Liberdade para decidir

O direito à vida é inviolável, mas não uma obrigação ou fatalidade e muito menos provação ou vontade divina. Viver ou decidir morrer faz parte da liberdade individual, devendo ser respeitada a vontade de qualquer pessoa que solicite uma morte medicamente assistida, desde que na posse das suas faculdades. Vou mais longe, nem deveria ser um caso aplicável apenas a doentes terminais, mas a todos os que incapazes de se suicidarem o solicitassem. Dito isto, admito que os médicos possam ser objectores de consciência e que o acto médico deve ser cobrado ao requerente e não pago por todos os cidadãos. Ao que parece várias figuras publicas pretendem introduzir a discussão da eutanásia na sociedade portuguesa. Seja por via do referendo ou aprovação parlamentar, estarei a favor.

Comments

  1. Afonso Valverde says:

    Sim nada a favor e nada contra.
    Não aprovo quem quer matar-se, assistidamente.
    Também não sou deus para não aceitar a liberdade de o quererem fazer.
    Sofrimento?! Que sabemos de sofrimento. Isso é uma experiência individual com a qual com muita probabilidade nos vamos confrontar ou estamos a confrontar-nos.

  2. Konigvs says:

    Essencialmente não julgar, ao contrário do que a maioria faz. Que se dê por muito feliz quem nunca lhe passou pela cabeça suicidar-se. Mas se não sabe o que isso é, então que meta a viola ao saco e não julgue o que desconhece.
    Ninguém tem de impor a sua vontade a ninguém. É como a questão (já ultrapassada) do aborto. De resto sou contra qualquer referendo, seja ele sobre qual tema for. Existe uma assembleia da república para alguma coisa. Os referendos não são vinculativos porque mais de metade nunca vota. Não contam para nada. São quinze milhões de euros deitados ao lixo ou entregues aos partidos. Quinze milhões de euros dá para alimentar muita gente que passa fome.