A ameaça

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(c) Pedro Vieira sobre capa da Time de 1975
[Fonte: Facebook de Paulo Querido]

1975 e 2015 são mundos diferentes. Descansem os traumatizados do excêntrico (e ainda mais para portugueses) PREC, que não é agora que a “ditadura popular” que então se pôs a jeito (e que não avançou por acção determinada também do PS) vai realizar-se em Portugal. Não é porque alguns desses traumatizados não merecessem tal susto, pelo inacreditável aggiornamento que fizeram do seu anterior soberanismo anti-europeísta – berço que agora renegam, em nome de compromissos obscuros (embora claros para muitos) que tornam a política um negócio e apenas isso, e transformam o País numa empresa. Mas é porque o mundo de 2015 é realmente outro – tal como são diversas de 1975 as forças à esquerda do PS, apesar da “vocação” de oposição em que teimaram até agora. Antes tarde que nunca, diz a sabedoria construtiva.

E nesse outro mundo, ao contrário do que alguns afirmam com a compulsão dos cínicos materialistas empenhados nessa visão unívoca, cabem alternativas: à “austeridade”, à guerra económica, ao jogo de casino da finança e, sobretudo, à injustiça social sobre demasiados. Mesmo que essas alternativas defraudem as expectativas dos menos moderados, com um PS a negociar com o PSD, atendendo também à enorme pressão dos múltiplos interesses levados na penumbra pelos marchantes dos arcos governativos do País e da Europa.

Mas lá que podia ser, até podia. E não ia custar mais caro do que o que temos pago em soberania, dignidade, saúde, educação, paz social e por aí fora. Ou acharão que isto, este atoleiro em que “os mercados” transformaram o Mundo e a existência humana, vai continuar para sempre?

Comments

  1. Rui Silva says:

    Poder podia mas o nosso caminho seria um caminho idêntico ao eu está atualmente a ser trilhado pela Venezuela.

    cumps

    Rui Silva

    • Nightwish says:

      Seria? Porquê? E a Islândia? E a Argentina? E a Venezuela sobre Chávez?
      E qual é o nosso, empobrecimento e austeridade eternas? Acha que empurrar 100000 por ano vai restar país? Que a criar emprego barato vai criar competitividade?
      Vai estudar, Rui.

  2. Rui Silva says:

    Caro Nightwish,
    Você é o máximo…
    Isto já não é caso de estudo. Já foi implementado vezes sem conta, sempre com o mesmo resultado.
    Portugal seria mais uma pais desgraçado. Eu sei que seriamos todos iguais , mas na miséria.
    Mas já agora queria lhe dizer que não deve misturar Islândia com os outros, pois a Islândia é um pais Capitalista. A sua riqueza não se deve a nenhum milagre marxista ( Pib= 50K € e IDH=13º).
    Já no caso da Argentina e Venezuela ( países incomensuravelmente mais ricos que Portugal), é o que se vê.
    Talvez você ache que ter um PIB per capita superior á Venezuela em cerca de 300% e superior á Argentina em cerca de 165% é mau…fico sem palavras…
    Isto faz-me lembrar um individuo, que agora não me lembra o nome que dizia:

    Se é burro e honesto pode ser Marxista
    Se é inteligente e desonesto pode ser Marxista
    Se é inteligente e honesto nunca é Marxista.

    cumps

    Rui Silva


    • Podia dizer exactamente o mesmo colocando “fascista”.

      No capitalismo, há a exploração do Homem pelo Homem.

      No socialismo é exactamente ao contrário…

      • Rui Silva says:

        Não há exploração, há exatamente o contrário
        “Estimativa por alto dos mortos pelo Socialismo/Comunismo:
        100 milhões”

        Cumps

        Rui Silva


        • Só em Estalinegrado morreram bombardeados 20 milhões de russos…
          A “democracia tem destas coisas”…

          E recentemente no Iraque ?
          As armas de destruição “terríveis” que o PARVO do Durão descobriu…