Era uma vez um primeiro-ministro desorientado

Manif Grécia

Foto@Expresso

Quando questionado pelo jornalista Rui Pedro Antunes (DN) no rescaldo da vitória do Syriza nas legislativas gregas, a eurodeputada do BE Marisa Matias referiu que “finalmente Portugal terá um primeiro-ministro que o defende no Conselho Europeu“. Concordo com esta premissa e só lamento que esse primeiro-ministro não seja o português. Esse já há muito demonstrou que as suas prioridades são a Alemanha, a corte e os boys do seu partido e a sua agenda ideológica além-Troika. E à medida que o cerco anti-austeridade se aperta e o vazio de ideias se avoluma, pouco mais restará a Passos Coelho do que esconder-se debaixo das saias de Angela Merkel, refém da sua própria inércia.

Depois de ver imagens como a que ilustra esta publicação, fico com a sensação que não são só Tsipras e Varoufakis que estão unidos na defesa do povo português. Também os milhares de gregos que ontem se voltaram a manifestar nas ruas de Atenas em apoio ao recém-eleito governo parecem estar solidários com o sul da Europa e alinhados na guerra contra o terrorismo financeiro em que o Velho Continente está mergulhado desde 2008. O conto de crianças parece estar a transformar-se num pesadelo para Passos Coelho que, para além de não se estar minimamente a lixar para as eleições, começa a revelar mudanças no discurso radical que assumiu desde o momento em que foi eleito. Não sou eu que o digo, é o seu amigo e fiel apoiante Pedro Santana Lopes. Tão baralhada que deve estar aquela cabeça, coitado. Deve estar na hora de recomeçar a manipular uns fóruns da TSF e de pôr os bloggers da corda a funcionar… Alguém disse Miguel Relvas?

Comments

  1. tio patinhas says:

    O Passos bem pode ir a Fátima com uma vela do seu tamanho, que nem debaixo das saias da Ângela se vai safar. Rei morto (coitado do Sócrates), rei posto, que o Tó Costa vai ser o novo menino bonito da alta finança. Quem me dera estar enganado e vê-lo abraçado ao Tsipras e ao Iglésias.

  2. Marquês Barão says:

    O mau sinal é que anda por aí gente que a modos de exigência proclama que todos devemos respeitar a soberania dos gregos (nós também) que com toda a legitimidade elegeram o seu governo. Mas se isso não pode estar em causa para os gregos, para nós apenas na medida em que devemos respeitar as suas opções, porque é que nos inundam a paciência ou falta dela, com a negação implícita de que a nossa tugalândia não pode nem deve assumir atitude similar em relação ao nosso próprio governo? Também queremos respeito.


  3. Caro Marquês acha que devemos respeitar o nosso governo que foi eleito prometendo que não aumentava impostos, não reduzia as pensões, não haveria despedimentos, etc. etc. e há quase quatro anos que faz exatamente o contrário??? Concordo com o respeito, mas isso que propõe é palermice e gostar de ser enganado.

  4. Alexandre Carvalho da Silveira says:

    O governo grego recem-eleito, e que hoje averbou mais uma estrondosa victória, não sabe defender os interesses dos gregos, quanto mais os dos portugueses. Estavam à espera de um “25 de Abril” à escala europeia? vejam menos filmes do Harry Potter, pode ser que assim caiam na realidade.
    A esquerda portuguesa, do PS ao BE e por muitos considerada a mais inteligente do mundo, acha que a gente, nós os contribuintes portugueses, temos de contribuir para aliviar os gregos de uma divida que lhes custa por ano 30% do que nos custa a nossa e da qual só vão começar a pagar juros depois de 2020.
    4,5 mil milhões ainda não chegam para sustentar aquele país de chulos?

  5. celesteramos.36@gmail.com says:

    Primeiro esconder-se e/pu abrigar-se debaixo das SAIAS de Merkel que por acaso usa CALÇAS

    • Marquês Barão says:

      Quanto a abrigo debaixo de saias também depende do tamanho do poleiro. Aquilo já estava cheio e ainda deve cheirar a 44.

Trackbacks


  1. […] não vale nada e ainda causa transtorno. E enquanto alguns começam a assumir o pecado original, o desorientado que nos governa vai tocando a mesma cassete, agarrado à saia da sua chanceler e rosnando, radical, […]

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