6. […] Rogério Gomes é militante do PSD e foi, entre 2003 e 2004, patrão de Passos Coelho na ONG Urbe. Recentemente, o primeiro-ministro delegou em Rogério Gomes a elaboração do programa de governo do PSD para as Legislativas. Até aqui nada de mal até porque Passos sempre foi muito forte no ramo das ONG’s e programas de governo tendem a ser documentos de pouca validade que ninguém lê e muito menos faz cumprir. Escolheu-se o senhor Rogério, poder-se-ia ter escolhido um amigalhaço qualquer. […]


  7. […] do primeiro-ministro são bastante dispendiosos e, em muitos casos, verdadeiramente inúteis. Ele nem queria dar emprego aos amigos mas nisto da política de inspiração siciliana, parafraseando Ricardo Araújo Pereira, […]


  8. […] Nojo. Derretem milhões em lixo todos os anos, encomendam algum desse lixo a empresas tão duvidosas e emaranhadas em esquemas fraudulentos como a Webrand e têm a lata de afirmar este sentimento de inferioridade hipócrita apenas para poderem continuar a viver do ataque ao despesismo socialista. A infinita lata dos recordistas na nomeação de castas à prova de austeridade liderados pelo sujeito desonesto que não queria dar emprego aos amigos. […]


  9. […] Assim, e porque um chefe de gabinete é sempre alguém com acesso privilegiado à informação que convém manter feliz, aquele a quem o blogue We Have Kaos in the Garden assertivamente chamou Pedro Tachos Coelho decidiu revogar a decisão do irrevogável e reabrir a embaixada da UNESCO em Paris para lá colocar o senhor, de seu nome Gilberto Jerónimo. A nomeação tem efeito a partir do momento em que o actual governo cessar funções o que, convenhamos, é muito conveniente. Mais uma para o extenso arquivo do homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos. […]


  10. […] Loureiro, passando pela comédia das contas que se esqueceu de pagar à Segurança Social, pela piada dos empregos que não queria dar aos amigos ou pelas anedotas diárias que nos servia durante a campanha para as Legislativas de 2011, é […]


  11. […] Na corte do monarca laranja que não queria reinar para dar empregos aos amigos, previsibilidade é palavra de ordem. O soberano diz-se previsível e a corte comporta-se da forma previsível a que nos foi habituando. […]


  12. […] governação e quem até sobre o desfecho da tragédia grega conseguiu mentir. O mesmo homem que mentiu quando disse que não queria dar emprego aos amigos, que mentiu no Parlamento sobre o ainda por explicar caso Tecnoforma e as subvenções indevidas […]


  13. […] os boys que gravitam e gravitaram em torno da governação da coligação PSD/CDS-PP. Liderado pelo homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos, o actual governo fez milhares de nomeações, entre amigos e boys partidários, do ex-patrão de […]


  14. […] o “enxamear” da Administração Pública foi uma constante desde o início do seu mandato e o homem que não queria ser eleito para dar emprego aos amigos foi tudo menos austero no que a empregos para os rapazes diz respeito. Para memória futura, é […]


  15. […] com base em critérios de competência e sem atender a filiações partidárias. E disse isto apesar de ter entupido a Segurança Social de boys dos partidos então no poder. Não faltaram empregos para os rapazes, fossem eles o ex-patrão do próprio Passos ou os famosos […]


  16. […] do SNS, para gáudio do sector privado, que insistiu em sucessivos cortes na Segurança Social, enquanto a enxameava de boys, e que desinvestiu na Educação, orçamento após orçamento, tem a distinta lata de nos vir falar […]

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